[36]Eu permaneci neste estado de inconsciência, como mais tarde aprendi, por muitos dias, mesmo por algumas semanas, segundo o nosso cálculo de tempo. Quando eu me recuperei estava em um aposento estranho; meu anfitrião e toda a família dele estavam reunidos ao meu redor e, para meu total assombro, a filha de meu anfitrião abordou-me em minha própria língua com somente um leve sotaque estrangeiro.
“Como você se sente?” ela perguntou.
Foram alguns momentos antes que eu pudesse superar minha surpresa o suficiente para gaguejar, “Você conhece minha língua? Como? Quem e o que vocês são?”
Meu anfitrião sorriu e gesticulou para um de seus filhos, que tomou de uma mesa um número de finas folhas metálicas nas quais estavam traçadas desenhos de várias figuras – um cavalo, uma árvore, um pássaro, um homem, etc.
[37]Nesse desenhos eu reconheci meu próprio estilo de desenho. Sob cada figura estava escrito o nome dela em minha linguagem e em minha escrita; e, em outra caligrafia, uma palavra estranha para mim, abaixo dela.
Disse o anfitrião, “Deste modo nós começamos; e minha filha Zee, que pertence ao Colégio dos Sábios, tem sido sua instrutora e a nossa também.”
Zee então colocou diante de mim outras folhas metálicas, nas quais, em minha caligrafia, primeiramente palavras e em seguida sentenças, estavam inscritas. Sob cada palavra e cada sentença sinais estranhos em outra caligrafia. Reunindo meus sentidos, eu compreendi que deste modo um rude dicionário fora realizado. Fora isso feito enquanto eu estava dormindo? “Isso é suficiente agora,” disse Zee, em um tom de comando. “Descansa e come.”
ORIGINAL:
BULWER-LYTTON, E. The Coming Race. Edinburgh and London: William Blackwood and Sons, 1871. pp. 36-37. Disponível: <https://archive.org/details/comingrace00lytt/page/36/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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