Mitologia de Bulfinch - Prefácios e Conteúdos

Mitologia de Bulfinch


Por Thomas Bulfinch


[iii]Prefácio dos Editores


Nenhuma nova edição da obra clássica de Bulfinch pode ser considerada completa sem alguma observação sobre o erudito americano a quem ampla erudição e cuidado diligente erguem-se como um monumento perpétuo. “A Idade da Fábula (The Age of Fable)” veio a ser classificada com livros mais velhos como “Pilgrim’s Progress,” “Gulliver’s Travels,” “The Arabian Nights,” “Robinson Crusoe,” e seis ou cinco outras produções de renome mundial como uma obra com a qual cada um tem de reivindicar alguma familiaridade antes que a sua educação possa ser chamada de realmente completa. Muitos leitores da edição presente provavelmente se lembrarão de entrarem em contato com a obra enquanto crianças, e, sem dúvida, pode ser acrescentado, descobrirão, a partir de uma leitura nova, a fonte de números bocados de conhecimento que permaneceram armazenados em suas mentes desde aqueles dias primevos. Contudo, para a maioria desse grande círculo de leitores e estudantes, o nome Bulfinch em si mesmo não tem nenhuma significância.

Thomas Bulfinch foi um nativo de Boston, Massachusetts, onde ele nasceu em 1796. A infância dele foi despendida nessa cidade, e ele preparou-se para a faculdade nas escolas de Boston. Ele terminou seu treinamento no Colégio de Harvard e, depois de receber sua graduação, foi professor em sua cidade natal por um período. Por um longo tempo depois na vida, ele foi empregado como um contado no Boston Merchants’ Bank. O seu tempo livre, ele usava para a pesquisa adicional dos seus estudos clássicos, os quais ele tinha começado em Harvard, e o seu prazer principal na via estava em escrever os resultados de sua leitura de uma forma simples, condensada, para leitores jovens ou ocupados. O plano ele seguiu nesta obra, para o conceder a maior utilidade possível, é proposto no Prefácio do Autor.

Bulfinch morreu em 1867, com a seguinte lista de livros para seu crédito: “Hebrew Lyrical History,” 1853; “The [iv]Age of Fable,” Primeira Edição, 1855; “The Age of Chivalry,” 1858; “The Boy Inventor,” 1860; “Legends of Charlamagne, or Romance of the Middle Ages,” 1863; “Poetry of the Age of Fable,” 1863; “Oregon and Eldorado, or Romance of the Tivers,” 1860.

Nesta edição completa do seu saber mitológico e lendário, “A Idade da Fábula (The Age of Fable),” “A Idade da Cavalaria (The Age of Chivalry)” e “Lendas de Carlos Magno (Legends of Charlemagne)” estão incluídas. Cuidado escrupuloso foi tomado para seguir o texto original de Bulfinch, mas atenção especial deveria ser chamada para algumas seções adicionais que foram inseridas para acrescentar à completude circular da obra, e as quais os editores acreditar que receberiam a sanção do autor mesmo, visto que, de maneira nenhuma, intrometer-se-ia no seu plano original, apenas simplesmente o levando a um detalhamento mais completo. A seção sobre Mitologia Nórdica foi alargada através de uma recontação do épico da “Nibelungen Lied,” junto com um sumário da versão de Wagner da lenda em sua série de dramas musicais. Sob a categoria de “Mitos Heroicos da Raça Britânica” foram incluídos esboços das histórias de Beowulf, Cuchulain, Hereward o Desperto, e Robin Hood. Dos extratos em verso que ocorrem por todo o texto, trinta ou mais foram acrescentados a partir de literatura que apareceu desde a época de Bulfinch, extratos que ele provavelmente teria citado tivesse ele supervisionado pessoalmente a nova edição.

Finalmente, o índice foi completamente revisado e, de fato, refeito. Todo os nomes próprios na obra tinham recebido entradas, com referências às páginas onde eles ocorrem, e uma explicação ou definição concisa de cada um foi fornecida. Dessa maneira, o que foi uma mera lista de nomes no original, foi alargada em um pequeno dicionário clássico e mitológico, o qual se espera que se provará valioso para propósitos de referência não necessariamente conectas com “A Idade da Fábula.”

Reconhecimentos são devidos aos escritos do dr. Oliver Huckel, para informação sobre a questão da interpretação da lenda dos Nibelungos, e o volume confiável de M. I. Ebbutt sobre “Hero Myths and Legends of the British Race,” a partir do qual muito da informação relativa aos heróis britânicos foi obtida.


