Erewhon: ou, Além da Cordilheira - XXIV O Livro das Máquinas (continuado)

Erewhon: ou, Além da Cordilheira


Por Samuel Butler


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[182]XXIV O Livro das Máquinas (continuado)


Mas outras questões aparecem para nós. O que é o olho do homem senão uma máquina para a pequena criatura que se senta atrás no cérebro dele para enxergar através dele? Um olho morto é quase tão bom quanto um vivo por algum tempo depois que o homem está morto. Não é que o olho não possa ver, mas o inquieto que não pode ver através dele. São os olhos do homem, ou é o grande motor da visão que nos revelou a existência de mundos além de mundos ao infinito? O que tornou o homem familiar com o cenário da lua, as manchas no sol ou a geografia dos planetas? Ele está à merce do motor de visão para essas coisas, e fica incapaz a menos que ele o agregue à sua própria identidade e torne-o parte integral de si mesmo. Ou, novamente, é o olho, ou o pequeno motor para ver que nos revelou a existência de organismos infinitamente minúsculos que abundam insuspeitos à nossa volta?”

E tome-se o alardeado poder humano de cálculo. Nós não temos máquinas que podem realizar todos os tipos de somas mais rápida e corretamente do que nós podemos? Qual premiado em hipotética em qualquer um dos nossos Colégios da Insensatez nós podemos comparar com algumas dessas máquinas em sua própria linha? De fato, sempre que precisão é requerida o homem voa imediatamente para a máquina, como muito preferível a si mesmo. As nossas máquinas de soma não perdem uma figura, nem os teares um ponto; a máquina é rápida e ativa, quando o homem está cansado; ela é lúcida e calma, quando o homem é estúpido e aborrecido; ela não necessita de soneca, quando o homem tem de dormir ou cair; sempre no seu posto, sempre pronta para trabalhar, seu entusiasmo nunca se enfraquece, sua paciência nunca desiste; sua força é mais forte do que centenas combinados, e mais rápida do que o voo dos pássaros; ela pode desaparecer debaixo da terra, e caminhar sobre os maiores rios e não se afundar. Isso é a árvore verde; o que, então, deverá ser feito no seco?”

Quem deverá dizer que um homem enxerga ou escuta? Ele é uma tal colmeia e enxame de parasitas que é duvidoso se [183]o corpo dela não é mais deles do que dele, e se ele é alguma coisa exceto um tipo de formigueiro afinal. O homem mesmo não pode se tornar um tipo de parasita sobre as máquinas? Um afeiçoado pulgão da máquina de fazer cócegas?”

É dito por alguns que o nosso sangue é composto por infinitos agentes vivos que sobem e descem as vias principais e secundárias dos nossos corpos como as pessoas nas ruas de uma cidade. Quando nós olhamos para baixo a partir de um lugar elevado, sobre vias públicas lotadas, é possível não pensar nos corpúsculos viajando através das veias e nutrindo o coração da cidade? Nenhuma menção deverá ser feita aos esgotos, nem aos nervos ocultos que servem para comunicar sensações de uma parte do corpo da cidade para outra; nem das mandíbulas bocejantes das estações de trem, através das quais a circulação é carregada diretamente para dentro do coração, - o qual recebe as linhas venosas e despeja as arteriais, com um pulso eterno de pessoas. E o sono da cidade, quão semelhante à vida! Com sua mudança na circulação.”

Aqui o escritor se tornou novamente tão irremediavelmente obscuro que eu fui obrigado a deixar passar várias páginas. Ele retonou:

Pode ser respondido que, mesmo se as máquinas nunca devam ouvir tão bem e falar tão sabiamente, elas ainda sempre farão um ou o outro para a nossa vantagem, não para a sua própria; que o homem será o espírito dominante e a máquina, o servo; que, tão logo a máquina falhe em dispensar o serviço que o homem espera dela, ela está condenada à extinção; que as máquinas estão para o homem simplesmente na relação de animais inferiores, o motor a vapor mesmo sendo apena um tipo mais econômico de cavalo; de maneira que, em vez de ser provável de se serem desenvolvidas em um tipo mais elevado de vida do que a do homem, elas devem a sua existência e progresso ao poder de servir às necessidades humanas, e, portanto, devem tanto agora como sempre ser inferiores ao homem.”

