A Água das Ilhas Maravilhosas - A Sexta Parte: Os Dias de Ausência - Capítulo XXX Eles falam com Habundia sobre o Cavaleiro Verde e seus Companheiras

 A Água das Ilhas Maravilhosas


Por William Morris


A Sexta Parte: Os Dias de Ausência


Capítulo anterior


[509]Capítulo XXX Eles falam com Habundia sobre o Cavaleiro Verde e seus Companheiras


Quando era a manhã seguinte eles levantaram-se e seguiram seus caminhos na direção do bosque, e Birdalone em seu casaco de caça, aljava nas costas e arco na mão. Eles chegaram ao Carvalho do Encontro, Birdalone estava preste a convocar a esposa-do-bosque, através da queima do cabelo dela, quando ela surgiu chegou levemente a partir do matagal, trajada como Birdalone, e a imagem dela mesma. Ela colocou-se diante deles com um semblante alegre e disse: ‘Boas vindas aos buscadores e encontradores.’ Mas Arthur caminhou a frente e ajoelhou-se diante dela, e pegou a mão direita dela e beijou-a, e disse: ‘Aqui eu juro aliança a ti, Oh Senhora dos Bosques, para realizar tua vontade em todas as coisas, e dar-te obrigados do meu coração mais do que minha língua pode dizer.’

Disse a esposa-do-bosque: Eu recebo tua aliança, jovem justo, e minha ajuda tu deverás ter daqui em diante.Então ela sorriu e os olhos dela dançaram de alegria, e ela disse: ‘Todavia, desta vez, teus agradecimentos parecem-me ser mais devidos à sábia senhora quem te trouxe através dos bosques há dois dias, e apenas deixou-te quando o caminho era fácil e claro para ti.’

Dama,disse Arthur, eu agora sei quão grande é tua força, e que tu podes tomar mais formas do que apenas essa; e humildemente eu te agradeço que, por nós, tu tenhas tomado a forma que eu mais amo dentre todas sobre a terra.

[510]Disse a esposa-do-bosque: Fica de pé, Escudeiro Negro, e considera um pouco o que tu desejarias receber de mim para ti, enquanto eu converso com minha imagem acolá.E com isso ela veio até Birdalone, e puxou-a um pouco à parte, e começou a acariciar as bochechas dela e a afagar as mãos dela, diversamente acariciando-a, e disse para ela: ‘E agora, minha criança, eu fiz por ti o que eu prometi, e tu estás inteiramente feliz agora?’ ‘Oh sim,’ disse Birdalone; ‘se nada mais nos acontecer nesta vida exceto habitarmos juntos entre o bosque e a água, e ver-te frequentemente, completamente felizes nós deveríamos ficar.’

Mesmo assim,disse Habundia, tu não vieste para cá para pedires alguma coisa para ti, para que vós podeis ser mais felizes?’ ‘Assim é, mãe sábia,’ disse Birdalone; ‘não te ressintas de mim por isso, pois mais do que uma coisa me traz aqui.’ ‘Eu não me ressentirei,disse a esposa-do-bosque; ‘mas agora eu perguntarei ao teu companheiro se ele pensou no quê ele receberá de mim.’ E ela voltou-se para Arthur, quem veio adiante e disse: ‘Dama, eu ouvi-te, e nisto eu aceitar-te-ia ajudar-nos: Havia outrora seis amigos de nós, três camaradas e três moças, a quem foi adicionada esta doçura aqui; mas um deles, a saber, o Cavaleiro Dourado, foi morto, e quanto ao resto…’ ‘Sim, eu sei,’ disse a esposa-do-bosque; ‘minha criança aqui me contou tudo; e agora vós não sabeis onde eles estão ou se eles ainda estão vivos, todos ou algum deles. Agora não é assim que vós deveis procurar esses amigos, se fosse apenas para os cumprimentar uma vez, e que vós desejais pedir a sábia esposa para ajudar a encontrá-los? Há mais alguma coisa do conto?’ ‘Não, dama,’ disse Arthur. [511]Disse ela: ‘Bem então, essa ajuda vós devereis ter, fosse apenas pelo bem daquela pequena Viridis sobre a qual minha criança me contou. Portanto, aguardai notícias de mim por quatorze dias, e não procureis por mim até então; e entrementes, não temais, nem duvideis de mim, pois muitos mensageiros eu tenho, e sempre eu posso fazer alguma coisa se o fim do conto deve ser contado nestes bosques: e eu considero que esses amigos não serão difíceis de atrair para cá, pois é muito provável que eles estão pensando em vós e ansiando por vós, como vós por eles. E agora eu partirei em minha tarefa, a qual é a vossa, e vós sede felizes hoje no bosque, e amanhã nas campinas e perto da água; e que a preocupação não pese sobre os vossos dias felizes.

Com isso ela se afastou deles rapidamente, quando ela tinha beijado a ambos. Mas quando ela tinha ido, eles viajaram para dentro do bosque, e ficaram excessivamente felizes divertindo-se e, em seu retorno, eles obtiveram caça para sua refeição, e assim retornaram à Casa do Amor quando a lua estava alta e brilhando intensamente.


Próximo capítulo


ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 509-511. Disponível em: <https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/509/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Último Homem - Volume I - Capítulo IV-II

O Último Homem Por Mary Shelley Volume I Capítulo anterior [121] Capítulo IV-II Há um sentimento tal como amor à primei...