[v]Prefácio do Autor


Se nenhum outro conhecimento merecer ser chamado de útil senão aquele que ajuda a alargar as nossas propriedades ou elevar a nossa posição na sociedade, então a mitologia não tem revindicação à denominação. Mas, se aquilo que tende a fazer-nos mais felizes e melhores pode ser chamado de útil, então nós podemos reivindicar esse epiteto para o nosso assunto. Pois a mitologia é a serva da literatura; e a literatura é uma das melhores aliadas da virtude e promotoras da felicidade.

Sem um conhecimento de mitologia, muito da literatura elegante da nossa própria língua não pode ser entendida e apreciada. Quando Byron chama Roma de “a Níobe das nações,” ou diz de Veneza, “Ela parece uma Cibele do mar, fresca do oceano,” ele convoca à mente de alguém familiar com o nosso assunto ilustrações mais vívidas e impressionantes do que o pincel poderia fornecer, mas que estão perdidas para o leitor ignorante em mitologia. Milton abunda em alusões similares. O curto poema “Comus” contém mais de trinta dessas, e a ode “On the Morning of the Nativity,” metade. Através de “Paradise Lost” elas estão profusamente espalhadas. Essa é uma razão porque nós frequentemente ouvimos pessoas de maneira nenhuma iletradas dizerem que elas não podem desfrutar de Milton. Mas devessem essas pessoas acrescentarem às suas mais sólidas aquisições a aprendizagem fácil deste pequeno volume, muito da poesia de Milton, a qual tem parecido para eles “severa e intrincada,” seria considerado “musical como é o alaúde de Apolo.” As nossas citações, tomadas de mais de vinte e cinco poetas, de Spenser a Longfellow, mostrarão quão geral tem sido a prática de tomar emprestadas ilustrações à mitologia.

Os escritores em prosa também fazem uso da mesma fonte de ilustração elegante e sugestiva. Dificilmente, alguém pode pegar um número da “Edinburgh” ou [vi]“Quarterly Review” sem encontrar instâncias. No artigo de Macaulay sobre Milton há vinte delas.

Mas, como a mitologia deve ser ensinada para alguém quem não a aprende através do meio das línguas da Grécia e de Roma? Dedicar estudo a uma espécie de conhecimento que se relaciona inteiramente a maravilhas falsas e fés obsoletas não deve ser esperado do leitor geral em uma época prática como esta. Até o tempo do jovem é reivindicado por tantas ciências de fatos e coisas que pouco pode ser poupado para tratados estabelecidos sobre uma ciência de mera fantasia.

Mas o conhecimento necessário do assunto pode ser adquirido pela leitura dos poetas antigos em tradução? Nós respondemos que o campo é extenso demais para um curso preparatório; e essas traduções mesmas requerem algum conhecimento prévio do assunto para as tornar inteligíveis. Que qualquer um que duvide disso leia a primeira página da “Aeneid,” e veja o que ele pode fazer de “o ódio de Juno,” o “decreto das Parcas,” o “julgamento de Paris,” e as “honras de Ganimedes,” sem esse conhecimento.

Deveria ser dito a nós que as respostas para tais perguntas pode ser encontradas em notas, ou através de uma referência ao Dicionário Clássico? Nós respondemos que a interrupção da leitura de alguém por qualquer um desses processos é tão incômoda que a maioria dos leitores deixa uma alusão passar não compreendida do que se submeter a eles. Além disso, tais fontes concedem-nos apenas os fatos secos sem nada do charme da narrativa original; e o que é o mito poético quando despido da sua poesia? A história de Ceix e Alcíone, a qual preenche um capítulo no nosso livro, ocupa apenas oito linhas no melhor dicionário clássico (o de Smith); e assim com as outras.

O nosso trabalho é uma tentativa de resolver esse problema, contando as histórias da mitologia de uma maneira tal quanto a torná-las uma fonte de diversão. Nós tentamos narrá-las corretamente, de acordo com autoridades antigas, de modo que quando o leitor encontrá-las referidas, ele possa não ficar perdido para reconhecer a referência. Desse modo, nós esperamos ensinar a mitologia não como um estudo, mas como um relaxamento do estudo; para conceder à nossa obra o encanto [vii]de um livro de histórias, contudo, através dele transmitir um conhecimento de um ramo importante da educação. O índice ao final adapta-lo-á aos propósitos de referência, e torna-lo-á um dicionário clássico para a sala de estar.

A maior parte das lendas em “Histórias de Deuses e Heróis” é derivada de Ovídio e Virgílio. Elas não são traduzidas literalmente, pois, na opinião do autor, poesia traduzida em prosa literal é leitura não muito atraente. Tampouco elas estão em verso, também por outras razões além de uma convicção de que traduzir fielmente sob todos os embaraços de rima e medida é impossível. A tentativa foi feita de contar as histórias em prosa, preservando tanto da poesia quanto reside nos pensamentos e é separável da linguagem mesma, e omitindo aquelas amplificações que não são adequadas para a forma alterada.