Isso tudo está muito bem. Mas o servo desliza através de aproximações imperceptíveis para o mestre; e nós chegamos a uma passagem tal que, mesmo agora, o homem tem de sofrer [184]com a cessação dos benefícios das máquinas. Se todas as máquinas devessem ser aniquiladas em um momento, de modo que nem uma faca, nem alavanca nem trapo de roupa nem qualquer coisa que seja fosse deixada para o homem, exceto o seu corpo nu sozinho, com o qual ele nasceu, e se todo o conhecimento das leis mecânicas fosse tomado dele, de maneira que ele não pudesse produzir mais máquinas, e toda comida produzida por máquina destruída, de maneira que a raça do homem devesse ser deixada como se estivesse nua sobre uma ilha deserta, nós deveríamos nos tornar extintos em seis semanas. Uns poucos indivíduos miseráveis poderiam persistir, mas mesmo esses, em um ano ou dois, tornar-se-iam piores do que macacos. A própria alma do homem é devida às máquinas; ela é uma coisa criada por máquina: ele pensa como ele pensa, e sente como ele sente, embora o trabalho que as máquinas tem operado sobre ele, e existência delas seja bastante muito um sine qua non para a dele, como a dele para a delas. Esse fato impede-nos de propor a aniquilação completa do maquinário, mas certamente ele indica que nós devemos destruir tantas delas quanto possivelmente possamos dispensar, para que elas não devam tiranizar sobre nós ainda mais completamente.”

Verdadeiro, a partir de um inferior ponto de vista materialista, pareceria que vicejam melhor aqueles que usam o maquinário sempre que o seu uso seja possível com lucro; mas essa é a arte das máquinas - elas servem o que elas podem comandar. Elas não portam malícia em relação ao homem pela destruição de uma raça inteira delas, com a condição de que ele crie uma melhor no lugar; pelo contrário, elas recompensam-no liberalmente por ter acelerado o desenvolvimento delas. É por as negligenciar que ele incorre na ira delas, ou por usar máquinas inferiores, por não fazer esforços suficiente para inventar novas, ou por as destruir sem as substituir; contudo, essas são as coisas mesmas que nós devemos fazer, e fazer rapidamente; pois, embora a nossa rebelião contra o seu poder infante causará sofrimento infinito, o que não virá ser essa rebelião for adiada?”

Eles atacaram a preferência rastejante do homem pelos seus interesses materiais em vez dos seus espirituais, e [185]traíram-lhe para suprir aquele elemento de conflito e guerra sem o qual nenhuma raça pode avançar. Os animais inferiores progridem porque eles conflitam uns com os outros; o fraco morre, o forte reproduz e transmite a sua força. As máquinas, sendo em si mesmas incapazes de lutar, conseguiram o homem para conduzir sua luta por elas: enquanto ele satisfaz a sua função devidamente, tudo vai bem com ele – pelo menos ele pensa assim; mas, no momento em que ele falha em fazer o seu melhor pelo progresso do maquinário encorajando o bom e destruindo o mal, ele é deixado para trás na corrida da competição; e isso significa que ele será tornado desconfortável de uma variedade de maneiras e, talvez, morrerá.”

De maneira que, mesmo agora, as máquinas apenas servirão com a condição de serem servidas, e também isso em consequência dos seus próprios termos; no momento que os termos delas não forem atendidos, elas param de repente e, ou esmagam tanto a si mesmas e todos a quem elas possam alcançar, ou tornam-se enroladas e recusam-se absolutamente a trabalhar. Quantos homens a esta hora estão vivendo um um estado de servidão para as máquinas? Quantos despendem suas vidas inteiras, do berço ao túmulo, cuidando delas dia e noite? Não é evidente que as máquinas estão ganhando terreno sobre nós, quando nós refletimos o número crescente daqueles que estão presos a elas como escravos, e aqueles que dedicam suas almas inteiras ao progresso do reino mecânico?”

