[8]Quatro dias elas perambularam através da floresta, e nada aconteceu sobre o que falar. A bruxa-esposa (pois assim mesmo ela era) alimentou bem e devidamente a criança roubada, enquanto a acariciava e falava docemente com ela; ao mesmo tempo em que ela também a retiraria do cesto, colocava-a nas costas do asno e segurava-a atentamente; ou, em outras vezes, quanto eles chegavam a lugares relvados e floridos, ela a colocaria no chão e deixá-la-ia vaguear em volta e colher flores e morangos. E quem poderia ficar triste, a criança estava feliz, muitas coisas novas e belas que ela descobria.
Finalmente, quando o quinto dia estava minguando, e elas estiveram por um longo tempo perambulando por um bosque adensado com árvores, começou a acinzentar-se entre caules distantes e, em seguida, de cinza para branco; e foi como se um novo mundo de luz se estendesse diante deles. Naquela direção elas foram e, em pouco tempo, antes que o sol se pusesse, chegaram à margem de uma grande água. Ali não havia mais terra para ser vista diante delas, senão como se fosse o mar principal mesmo, embora fosse uma água doce. Não obstante, a menos do que meia milha da margem, estendiam-se duas ilhotas, como poderia ter sido no mar salgado; apenas uma delas assentava-se bem abaixo na água, assim como era verde e bem arbustiva; mas a outra, a qual deitava-se a leste dela, bem como estava mais próxima da margem, era alta, rochosa e árida.
Agora, o fim do bosque deixava uma bela planície verde entre ele e a água, enquanto mais de um [9]furlong de lado a lado, ao mesmo tempo muito menos; e entrementes as árvores desciam para perto do lado da água. Mas, considerando que o lugar de onde elas saíram do bosque era dos mais amplos, ali havia uma ampla reentrância de relvado da forma da lua de sete noites de idade, bem como uma densa cerca viva de matagal ficava às costas dele. E o lago estendia-se ao sul e o bosque, ao norte. Alguma parte desse relvado era quebrado por cercas de terra, bem como o alto trigo verde ali permanecia florescendo; mas a maior parte era campo doce, e que agora havia um vistoso rebanho de cabras nele alimentando-se abaixo; cinco vacas ao mesmo tempo e um touro amarrado. Através da parte mais ampla desse prado corria um córrego claro terminando no lago, e sobre uma pequena colina ao lado do regaço do dito córrego, a dois tiros de arco da água, ficava um cume, no qual se erguia, em meio a um jardim de folhas verdes, uma pequena casa fortemente construída de madeira. Diante dela, o íngreme banco de areia do lago afundava-se numa praia que se inclinava para baixo lentamente e cuja areia cor de mel empurrava uma língua de terra para cima, em meio à grama do prado.
Foi a bruxa-esposa diretamente à porta da dita casa, como se ele estivesse em casa, como deveras era verdade. Ela abriu a porta e descarregou o asno de todas os seus artigos, primeiro da jovem, quem ela agitou para acordar, bem como carregou para dentro da casa e seguramente colocou-a no chão da câmara. Nem ela demorou-se diante do lamento dela, mas começou o que era para ser feito; acender o fogo, ordenhar uma cabra e arranjar comida sobre a mesa. Isso ela fez, assim como alimentou igual e abundantemente a si mesma e à criança: tampouco ela nunca mais restringiu comida à criança, a partir deste momento; de qualquer forma, além disso, bruxa-esposa ocupou-se com ela.
ORIGINAL:
MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 8-9. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/8/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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