As histórias da mitologia nórdica são copiadas, com algum resumo, das “Northern Antiquities” de Mallet. Esses capítulos, com aqueles sobre mitologia oriental e egípcia, pareceram necessários para completar o assunto, embora acredite-se que esses tópicos usualmente não tenham sido apresentados no mesmo volume que as fábulas clássicas.

As citações poéticas são livremente introduzidas e espera-se que correspondam a vários propósitos valiosos. Elas cuidarão de fixar na memória o fato principal de cada história, ajudarão a alcançar uma pronúncia correta dos nomes próprios e enriquecerão a memória com muitas joias de poesia, algumas delas são tais que são muito frequentemente citadas ou aludidas na leitura e conversação.

Tendo escolhido mitologia enquanto conectada com literatura para nossa província, nós tentamos não omitir nada para o quê o leitor de literatura elegante é provável de encontrar ocasião. Aquelas histórias e partes de histórias que são ofensivas para o gosto puro e a boa moral não são dadas. Mas tais histórias não são frequentemente referidas, e, se elas ocasionalmente deveriam ser, o leitor em inglês não tem de sentir nenhuma mortificação em confessar sua ignorância delas.

O nosso trabalho não é para o instruído, nem para o teólogo, nem para os filósofos, mas para o leitor de [viii]literatura inglesa, de qualquer um dos sexos, quem deseja compreender as alusões tão frequentemente feitas por oradores públicos, preletores, ensaístas e poetas, e aquelas que ocorrem em conversação educada.


Nas “Histórias de Deuses e Heróis,” o compilador tentou transmitir os prazeres da aprendizagem clássica para o leitor em inglês, representando as histórias da mitologia pagã em uma forma adaptada ao gosto moderno. Em “Rei Arthur e seus Cavaleiros” e “O Mabinogeon” a tentativa foi feita para tratar da mesma maneira as histórias da segunda “Idade da Fábula,” a era que testemunhou a aurora de vários estados da Europa moderna.

Acreditou-se que essa apresentação de uma literatura, que tem influência sem rival sobre as imaginações dos nossos ancestrais, não será sem benefício para o leitor, em adição ao divertimento que ela pode propiciar. Os contos, embora não devam ser confiados pelos seus fatos, são dignos de todo o crédito enquanto retratos das maneiras; e deve ser considerado que o começo das maneiras e dos modos de pensamento de uma época são uma parte mais importante da sua história do que os conflito dos seus povos, geralmente conduzindo a nenhum resultado. Além disso, a literatura de romance é uma casa do tesouro de material poético, à qual poetas modernos frequentemente recorrem. Os poetas italianos, Dante e Ariosto, os ingleses, Spenser, Scott e Tennyson e os nossos próprios Longfellow e Lowell, são exemplos disso.

Essas lendas estão tão conectadas umas com as outras, tão consistentemente adaptadas a um grupo de personagens fortemente individualizados em Arthur, Lancelot e seus companheiros, e tão acesas pelos fogos da imaginação e invenção, que elas parecem tão bem-adaptadas para o propósito do poeta quanto às lendas da mitologia grega e romana. E se cada jovem bem-educado é esperado conhecer a história do Velo de Ouro, porque é a busca do Sangreal menos digna da sua familiaridade? Ou se uma alusão ao escudo de Aquiles não deve passar [ix]não compreendida, porque deveria uma à Excalibur, a famosa espada de Arthur?-


De Arthur, quem, a luz superior restaurada,

Com aquela espada terrível,

A qual ele ainda brande para guerra futura,

Deverá erguer a fama do seu país acima da estrela polar.”1


É uma recomendação adicional ao nosso tema que ele tente a nutrir em nossas mentes a ideia da fonte a partir da qual nós brotamos. Nós temos direito à parte completa nas glórias e memórias da terra dos nossos ancestrais, até o tempo da colonização a partir de lá. As associações que surgem a partir dessa fonte têm de ser frutíferas de boas influências; entre as quais não menos valiosa é o prazer intensificado que tais associações propiciam ao viajante americano quando ele visita a Inglaterra e coloca o pé em qualquer uma das suas localidades renomadas.


As lendas de Carlos Magno e seus pares são necessárias para completar o assunto.