O motor a vapor deve ser alimentado com comida e consumi-la através do fogo, assim como o homem a consome; ele suporta sua combustão por meio do ar como o homem a suporta; ele tem pulso e circulação como o homem tem. Deve ser admitido que o corpo do homem ainda é o mais versátil dos dois, mas, a esta altura, o corpo do homem é coisa velha; conceda ao motor a vapor apenas metade do tempo que o homem teve, conceda-o também uma continuação da nossa paixão presente, e o que ele não pode alcançar antes que seja tarde?”

De fato, há certas funções do motor a vapor que provavelmente permanecerão inalteradas por miríades [186]de anos – as quais, de fato, talvez, sobreviverão quando o uso do vapor for substituído: o pistão e cilindro, a barra, o volante, e outras partes da máquina provavelmente serão permanentes, exatamente como nós vemos eu que o homem e muitos dos animais inferiores compartilham modos semelhantes de comida, bebida e sono; dessa maneira, eles têm corações que batem como os nossos, veias e artérias, olhos, ouvidos e narizes; eles suspiram mesmo em seu sono, e choram e bocejam; eles são afeiçoados pelos seus filhos; eles sentem prazer e dor, esperança, medo, raiva, vergonha; eles têm memória e presciência; eles sabem que, se certas coisas acontecerem a eles, eles morrerão, e eles temem a morte tanto como nós tememos; eles comunicam seus pensamentos uns aos outros, e alguns deles agem deliberadamente em concerto. A comparação de similaridades é sem fim: eu apenas a faço porque alguns podem dizer que, uma vez que o motor a vapor não é provável de ser aperfeiçoado nos particulares principais, ele é improvável de ser doravante extensivamente modificado de qualquer maneira. Isso é bom demais para ser verdadeiro: ele será modificado e adequado para uma variedade infinita de propósitos, tanto quanto o homem foi modificado quanto a exceder os brutos em habilidade.”

Entrementes, o foguista é quase tanto um cozinheiro para o seu motor quanto o nosso próprio cozinha para nós mesmos. Considere também os carvoeiros e mineiros e mercadores de carvão e trens de carvão, e os homens quem os pilotam, e os navios que transportam carvões – que exército de servos as máquinas empregam dessa maneira! Provavelmente não há mais homens engajados com o cuidado do maquinário do que com o cuidado dos homens? As máquinas não comem como se fosse com boas maneiras? Nós mesmos não estamos criando os nossos sucessores na supremacia da terra? Diariamente adicionando à beleza e delicadeza da sua organização, diariamente concedendo-lhe maior habilidade e suprimindo mais e mais daquele poder de autorregulação e auto-ação que será melhor do que qualquer intelecto?”

Que coisa nova é para uma máquina comer de qualquer maneira! O arado, a pá e a carroça têm de comer através do [187]estômago do homem; o combustível que os coloca em movimento deve queimar na fornalha de um homem ou de cavalos. O homem tem de consumir pão e carne ou ele não pode cavar; o pão e a carne são o combustível que conduzem a pá. Se um arado for arrastado por cavalos, a força é suprida por grama ou feijões ou aveia, os quais, sendo queimados na barriga da besta, dão o poder de trabalhar: sem esse combustível, o trabalho cessaria, como um motor pararia se as fornalhas extinguissem-se.”

Um homem de ciência demonstrou ‘que nenhum animal tem o poder de originar energia mecânica, mas que todo o trabalho realizado por qualquer animal em sua vida, e todo o calor que tenha sido emitido partir dele, e o calor que seria obtido a partir dele pela queima de matéria combustível que foi perdida a partir do seu corpo durante a vida, e pela queima do seu corpo após a morte, formam junto um equivalente exato ao calor que seria obtido pela queima de tanta comida quanto a que foi usada durante a sua vida, e um montante de energia que geraria tanto calor quanto o seu corpo, se queimado imediatamente após a morte.’ Eu não sei como ele descobriu isso, mas ele é um homem de ciência – como então pode ser objetado contra a vitalidade futura das máquinas que elas estão, em sua infância presente, ao aceno e à chamada de seres que são eles mesmos incapazes de gerar energia mecânica?”

