A Água das Ilhas Maravilhosas - A Sexta Parte: Os Dias de Ausência - Capítulo X Da Partida de Birdalone da Ilha do Nada

A Água das Ilhas Maravilhosas


Por William Morris


A Sexta Parte: Os Dias de Ausência


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[420]Capítulo X Da Partida de Birdalone da Ilha do Nada


Pela manhã, Birdalone levantou-se cedo, e não desejava se demorar, a despeito de toda a gentileza daquele povo e da mudança que tinha ocorrido na Ilha do Nada; assim os amigos acompanharam-na ao bote abaixo, todos juntos, e desceram com eles uma quantidade de pão e queijo e maçãs recentes do último ano, para a provisão dela no caminho, e um balde de leite além disso; e homens e mulheres beijaram-na na partida, e a buscadora de comida disse: ‘Se de qualquer maneira tu puderes encontrar um barco para te trazer aqui, em algum momento, eu desejaria que tu venhas; pois mesmo se tu estiveres velha, e nós mortos, contudo, aqui haverão nossos filhos ou nossos netos para te receberem; e nós contaremos a eles o conto de ti, para que ele lembrem-no e anseiem por ti.’

Então Birdalone beijou-a novamente e tratou-a bem, e assim pisou dentro do bote, e começou o seu sacrifício à criatura dali; e aqueles outros encararam-na e ponderaram, e nada falaram até que ela está tinha se ido deslizando sobre a face da água; mas quando eles caminharam de volta para casa, eles falaram entre si mesmos que ela tem de ser alguma deusa (pois da Santa Igreja eles nada conheciam) quem tinha vindo visitá-los em seu encanto; e em tempos posteriores, quando esse povo tornou-se muitos, e cultivou toda a ilha e construiu barcos e espalhou-se para outras terras e tornou-se grande, eles ainda tinham uma memória de Birdalone como a própria senhora [421]e deusa deles, quem tinha vindo das terras férteis e sábias para os abençoar, quando primeiramente eles começaram a produzir sobre aquela ilha, e tinham compartilhado pão com eles, e dormido sob o teto deles, e então partiu de uma maneira maravilhosa, como poderia ser esperado de uma deusa.

Mas quanto a Birdalone, ela nunca mais voltou, nem viu novamente aquele povo, e agora ela se apressava sobre a água na direção da Ilha dos Reis.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 420-421. Disponível em: <https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/420/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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