Em uma era, quando as trevas intelectuais envolveram a Europa ocidental, uma constelação de escritores brilhantes surgiu na Itália. Desses, Pulci (nascido em 1432), Boiardo (1434) e Ariosto (1474) tomaram por seus assuntos as fábulas românticas que tinham sido transmitidas por muitas épocas nas lais de bardos e lendas de cronistas monásticos. Essas fábulas, eles arranjaram em ordem, adornaram com os embelezamentos da fantasia, amplificaram a partir da sua própria invenção, e marcaram com imortalidade. Seguramente pode ser afirmado que, enquanto a civilização dever perdurar, essas produções reterão seu lugar entre as criações mais queridas do gênio humano.

Em “Histórias de Deuses e Heróis,” “Rei Arthur e seus Cavaleiros” e “O Mabinogeon” o objetivo foi suprir o leitor moderno com aquele conhecimento das fábulas clássicas e da literatura medieval que são necessários para tornar inteligíveis as alusões que ocorrem na leitura e conversação. As “Lendas de Carlos Magno” foram [x]projetadas para levar a cabo o mesmo desígnio. Como as porções anteriores da obra, ela aspira a um caráter mais elevado do que aquele de uma peça de entretenimento. Ela reivindica ser útil na familiarização dos seus leitores com os temas das produções dos grandes poetas da Itália. Algum conhecimento dessas é esperado de todo jovem bem educado.

Na leitura desse romances, nós não podemos deixar de observar como as invenções primitivas têm sido usadas, de novo e de novo, por gerações sucessivas de fabulistas. A sereia de Ulisses é o protótipo da sereia de Orlando, e o caráter de Circe reaparece em Alcina. As fontes do Amor e do Ódio podem ser rastreadas à história de Cupido e Psiqué; e efeitos similares produzidos por uma bebida mágica aparecem no conto de Tristão e Isolda, e, substituindo a bebida por uma flor, em “Midsummer Night’s Dream” de Shakspeare. Há muitas outras instâncias do mesmo tipo que o leitor reconhecerá sem a nossa assistência.

As fontes de onde nós derivamos essas histórias são, primeiro, os poetas italianos nomeados acima; em seguida, os “Romans de Chevalerie” do Conde Tressan; por último, certos recolhedores alemães de contos populares. Alguns capítulos foram tomados emprestados às traduções dos poetas italianos por Leigh Hunt. Pareceu desnecessário fazer novamente o que já tinha sido feito tão bem; contudo, por outro lado, essas histórias não poderiam se omitidas da série sem a deixar incompleta.


THOMAS BULFINCH.


CONTEÚDOS2


STORIES OF GODS AND HEROES

Capítulo I Introdução 1

Capítulo II Prometeu e Pandora 12

Capítulo III Apolo e Dafne, Píramo e Tisbe, Céfalo e Prócris 19

Chapter IV. Juno and her Rivals, Io and Callisto — Diana and Actaeon — Latona and the Rustics 28

Chapter V. Phaëton 38

Chapter VI. Midas — Baucis and Philemon 46

Chapter VII. Proserpine — Glaucus and Scylla 52

Chapter VIII. Pygmalion — Dryope — Venus and Adonis — Apollo and Hyacinthus 62

Chapter IX. Ceyx and Halcyone 69

Chapter X. Vertumnus and Pomona — Iphis and Anaxarete 76

Chapter XI. Cupid and Psyche 80

Chapter XII. Cadmus — The Myrmidons 91

Chapter XIII. Nisus and Scylla — Echo and Narcissus — Clytie — Hero and Leander 98

Chapter XIV. Minerva and Arachne — Niobe 107

Chapter XV. The Graeae and Gorgons — Perseus and Medusa — Atlas — Andromeda 115

Chapter XVI. Monsters: Giants — Sphinx — Pegasus and Chimaera — Centaurs — Griffin — Pygmies 122

Chapter XVII. The Golden Fleece — Medea 129

Chapter XVIII. Meleager and Atalanta 138

Chapter XIX. Hercules — Hebe and Ganymede 143

Chapter XX. Theseus and Daedalus — Castor and Pollux — Festivals and Games 150

Chapter XXI. Bacchus and Ariadne 160

Chapter XXII. The Rural Deities — The Dryads and Erisichthon — Rhoecus — Water Deities — Camenae — Winds 166

Chapter XXIII. Achelous and Hercules — Admetus and Alcestis — Antigone — Penelope 177

Chapter XXIV. Orpheus and Eurydice — Aristaeus — Amphion — Linus — Thamyris — Marsyas — Melampus — Musaeus 185

Chapter XXV. Arion — Ibycus — Simonides — Sappho 194

Chapter XXVI. Endymion — Orion — Aurora and Tithonus — Acis and Galatea 204

Chapter XXVII. The Trojan War 211

Chapter XXVIII. The Fall of Troy — Return of the Greeks — Orestes and Electra 227

