A Água das Ilhas Maravilhosas - A Primeira Parte: Sobre A Casa do Cativeiro - Capítulo X Birdalone chega a Novas Notícias

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[36]LOGO ela atravessou a casa para fora, pois, naquela extremidade leste, não só uma língua de terra do bosque empurrava-se para dentro dd campo a oeste, bem como, não obstante, o corpo inteiro do bosque ali baixava até a água e logo interrompia todo o relvado, salvo por uma faixa estreita junto ao lago, distante da [parte] mais estreita da qual se estende a ilhota rochosa mencionada anteriormente, mais próxima da praia do que se estende a Ilhota Verde.

Agora nunca Birdalone fora tão ao leste para ficar do outro lado diante da Ilhota de Pedra. Em seus dias infantis, a bruxa tinha permitido que ela soubesse que ela poderia ir para onde desejasse, mas, após o que, contou a ela um conto de uma imensa serpente que habitava no bosque sombrio do outro lado diante da Ilhota de Pedra, cujo o costume era enrolar suas dobras em voltas e voltas [ao redor] de coisas vivas que iam para lá e devorá-las. Um enorme pesadelo aquela serpente trouxe a Birdalone. Em dias posteriores, talvez, ela mal pensasse no conto, contudo, o terror dele permaneceu com ela. Além disso, o bosque selvagem para esse lado, conforme ele arrastava-se em direção à água, era sombrio e lúgubre e ameaçador, topando com matagais escuros de pé em meio a atoleiros; completamente diferente dos cumes elevados, doces e claros, carvalhos muito crescidos e cercados por campos relvados, das partes que se estendiam em direção ao norte, e que ela principalmente visitava com frequência.

Mas neste dia de verão, o qual estava brilhante e quente, Birdalone acreditava que ela poderia endurecer seu coração para tentar a aventura. Desse modo, ela tinha uma intenção de entrar no bosque e conquistar seu caminho para dentro da [37]terra dos carvalhos, onde encontrara Habundia, bem como talvez pudesse encontra-se com ela; pois ela não se atreveria a convocá-la tão cedo após seu primeiro encontro. E se ela a encontrasse, haveria o feriado dignamente chegado a um fim!

Prosseguiu Birdalone, e logo estava no mais estrito do relvado, e deixou o bosque sombrio à sua mão direita, pois as árvores dele eram em sua maior parte amieiros. Mas, quando mal chegara do outro lado diante da Ilhota de Pedra, ela encontrou um direto riacho ou braço de mar de água transversalmente em seu caminho; e o dito riacho corria diretamente para dentro do matagal de amieiros; e, de fato, estava ameaçado por imensos amieiros antigos, retorcidos, fendidos, musgosos e que caiam bem baixo sobre a água. Mas, perto da foz do riacho, no lado de Birdalone, deitava-se uma coisa flutuando sobre a água aborrecida, a qual ela não sabia como chamá-lo de um bote, pois [coisa] semelhante ela nunca vira, nem ouvira falar, mas a qual era de fato um bote, sem remo e sem vela.

Ela examinou por toda parte, e maravilhou-se. Contudo, ela imediatamente percebeu que era o curso da água e pensou; pudesse ela apenas ter um longo bastão, poderia empurrá-lo de um lado para o outro do lago, assim como talvez pescar algum peixe. Ela tentou empurrá-lo um pouco em direção ao lago, mas, com sua pouca força, nada poderia conseguir do trabalho; pois o bote era pesado, como uma barcaça, [mesmo] se não houvesse nada mais para opor-se a ela.

Em volta dessa coisa nova ela flutuou por um longo tempo, maravilhando-se de que ela nunca ouviu sobre isso, ou foi posta para labutar nisso. Ela percebeu que era principalmente de tonalidade cinza pálida, como se tivesse sido branqueado [38]pelo sol e pela água, mas na haste e na popa haviam borrões de cor mais escura, como se alguém estivesse tentando os matizes de coloração dali.

Agora, tanto essa nova questão assumiu a mente dela, que ela não pensava mais em subir para o bosque. Mas, embora ela estivesse inclinada a permanecer ali por longo tempo, para ver tudo que pudesse ser visto, julgou que seria ruim para ela se a bruxa topasse com ela ali; portanto ela virou-se e retornou pelo caminho que veio, indo muito lentamente e ponderando sobre as novidades. E sembre que ela lembrava-se do que Habundia dissera-lhe, que era através da água que ela precisaria fugir, e maravilhou-se de se ela enviara essa coisa para ela de modo que ela pudesse escapar nele; assim tão diferente como sua marcha seria da natação no lago com o corpo dela molhado. Então, novamente ela pensou, que antes que pudesse deixar a si mesma ter esperança nisso, se fosse melhor, se ela poderia descobrir se da bruxa era aquela coisa, bem se ela conhecia disso. Contudo, finalmente ela recordou-se de quão pouco paciente para questões era sua senhora, e que se fosse desatenta, poderia vir a originar uma tempestade maligna contra si mesma. Portanto, finalmente ela tomou esse conselho; que manteria tudo oculto em seu próprio seio até que visse Habundia novamente; e enquanto isso ela poderia mover-se em segredo para lá de tempos em tempos para ver se a coisa continuava ali; o que ela achava mais fácil de fazer nadando se escolhesse seu tempo atentamente, e ir para lá a partir da Ilhota de Pedra, a qual agora e novamente ela visitava.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 36-38. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/36/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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