A Defesa do Vau do Estúpido - Informação de Contexto, Glossário, Prefácio, Prólogo e Conteúdos

 A Defesa do Vau do Estúpido


Por Ernest D. Swinton (sob o pseudônimo de Backsight Forethought)


[1]Informação de Contexto (A Guerra dos Boer)


Os bôeres, holandês para fazendeiro, primeiramente se estabelecerem no que agora é a Província do Cabo, República da África do Sul, em 1652. Depois que a Grã-Bretanha anexou esse território em 1806, muitos bôeres partiram na “Grande Marcha” e criaram a República de Natal, o Estado Livre de Orange e o Transvaal. Controle comercial gradual pelos britânicos e a descoberta de ouro e diamantes, entre outras coisas, serviram para criar hostilidade entre os bôeres e os britânicos, resultando na guerra sul-africana ou guerra dos bôeres de 1899 a 1902.

Os bôeres inicialmente eram mais numerosos do que os britânicos e estavam bem equipados, conquistando vitórias impressionantes em áreas adjacentes aos seus territórios. Mesmo se os exércitos dos bôeres finalmente se renderam, a aparente vitória para os britânicos foi retardada por guerra de guerrilha extensa e coordenada. A guerra foi finalmente encerrada através da destruição sistemática das unidades de guerrilha dos bôeres e as hostilidades foram terminadas através do Tratado de Vereeniging, em maior de 1902. Os territórios dos bôeres foram anexados pela Grã-Bretanha e foram organizados na União da África do Sul oito anos depois.


[2]Glossário


ABATIS: Uma barricada de árvores caídas, com os galhos apontando para o inimigo.

ANT HILL: Um grande monte de terra na forma de cone.

BÔERES: Descendentes de colonos holandeses na África do Sul.

DONGA: Ravina ou barranco sul-africano.

DRIFT: Um vau, um lugar raso em um córrego ou rio que pode ser cruzado caminhando ou a cavalo.

DUFFER: Uma pessoa incompetente, desajeitada ou estúpida.

KAFFIR: Uma feroz tribo negra da África do Sul (século XIX).

KOPJE: Uma colina ou monte rochoso da África do Sul, usualmente de 200 a 800 metros de altura.

KRAALS: Uma vila de nativos sul-africanos cercada por uma paliçada para proteção.

QUI VIVE: Fr., um desafio de sentinela; “Quem vai lá? (Who goes there?)”

SUBALTERNO: Um oficial britânico mantendo uma comissão inferior àquela de capitão; um tenente.

VELD: Uma planície gramada da África do Sul, similar ao Planalto Ocidental dos Estados Unidos.

VC: Cruz de Vitória (Victory Cross), a mais alta medalha britânica por valor.


[3]Prefácio


Foi nossa própria falta, e nossa falta muito grande, e agora nós temos de a colocar em uso,

Nós temos quarenta milhões de razões para falha, mas nenhuma única desculpa!KIPLING.


Este conto é dedicado aos “Papagaios dourados” e “assassinos contratados” da nação britânica, especialmente àqueles que agora estão batendo à porta, a saber, os principiantes mesmos. Ele corporifica algumas lembranças de coisas efetivamente ocorridas e não ocorridas na África do Sul, entre 1899 e 1902. Espera-se que o seu aspecto fantástico possa ajudar realmente a enfatizar a aplicação prática de alguns princípios muito antigos, e auxiliar na apreciação do que pode acontecer quando eles não são aplicados, mesmo em operação pequenas. Frequentemente se tem perdido de vista essa aplicação prática no estresse do momento, com resultados terríveis, bastante incompreendidos até o instante terrível da experiência atual. Deva este conto, através da excitação da imaginação, ajudar a evitar um tal caso de desrespeito de princípios no futuro, ele não terá sido escrito em vão. Os sonhos não são antecipações, mas meramente um registro de experiências insignificantes contra um tipo de inimigo de apenas um país, com com certas deduções baseadas nelas. Mas a partir dessas, dadas as condições, não é difícil deduzir as variações adequadas para outros países, ou para aquelas ocasiões quando um inimigo diferente com métodos diferentes de combate e armas diferentes tenha de ser combatido.


BACKSIGHT FORETHOUGHT


[5]Prólogo


Em uma noite, após uma marcha longa e cansativa, eu cheguei a Dreamdorp. A atmosfera local, combinada com uma refeição pesada, é responsável pelo pesadelo seguinte, consistindo em uma série de sonhos. Para tornar a sequência inteira inteligível, é necessário explicar que, embora a cena de cada visão fosse a mesma, por algum processo mental curioso eu não tive memória do lugar de jeito nenhum. Em cada sonho, a localidade foi totalmente nova para mim, e eu tive um destacamento inteiramente novo. Dessa maneira, eu não tive a grande vantagem de trabalhar sobre um terreno familiar. Uma coisa, e apenas uma, foi transmitida de sonho para sonho, e essa foi a memória vívida das lições gerais previamente aprendidas. Essas finalmente produziram sucesso.

No entanto, a série inteira de sonhos permaneceu na minha memória como um todo conectado quando eu acordei.


[CONTEÚDOS]1


Primeiro Sonho 7

Segundo Sonho 19

Terceiro Sonho 27

Quarto Sonho 36

Quinto Sonho 48

Sexto Sonho - Final 60


ORIGINAL:

SWINTON, E. D. The Defense of Duffer’s Drift. U.S. Marine Corps. 1989. p. 1-5. Disponível em: <https://archive.org/details/FMFRP1233TheDefenseOfDuffersDrift/page/n5/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1Não incluso no arquivo original. Esta seção serve como índice para as postagens com os sonhos. A medida que as traduções forem postadas, links para as mesmas serão adicionados nos locais correspondentes.

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