Chapter XXIX. Adventures of Ulysses — The Lotus-eaters — The Cyclopes — Circe — Sirens — Scylla and Charybdis — Calypso 239

Chapter XXX. The Phaeacians — Fate of the Suitors 247

Chapter XXXI. Adventures of Aeneas — The Harpies — Dido — Palinurus 258

Chapter XXXII. The Infernal Regions — The Sibyl 266

Chapter XXXIII. Aeneas in Italy — Camilla — Evander — Nisus and Euryalus — Mezentius — Turnus 276

Chapter XXXIV. Pythagoras—Egyptian Deities — Oracles 288

Chapter XXXV. Origin of Mythology — Statues of Gods and Goddesses — Poets of Mythology 300

Chapter XXXVI. Monsters (modern) — The Phoenix — Basilisk — Unicorn — Salamander 310

Chapter XXXVII. Eastern Mythology — Zoroaster — Hindu Mythology — Castes — Buddha — The Grand Lama — Prester John 318

Chapter XXXVIII. Northern Mythology — Valhalla — The Valkyrior 328

Chapter XXXIX. Thor's Visit to Jotunheim 337

Chapter XL. The Death of Baldur — The Elves — Runic Letters — Skalds — Iceland — Teutonic Mythology — The Nibelungen Lied — Wagner's Nibelungen Ring 343

Chapter XLI. The Druids — Iona 358


KING ARTHUR AND HIS KNIGHTS

Chapter I. Introduction 367

Chapter II. The Mythical History of England 378

Chapter III. Merlin 389

Chapter IV. Arthur 394

Chapter V. Arthur (Continued) 405

Chapter VI. Sir Gawain 414

Chapter VII. Caradoc Briefbras; or, Caradoc with the Shrunken Arm 418

Chapter VIII. Launcelot of the Lake 424

Chapter IX. The Adventure of the Cart 435

Chapter x. The Lady of Shalott 441

Chapter XI. Queen Guenever's Peril 445

Chapter XII. Tristram and Isoude 449

Chapter XIII. Tristram and Isoude (Continued) 457

Chapter XIV. Sir Tristram's Battle with Sir Launcelot 464

Chapter XV. The Round Table 467

Chapter XVI. Sir Palamedes 472

Chapter XVII. Sir Tristram 475

Chapter XVIII. Perceval 479

Chapter XIX. The Sangreal, or Holy Graal 486

Chapter XX. The Sangreal (Continued) 491

Chapter XXI. The Sangreal (Continued) 497

Chapter XXII. Sir Agrivain's Treason 507

Chapter XXIII. Morte d'Arthur 515


THE MABINOGEON

Chapter Introductory Note 527

Chapter I. The Britons 529

Chapter II. The Lady of the Fountain 534

Chapter III. The Lady of the Fountain (Continued) 539

Chapter IV. The Lady of the Fountain (Continued) 546

Chapter V. Geraint, the Son of Erbin 553

Chapter VI. Geraint, the Son of Erbin (Continued) 564

Chapter VII. Geraint, the Son of Erbin (Continued) 572

Chapter VIII. Pwyll, Prince of Dyved 583

Chapter IX. Branwen, the Daughter of Llyr 589

Chapter X. Manawyddan 597

Chapter XI. Kilwich and Olwen 508

Chapter XII. Kilwich and Olwen (Continued) 620

Chapter XIII. Taliesin 626


HERO MYTHS OF THE BRITISH RACE

Beowulf 635

Cuchulain, Champion of Ireland 637

Hereward the Wake 641

Robin Hood 643


LEGENDS OF CHARLEMAGNE

Introduction 647

The Peers, or Paladins 656

The Tournament 664

The Siege of Albracca 672

Adventures of Rinaldo and Orlando 683

The Invasion of France 693

The Invasion of France (Continued) 702

Bradamante and Rogero 712

Astolpho and the Enchantress 721

The Orc 732

Astolpho's Adventures continued, and Isabella's begun. 739

Medoro 745

Orlando Mad 753

Zerbino and Isabella 760

Astolpho in Abyssinia 769

The War in Africa 777

Rogero and Bradamante 788

The Battle of Roncesvalles 801

Rinaldo and Bayard 814

Death of Rinaldo 819

Huon of Bordeaux 825

Huon of Bordeaux (Continued) 832

Huon of Bordeaux (Continued) 842

Ogier, the Dane 848

Ogier, the Dane (Continued) 856

Ogier, the Dane (Continued) 863


ORIGINAL:

BULFINCH, T. Bulfinch's Mythology: The Age of Fable, The Age of Chivalry & Legends of Charlamagne. By Thomas Bulfinch. Complete in One Volume. Revised and Enlarged, with Illustrations. New York: Thomas Y. Crowel Company Publishers, 1913. p. iii-x. Disponível em: <https://archive.org/details/bulfinchsmytholo0000thom_q8l3/page/n8/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1[ix]Wordsworth.