Contudo, o ponto principal a ser observado como propiciando causa para alarme é que, enquanto que antigamente os animais foram os únicos estômagos das máquinas, agora há muitas que têm seus próprios estômagos, e elas mesmas consomem a sua própria comida. Esse é um grande passo na direção de se tornarem, se não animadas, contudo, alguma coisa tão proximamente semelhante a isso, quanto a não diferir mais amplamente da nossa própria vida do que os animais daquele de vegetais. E embora o homem deva permanecer, em alguns aspectos, a criatura mais elevada, isso não está de acordo com a prática da natureza, a qual concede superioridade em algumas coisas para animais que, no todo, há muito [188]foram superados? Ela não concedeu à formiga e abelha superioridade sobre o homem na organização das suas comunidades e arranjos sociais, ao pássaro na travessia do ar, ao peixe na natação, ao cavalo na força e rapidez e ao cão no autossacrifício?”

É dito por alguns, com quem eu conversei sobre esse assunto, que as máquinas nunca podem ser desenvolvidas em existências animadas ou quase animadas, na medida que elas não têm sistema reprodutivo, nem parecem provável de alguma vez possuírem um. Se isso for tomado para significar que elas não podem casar, e que provavelmente nós nunca veremos uma união fértil entre dois motores a vapor, com os jovens brincando ao redor da porta da cabana, por mais que grandemente nós possamos desejar fazê-lo, eu prontamente concederei isso. Mas a objeção não é uma muito profunda. Ninguém espera que todas as características dos organismos agora existentes serão absolutamente repetidas em uma classe inteiramente nova de vida. O sistema reprodutivo dos animais difere amplamente daquele dos animais, mas ambos são sistemas reprodutivos. A natureza exauriu suas fases desse poder?”

Certamente, se uma máquina é capaz de reproduzir outra máquina sistematicamente, nós podemos dizer que ela tem um sistema reprodutivo. O que é um sistema reprodutivo, se não for um sistema para reprodução? E quão poucas máquinas existem que não foram produzidas sistematicamente por outras máquinas? Mas é o homem que as faz agirem assim. Sim; mas não são os insetos que fazem as plantas serem reprodutivas, e não seriam inteiras famílias de plantas a morrer se a sua fertilização não fosse efetuada por uma classe de agentes completamente estrangeira a si mesmas? Alguém não diz que o trevo vermelho não tem sistema reprodutivo porque a mamangaba (e apenas a mamangaba) tem de auxiliar e estimulá-lo antes que ele possa se reproduzir? Ninguém. A mamangaba é uma parte do sistema reprodutivo do trevo. Cada um de nós mesmos brota de animálculos minúsculos cuja entidade era inteiramente distinta da nossa [189]própria, e que agiam segundo o seu tipo sem nenhum pensamento ou atenção do que nós poderíamos pensar sobre. Essas pequenas criaturas são parte do nosso próprio sistema reprodutivo; então, por que nós não somos partes daquele das máquinas?”

