A Grande Busca dos Imortais XIV Das Andanças Ulteriores do Dr. Van Varken – Final

A Grande Busca dos Imortais, traduzida de Um Manuscrito Não publicado na Biblioteca de uma Universidade Continental


Por James William Barlow


Prefácio e Conteúdos


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[171]Capítulo XIV Das Andanças Ulteriores do Dr. Van Varken – Final


Das Andanças ulteriores do Dr. Van Varken – Das visitas dele a Australis e ao grande Observatório – De uma estranha teoria física relativa ao tornado – A suposta causa do retorno do Doutor à Terra.


Depois da comunicação das notáveis preleções dele, as notas do doutor tornaram-se ainda mais escassas do que antes, e são de um caráter fragmentário. Nós podemos inferir a partir delas que o seu tempo doravante foi principalmente ocupado viajando em várias direções através do país; e isso é, muito provavelmente, a causa das deficiência nos seus memorandos.

Ele parece ter ficado grandemente impressionado com as vastas obras de engenharia que encontrava por toda parte; e especialmente com as estradas magníficas sobre as quais carruagens, como aquelas de Lucetta, corriam sobre trilhos; essas carruagens [172]eram livres para todos; todos por sua vez tomaram sua parte em administrar o serviço, como qualquer outra profissão. A primeira visita dele foi à grande cidade imperial, Australis, para a qual, é claro, ele prosseguiu através da rota submarina.

Quando ele chegou lá, era a temporada de verão no hemisfério sul. Durante a discussão sobre a seleção da metrópole universal, à época da união dos hemisférios, uma objeção tinha sido levantada contra Australis, a saber, que havia uma escuridão por volta de um terço do ano. Mas, em consequência das outras vantagens, a objeção foi rejeitada, e isso muito prontamente, visto que uma luz química artificial de brilho extraordinário há pouco tinha sido descoberta. Tão grande era o poder dela que, para distâncias moderadas, ela quase igualava a luz do dia. Essas eram as luzes que Van Varken, em sua chegada inicial, viu brilhando em Lucetta, e nas embarcações na baía. E desse modo, quando ele alcançou Australis, ele [173]encontrou não apenas a cidade, mas o inteiro vale circundante, brilhando com essa iluminação maravilhosa. De fato, algumas pessoas nunca poderiam reconciliar a si mesmas com essa luz artificial, assim, no curso do tempo, outra cidade foi construída no Polo Norte; e, migrando-se em estações apropriadas, de uma para a outra, perpétua luz do dia poderia desfrutada.

Os memorandos breves e desinteressantes que restam nos contam bem pouco da cidade metropolitana. Os pontos que especialmente parecem ter impressionado-o foram – Os grandes armazéns ou entrepostos de todos os tipos de artigos, os quais, nas nossas cidades, são usualmente vendidos nas lojas, e que, sob o sistema hesperiano, são abundantemente supridos pelo labor comunitário; a partir dessas reservas todos supriam a si mesmo como desejassem. Os museus de ciência e arte, e o estilo pitoresco das casas, todos os quais eram, como em Lucetta, destacavam-se uns dos outros, e eram apenas de um andar de altura, encheram a alma do doutor de admiração. Acima de todos ficava [174]o conspícuo grande tempo ou catedral do Deus Desconhecido. Os serviços lindos realizados lá deixaram uma impressão maravilhosa no viajante; ele ficou especialmente impressionado por um canto solene e triste, cantado em uníssono pela inteira congregação imensa, e acompanhado em harmonia estranhamente rica e complicada no maior órgão que ele alguma vez tinha visto.

Mas, além desses poucos detalhes, nada está registrado. Depois do retorno dele ao norte, ele visitou o grande Observatório cuja fundação ele tinha descrito tão completamente. A estrutura original tinha sido removida, e as construções que agora ocupavam o lugar são de vastas dimensões, e são mobiliados com cada instrumentos astronômico que a grande habilidade dos hesperianos é competente para executar. Especialmente dignos de nota são os artifícios mecânicos para mover e ajustar os telescópios pesados. Embora esses pesassem muitas toneladas, a mera pressão do dedo em alguns botões de metal era suficiente para [175]dirigir qualquer deles para qualquer ponto que fosse do céu que deve ser examinado; e, com o telescópio, a plataforma, a plataforma para o observador simultaneamente assume a posição necessária.

Ele encontrou os astrônomos engajados em abstrusos cálculos matemáticos, em conexão com uma teoria que já tinha sido sugerido como uma explicação do crônico tornado equatorial. Era esta, que Hésperos tinha um satélite de pequenas dimensões, não de fato, excedendo uma milha em diâmetro, mas de densidade muito grande; e que esse satélite gira no plano do equador com velocidade tremenda, tão perto da superfície que ele entra em contato real com a água várias vezes em cada revolução. Consequentemente, as ondas tempestades terríveis. Se essa teoria engenhosa foi verificada ou não, nós não temos registro. Infelizmente, no tempo da visita do doutor, a Terra, estando em conjunção, não estava favoravelmente posicionada para observação. Ele parece [176]ter sofrido muito nessa excursão por causa da raridade extrema do ar.

E, neste ponto, pode-se dizer que as notas chegam ao fim. Mas mais do que umas poucas notas incoerentes na última página são legíveis. A partir desses eu infiro que ele retornou a Lasondre, e lá, provavelmente tendo informado aos habitantes da sua profissão cirúrgica, ele apresentou uma preleção sobre a anatomia do corpo humano. Quando lembramos do obstáculo invencível para qualquer estudo científico da anatomia do hesperiano que era apresentado pelas condições de vida deles, nós facilmente podemos entender que uma tal preleção, de um especialista, tem de ter excitado interesse não usual, combinando esse fato com a abundância de expressões fortes e profanas que desfiguram o memorando concludente, eu não considero absolutamente improvável que alguns sinais de um desejo de se aproveitarem da própria pessoa do doutor para o propósito de dissecação podem ter sido exibidos pela audiência dele, e podem ter sugerido à mente dele a conveniência de [177]um retorno apressado a Terra. Mas eu desejo ser distintamente entendido que essa é a única conjectura, e não, como o restante desta história, baseada nas afirmações explícitas do livro de notas.

Em todos cao, a descoberta do manuscrito na biblioteca da universidade é prova abundantemente eficiente de que a influência tibetana foi suficientemente poderosa para superar a atração hesperiana e que ele teve sucesso em retorna à Terra. Eu digo que esse tanto é certo, et hypotheses non fingo.


E aqui termina o nosso conhecimento dos Imortais Sem Deus. Não é provável que a existência adicional de cento e sessenta anos deles tenha suavizado o Cansaço do Mundo e o Sofrimento que, evidentemente, e estavam estabelecendo-se sobre eles como uma mortalha pesada.]


FIM


ORIGINAL:

BARLOW, J. W. The Immortals' Great Quest, translated from An Unpublished Manuscript in the Library of a Continental University. London: Smith, Elder & Co.,15, Waterloo Place, 1909. p. 171-177. Disponível em: <https://archive.org/details/immortalsgreatqu00barl/page/171/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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