2Esta seção serve como índice para as postagens com os capítulos. A medida que as traduções forem postadas, links para as mesmas serão adicionados nos locais correspondentes.

A Defesa do Vau do Estúpido - Informação de Contexto, Glossário, Prefácio, Prólogo e Conteúdos

 A Defesa do Vau do Estúpido


Por Ernest D. Swinton (sob o pseudônimo de Backsight Forethought)


[1]Informação de Contexto (A Guerra dos Boer)


Os bôeres, holandês para fazendeiro, primeiramente se estabelecerem no que agora é a Província do Cabo, República da África do Sul, em 1652. Depois que a Grã-Bretanha anexou esse território em 1806, muitos bôeres partiram na “Grande Marcha” e criaram a República de Natal, o Estado Livre de Orange e o Transvaal. Controle comercial gradual pelos britânicos e a descoberta de ouro e diamantes, entre outras coisas, serviram para criar hostilidade entre os bôeres e os britânicos, resultando na guerra sul-africana ou guerra dos bôeres de 1899 a 1902.

Os bôeres inicialmente eram mais numerosos do que os britânicos e estavam bem equipados, conquistando vitórias impressionantes em áreas adjacentes aos seus territórios. Mesmo se os exércitos dos bôeres finalmente se renderam, a aparente vitória para os britânicos foi retardada por guerra de guerrilha extensa e coordenada. A guerra foi finalmente encerrada através da destruição sistemática das unidades de guerrilha dos bôeres e as hostilidades foram terminadas através do Tratado de Vereeniging, em maior de 1902. Os territórios dos bôeres foram anexados pela Grã-Bretanha e foram organizados na União da África do Sul oito anos depois.


[2]Glossário


ABATIS: Uma barricada de árvores caídas, com os galhos apontando para o inimigo.

ANT HILL: Um grande monte de terra na forma de cone.

BÔERES: Descendentes de colonos holandeses na África do Sul.

DONGA: Ravina ou barranco sul-africano.

DRIFT: Um vau, um lugar raso em um córrego ou rio que pode ser cruzado caminhando ou a cavalo.

DUFFER: Uma pessoa incompetente, desajeitada ou estúpida.

KAFFIR: Uma feroz tribo negra da África do Sul (século XIX).

KOPJE: Uma colina ou monte rochoso da África do Sul, usualmente de 200 a 800 metros de altura.

KRAALS: Uma vila de nativos sul-africanos cercada por uma paliçada para proteção.

QUI VIVE: Fr., um desafio de sentinela; “Quem vai lá? (Who goes there?)”

SUBALTERNO: Um oficial britânico mantendo uma comissão inferior àquela de capitão; um tenente.

VELD: Uma planície gramada da África do Sul, similar ao Planalto Ocidental dos Estados Unidos.

VC: Cruz de Vitória (Victory Cross), a mais alta medalha britânica por valor.


[3]Prefácio


Foi nossa própria falta, e nossa falta muito grande, e agora nós temos de a colocar em uso,

Nós temos quarenta milhões de razões para falha, mas nenhuma única desculpa!KIPLING.


Este conto é dedicado aos “Papagaios dourados” e “assassinos contratados” da nação britânica, especialmente àqueles que agora estão batendo à porta, a saber, os principiantes mesmos. Ele corporifica algumas lembranças de coisas efetivamente ocorridas e não ocorridas na África do Sul, entre 1899 e 1902. Espera-se que o seu aspecto fantástico possa ajudar realmente a enfatizar a aplicação prática de alguns princípios muito antigos, e auxiliar na apreciação do que pode acontecer quando eles não são aplicados, mesmo em operação pequenas. Frequentemente se tem perdido de vista essa aplicação prática no estresse do momento, com resultados terríveis, bastante incompreendidos até o instante terrível da experiência atual. Deva este conto, através da excitação da imaginação, ajudar a evitar um tal caso de desrespeito de princípios no futuro, ele não terá sido escrito em vão. Os sonhos não são antecipações, mas meramente um registro de experiências insignificantes contra um tipo de inimigo de apenas um país, com com certas deduções baseadas nelas. Mas a partir dessas, dadas as condições, não é difícil deduzir as variações adequadas para outros países, ou para aquelas ocasiões quando um inimigo diferente com métodos diferentes de combate e armas diferentes tenha de ser combatido.