Mas as máquinas que reproduzem o maquinário não reproduzem máquinas segundo o seu próprio tipo. Um dedal pode ser produzido pelo maquinário, mas ele não foi produzido, nem nunca será produzido, por um dedal. Aqui, novamente, se nós nos voltarmos para a natureza, nós deveremos encontrar abundância de analogias que nos ensinarão que um sistema reprodutivo pode ser em força plena sem a coisa produzida ser do mesmo tipo que a aquela que a produz. Muito poucas criaturas reproduzem segundo o seu próprio tipo; elas reproduzem alguma coisa que tem a potencialidade de se tornar aquilo que os seus pais foram. Dessa maneira, a borboleta põe um ovo, ovo que pode se tornar um lagarta, lagarta que pode se tornar uma crisálida, crisálida que pode ser tornar uma borboleta; e, embora eu livremente admita que não se pode dizer que as máquinas tenham mais do que o germe de um verdadeiro sistema reprodutivo, no presente, nós há pouco não vimos que apenas recentemente elas obtiveram os germes de uma boca e um estômago? E não pode algum passo ser dado na direção de reprodução verdadeira que deverá ser tão grande quanto aquele que recentemente foi dado na direção da alimentação verdadeira?”

É possível que o sistema, quando desenvolvido, possa ser, em muitos casos, uma coisa vicária. Certas classes de máquinas podem ser apenas férteis, enquanto o resto desembaraça outras funções no sistema mecânico, exatamente como a grande maioria de formigas e abelhas não têm nada a ver com a continuação das suas espécies, apenas obtém comida e armazenam, sem pensamento de reprodução. Alguém não pode esperar o paralelo ser completamente ou quase assim; certamente não agora, e provavelmente nunca; mas não há analogia suficiente existente no momento presente, para nos fazer sentir seriamente apreensivos sobre o futuro, e para tornar nosso dever reprimir o mal enquanto nós podemos fazê-lo? Dentro de certos limites, as máquinas podem [190]gerar máquinas de qualquer classe, não importa quão diferentes delas mesmas. Toda classe de máquinas provavelmente terá sua classe especial de reprodutores mecânicos, e todas os mais elevados deverão sua existência a uma grande número de pais e não a apenas dois.”

Nós somos enganados considerando qualquer máquina complicada como uma coisa singular; na verdade, ela é uma cidade ou sociedade, cada membro da qual foi verdadeiramente gerado segundo o seu tipo. Nós vemos uma máquina como um todo, nós a chamamos por um nome e individualizamos; nós olhamos para os nossos próprios membros, e sabemos que a combinação forma um indivíduo que brota de um único centro de ação reprodutiva; portanto, nós assumimos que não possa haver ação reprodutiva que não surja a partir de um centro único; mas essa suposição não é científica, e o simples fato de que nenhum motor a vapor alguma vez foi inteiramente criado por outro, ou dois outros, do seu próprio tipo, não é suficiente para nos autorizar a dizer que motores a vapor não têm sistema reprodutivo. A verdade é que cada parte de cada motor a vapor é criada pelos seus próprios reprodutores especiais, cuja função é criar aquela parte, e essa apenas, enquanto a combinação das partes em um todo forma outro departamento do sistema reprodutivo mecânico, o qual, no presente, é excessivamente complexo e difícil de ver em sua inteireza.”

Complexo agora, mas quão muito mais simples e muito mais inteligivelmente organizado não pode se tornar em outros cem mil anos? Ou em vinte mil? Pois o homem no presente acredita que esse interesse está nessa direção; ele despende montante incalculável de labor e tempo e pensamento na criação de máquinas sempre criadas melhores e melhores; ele já teve sucesso em efetuar muito daquilo que uma vez pareceu impossível, e parece não haver limites para os resultados de aprimoramentos acumulados se elas forem permitidas a descenderem com modificação de geração a geração. Sempre deve ser lembrado que o corpo do homem é o que é através de ter sido moldado em sua forma [191]presente pelas mudanças e mudanças de muitos milhões de anos, mas que esse organismo nunca avançou com nada como a rapidez com que aquele das máquinas está avançando. Essa é a característica mais alarmante no caso, e eu preciso ser perdoado por insistir tão frequentemente nela.”


Próximo capítulo


ORIGINAL:

BUTLER, S. Erewhon: or, Over the Range. IN:______. The Shrewsbury Edition of the Work of Samuel Butler. Volume II. London: Jonathan Cape, New York: E. P. Dutton & Company, 1923. p. 182-191. Disponível em: <https://archive.org/details/shrewsburyeditio02butl/page/182/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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