A Água das Ilhas Maravilhosas - A Sétima Parte: Os Dias de Retorno - Capítulo IV Da Residência em Utterhay, em Amor e Contentamento (Fim do Livro)

A Água das Ilhas Maravilhosas


Por William Morris


A Sétima Parte: Os Dias de Retorno


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[550]Capítulo IV Da Residência em Utterhay, em Amor e Contentamento (Fim do Livro)


Agora, quando sete dias tinha passado, o prefeito realizou um grande banquete na casa dele, e para lá foram convidados todos os homens do governo e outras pessoas de distinção, e grandes mercadores quem tinham entrado na cidade deles; e o dito banquete foi dado em honra desses recém-chegados, e naquele dia eles sentaram-se no estrado, e todos os convidados os adoraram e maravilharam-se diante da beleza deles; e nada foi falado por muitos dias salvo a glória e esperança que havia naquele povo amável.

Mas no dia seguinte ao banquete, eles foram trazidos a casa deles em todo triunfo; e ela era tão bela quanto poderia ser pensada, e ali ele habitaram por um tempo em descanso e paz, e grande recurso houve lá de Gerard e dos filhos dele.

Mas antes que o inverno estivesse terminado, Hugh e Arthur e Gerard e os filhos deles foram levados à liberdade de Utterhay; e depois falaram os principais homens do governo e os mestres dos ofícios para os dois cavaleiro através da boca do prefeito; e eles contaram-lhes, o quê eles já em parte sabiam, que a boa cidade recentemente tinha adquirido muitos inimigos, considerando que ela era rica e não muito forte, e que agora dois guerreiros tão grandes tendo chegado entre eles, eles estavam intencionados de fortalecerem a si mesmos, se apenas eles dois desejassem, da sua gentileza e brandura tornarem-se seus duques-de-guerra para os liderar contra os inimigos. Mas os dois amigos responderam [551]que era boa a vontade deles de habitar ali prestativamente, e fazer-lhe toda ajuda que eles pudessem, e que eles não negariam a adoração que eles lhes ofereciam nem o trabalho que a deveria acompanhar.

Com essa resposta todos os homens ficaram bem contentes e mais: e então o prefeito disse que a intenção do governo era fortalecer as muralhas e os portões, e construir um castelo bom e justo, apropriado para qualquer conde, juntado à muralha pelo lado que olhava para o oeste, quer dizer, para Evilshaw; e disso bem gostaram dos duques-de-guerra.

Assim, quando o verão chegou isso foi iniciado, mas foram cinco anos de construção, e antes que tudo estivesse terminado, os duques-de-guerra entraram nele, e habitaram lá com suas esposas e seus amigos com toda honra. E um pouco depois, quer eles desejassem ou não, os homens de Utterhay tiveram de lidar com armas e viajar para o exterior para encontrar os inimigos com os valentes homens dos ofícios e que homens assalariados que eles poderiam obter. E bem e valentemente eles foram liderados pelos duques deles, e eles chegaram à autoridade elevada deles, e obtiveram tanto riqueza quanto honra através disso; e daquele tempo em diante começou o aumento de Utterhay sob aqueles dois capitães, quem eram para eles como, na época antiga, os cônsules tinham sido para o povo romano, exceto que eles não os mudavam anualmente como os romanos estavam acostumados.

Assim passaram os dias, e todos aqueles amigos habitavam juntos em harmonia e alegria; embora a passagem do tempo produzisse mudanças entre eles. Pois, em não muito tempo, Robert Gerardson começou a olho para Aurea com olhos de amor; e, por fim, ele veio a Birdalone e suplicou-a autorização para cortejar a dita [552]dama, e ela concedeu com uma boa vontade, e ficou satisfeita com isso, considerando que ela via que Aurea intensamente carecia de um companheiro; e escassamente ela poderia ter um melhor do que Robert; assim, no progresso do tempo, os dois casaram-se e habitaram alegremente juntos.

Verdadeiramente Birdalone tinha ficado ainda mais satisfeita pudesse ela ter visto Giles Gerardson e Atra Juntos. Mas, embora eles fossem amigos queridos e houvesse muita conversa entre eles, isso não aconteceu, até onde nós ouvimos.

O velho Gerard habitou alegremente em meio a todos eles por quinze anos depois deles terem chegado a Utterhay, e então adormeceu, um homem muito velho.

Quanto à floresta de Evilshaw, não era apenas uma vez por ano que Birdalone e Arthur buscavam lá e encontravam-se com a mãe-do-bosque, mas uma meia vintena de vezes ou mais, pudesse ser, no ciclo do ano; e sempre ela era gentil e amável com eles, e eles com ela.

Mas de todos aqueles companheiros, era Atra quem tinha as conversas mais longas com a esposa-do-bosque; pois às vezes ela deixaria Utterhay e os amigos dela e viajaria solitariamente até Evilshaw, e encontraria Habundia e residiria lá com ela, segura em toda gentileza, por um mês ou mais. E sempre um pouco antes que essas partidas acontecessem, ela se tornaria taciturna e de poucas palavras, mas ela sempre voltava da floresta calma e amável e em boa condição.

Em meio a todas essas idas e vindas, o terror de Evilshaw diminuiu um pouco; contudo, nunca era relatado senão como um feito ousado entrar sozinho nela sem companhia; e a maioria estava era mais de acordo que algum [553]homem de religião estivesse na companhia para isso, ou eles portariam ao redor deles alguma coisa sagrada ou abençoada para conter as coisas malignas.

Agora, quando tudo isso está dito, nós não temos mais para contar sobre essa companhia de amigos, a maior parte de quem uma vez tinha visitado com frequência as terras ao redor da Água das Ilhas Maravilhosas, exceto que o amor deles nunca se separou, e que eles vieram sem vergonha e morreram sem medo. Assim, aqui está um fim.


Fim do Livro


ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 550-553. Disponível em: <https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/550/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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