BACKSIGHT FORETHOUGHT


[5]Prólogo


Em uma noite, após uma marcha longa e cansativa, eu cheguei a Dreamdorp. A atmosfera local, combinada com uma refeição pesada, é responsável pelo pesadelo seguinte, consistindo em uma série de sonhos. Para tornar a sequência inteira inteligível, é necessário explicar que, embora a cena de cada visão fosse a mesma, por algum processo mental curioso eu não tive memória do lugar de jeito nenhum. Em cada sonho, a localidade foi totalmente nova para mim, e eu tive um destacamento inteiramente novo. Dessa maneira, eu não tive a grande vantagem de trabalhar sobre um terreno familiar. Uma coisa, e apenas uma, foi transmitida de sonho para sonho, e essa foi a memória vívida das lições gerais previamente aprendidas. Essas finalmente produziram sucesso.

No entanto, a série inteira de sonhos permaneceu na minha memória como um todo conectado quando eu acordei.


[CONTEÚDOS]1


Primeiro Sonho 7

Segundo Sonho 19

Terceiro Sonho 27

Quarto Sonho 36

Quinto Sonho 48

Sexto Sonho - Final 60


ORIGINAL:

SWINTON, E. D. The Defense of Duffer’s Drift. U.S. Marine Corps. 1989. p. 1-5. Disponível em: <https://archive.org/details/FMFRP1233TheDefenseOfDuffersDrift/page/n5/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1Não incluso no arquivo original. Esta seção serve como índice para as postagens com os sonhos. A medida que as traduções forem postadas, links para as mesmas serão adicionados nos locais correspondentes.

A Coluna de César - Ao Público e Conteúdos

A Coluna de César. Uma História do Século XX.


Por Ignatius L. Donnelly (sob o pseudônimo de Edmund Boisgilbert)


[3]Ao Público


É a você, o público pensativo e atencioso, que eu dedico este livro. Que ele possa, sob a providência de Deus, causar o bem para esta geração e posteridade!

Eu espero sinceramente que a minha intenção na escritura dele possa não ser mal compreendida.

Não deve ser pensado que, porque eu estou obrigado a descrever a derrubada da civilização, eu deseje isso. O profeta não é responsável pelo evento que ele prevê. Ele pode contemplá-lo com a tristeza mais profunda. Cristo chorou sobre o destino de Jerusalém.

Tampouco eu sou um anarquista: pois eu pinto um retrato terrível da destruição de mundo que o anarquismo exitoso produziria.

Eu busco pregar para os ouvidos do capaz e rico e poderoso a grande verdade que negligência dos sofrimentos dos seus companheiros, a indiferença ao grande vínculo de irmandade que jaz na base da cristandade e a adoração cega, brutal e degradante da mera riqueza, têm de – dados tempos e pressão suficientes – causar a derrubada da sociedade e a destruição da civilização.

Eu venho às igrejas com meu coração preenchido com o respeito mais profundo pela essência da religião: eu busco mostrar a eles porque perderam sua influência [4]sobre o pobre, - sobre aquela vasta multidão, os mais amados do reino de Deus, - e eu indico para eles como podem reobtê-la. Eu digo a eles que, se a religião deve reassumir sua condição antiga, como a senhora coroada das almas dos homens, ela tem de se erguer, em armadura brilhante, com a serpente debaixo dos pés dela, a campeã e defensora da humanidade contra todos os seus opressores.

O mundo hoje clama por feitos, não credos; por pão, não dogma; por caridade, não cerimônia; por amor, não intelecto.

Alguns dirão que os eventos aqui descritos são absurdamente impossíveis.

Quem é que está satisfeito com a presente condição infeliz da sociedade? Concede-se que a vida seja uma falha escura e miserável para a grande massa da humanidade. Os muitos são roubadas para enriquecer os poucos. Vastas combinações deprimem o preço do labor e aumentar o custo das necessidades da existência. Como uma regra, o rico despreza o pobre; e os pobres estão vindo a odiar o rico. O rosto do labor torna-se carrancudo; o antigo amor cristão tenro está perdido; exércitos permanentes são formados de um lado, e grandes organizações comunistas para o outro; a sociedade divide-se em dois campos hostis; nenhuma bandeira branca é passada de um para o outro. Eles esperam apenas pela batida do tambor e pela trombeta para os convocar para conflito armado.

Essas condições surgiram em menos de um século; a maioria delas, em um quarto de um século. Multipliquem-nas pelos anos de outro século, e quem deverá dizer que os eventos que eu represento são impossíveis? Há uma aceleração de movimento nos assuntos humanos assim como há nas operações da gravidade. O [5]míssil morto do espaço finalmente arte em chamas, e o ar mesmo incendeia-se. As massas tornam-se mais inteligentes conforme elas se tornam mais miseráveis; e mais capazes de cooperar conforme elas se tornam mais desesperadas. As organizações do labor de hoje em dia teriam sido impossíveis há cinquenta anos. E o que deve deter o fluxo do evento a partir da causa? O que deve evitar a chegada da noite se a terra continua a girar em torno do seu eixo? O tolo pode bradar: “Não deverá haver noite!” Mas os pés das horas marcham sem descanso na direção da escuridão.

Alguns pensam que, mesmo se tudo isso for verdade, “A Coluna de César” não deveria ter sido publicada. O que deterá o mal que se move ao ignorar sua presença? O que será pensado do cirurgião que, vendo no lábio do paciente o primeiro nódulo do câncer, diz-lhe que não há perigo, e ri em segurança enquanto as raízes do monstro comem seu caminho na direção das grandes artérias? Se minha mensagem for verdadeira, ela deveria ser falada; e o mundo deveria ouvi-la. O câncer deveria ser extirpado enquanto ainda há tempo. Qualquer outro curso


Apenas esfolará e velará o lugar ulceroso,

Enquanto corrupção de classe, minando tudo abaixo,

Infecta invisível.”


Acreditando, como acredito, que eu leio o futuro corretamente, seria criminoso para eu permanecer em silêncio. Eu suplico por pensamento mais elevados e mais nobres nas almas dos homens; por amor mais amplo e caridade mais ampla nos corações deles; por uma renovação do vínculo de irmandade entre as classes; por um reino de justiça sobre a terra que deverá obliterar os ódios e as paixões cruéis que agora dividem o mundo.

[6]Se Deus notar alguma coisa tão insignificante quanto este pobre livro, eu suplico que ele possa usá-lo como um instrumento de bem para a humanidade; pois ele sabe que eu amo suas criaturas humanas, e eu as ajudaria se eu tivesse o poder.


CONTEÚDOS1


Capítulo I A Grande Cidade 9

Capítulo II Minha Aventura 23

Capítulo III A Casa do Pedinte 29

Chapter IV. The Under-world 42

Chapter V. Estella Washington 51

Chapter VI. The Interview 58

Chapter VII. The Hiding-place 70

Chapter VIII. The Brotherhood 77

Chapter IX. The Poisoned Knife 85

Chapter X. Preparations for To-night 99

Chapter XI. How The World Came to be Ruined 103

Chapter XII. Gabriel's Utopia 116

Chapter XIII. The Council of the Oligarchy 134

Chapter XIV. The Spy's Story 142

Chapter XV. The Master of “The Demons” 152

Chapter XVI. Gabriel's Folly 158

Chapter XVII. The Flight and Pursuit 161

Chapter XVIII. The Execution 168

Chapter XIX. The Mamelukes of the Air 178

Chapter XX. The Workingmen's Meeting 186

Chapter XXI. A Sermon of the Twentieth Century 207

Chapter XXII. Estella and I 223

Chapter XXIII. Max's Story—The Songstress 231

Chapter XXIV. Max's Story Continued—The Journeyman Printer 238

Chapter XXV. Max's Story Continued—The Dark Shadow 248

Chapter XXVI. Max's Story Continued—The Widow and her Son 257

Chapter XXVII. Max's Story Continued—The Blacksmith Shop 262

Chapter XXVUI. Max's Story Concluded— The Unexpected Happens 265

Chapter XXIX. Elysium 273

Chapter XXX. Upon the Housetop 284

Chapter XXXI. “Sheol” 289

Chapter XXXII. The Rat-trap 294

Chapter XXXIII. “The Ocean Overpeers its List” 299

Chapter XXXIV. The Prince Gives his Last Bribe 305

Chapter XXXV. The Liberated Prisoner 310

Chapter XXXVI. Cesar Erects his Monument 317

Chapter XXXVII. The Second Day 327

Chapter XXXVIII. The Flight 334

Chapter XXXIX. Europe 344

Chapter XL. The Garden in the Mountains 350


ORIGINAL:

DONNELLY, I. L. Caesar's Column. A Story of the Twentieth Century. Chicago: F. J. Schulte & Company, Publishers, 1890. p.3-6. Disponível em: <https://archive.org/details/csarscolumnsto00donn/page/3/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1Esta seção serve como índice para as postagens com os capítulos. A medida que as traduções forem postadas, links para as mesmas serão adicionados nos locais correspondentes.

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