Tanques na Grande Guerra 1914-1918 - Dedicatórias, Introdução & Conteúdos

Tanques na Grande Guerra 1914-1918


Por J. F. C. Fuller

Big Willie, Mãe ou Centopeia, Original Tanque Mark I

[ix]Dedicatórias


I


Eu dedico este livro aos modernos cientistas militares, àquela pequena companhia de cavalheiros, quem, imbuídos com uma grande ideia, estiveram dispostos a deixar de lado todo interesse pessoal para projetar uma máquina destinada a revolucionar a ciência da guerra.


II


Eu dedico este livro aos modernos armeiros das fábricas britânicas, àqueles homens e mulheres cujo patriotismo incansável e resistência indomável nas fábricas produziram uma arma através da qual as vidas de muitos dos seus camaradas foram salvas.


III


Eu dedico este livro aos modernos cavaleiros de armadura, às tripulações combatentes do Corpo de Tanques; àqueles oficiais, oficiais não comissionados e homens, quem, através da sua própria elevada coragem e determinação nobre no campo de batalha, preservaram a Liberdade e alcançaram a Vitória.


[xi]Introdução


A obra que se segue é a história de uma aventura grande e única, tão heroica quanto as façanhas dos argonautas de outrora, e, embora o tempo no qual julgar a parte desempenhada por tanques na Grande Guerra talvez ainda não tenha chegado, eu sinto que, qualquer que seja a compreensão e o julgamento do eventual historiador do Corpo Britânico de Tanques, ele provavelmente carecerá daquele ingrediente essencial de toda história verdadeira – o testemunho dos eventos relativos aos fatos que ele relate.

Eu, o escritor deste livro, primeiro coloquei os olhos sobre um tanque perto do fim de agosto de 1916. Nesse momento, eu pouco pensava que eventualmente deveria ser honrado tornando-me o Oficial-chefe de Pessoal Geral do Corpo de Tanques, por um período estendendo-se de dezembro de 1916 a agosto de 1918. Espera-se que o tempo despendido durante essa longa conexão com a maior invenção militar da Grande Guerra não foi completamente desperdiçado, e a história aqui mostrada representa minha apreciação de ter sido selecionado para preencher uma indicação tão intensamente interessante.

Além de terem testemunhado e tomado parte em muitos dos eventos relatados, todos aqueles que me auxiliaram neste livro estiveram ou conectados de perto com o Corpo de Tanques ou no Corpo mesmo, um e todos eles foram participantes ou na criação do Corpo ou nas muitas ações nas quais ele lutou.

Tanta assistência eu recebi que, no máximo, posso considerar a mim mesmo como editor de uma massa de informação fornecida a mim por outros. Aqueles que eu mais especialmente desejo agradecer em meio a essa vistosa companhia são os seguintes:

O hon. capitão Evan Charteris, G.S.O.3, Corpo de Tanques, [xii]pelos registros precisos e cuidados do Corpo que ele compilou, desde os dias iniciais do movimento de tanques em 1914 até o encerramento da batalha de Cambrai. Eu deveria dizer que muitos desses foram escritos sob circunstâncias muito longe de luxuosas, pois eu sinto que o capitão Charteris frequentemente deve ter considerado a si mesmo, em seu bar explodido por projéteis, menos bem cuidado do que os ratos de Albert e tão fora do lugar quanto Alcibíades em uma sala de estar em Peckham.

Quando o capitão Charteris abandonou o “cabaret sans nome,” pois algum projétil mal disposto tinha removido metade da mesa de sinais, o capitão O. A. Archdale, A.D.C. para o general Elles assumiu a tarefa difícil e, de março de 1918 adiante, manteve o Diário do Corpo de Tanques sobre o qual os capítulos XXIX, XXXIII, XXXV e XXXVII estão fundamentados.

Tomando agora os capítulos sequencialmente, eu tenho de agradecer ao major G. W. G. Allen, M.C., G.S.O.2, Gabinete de Guerra,1 por parte do capítulo I, e também aos editores de The American Machinist e The Engineer por me permitirem citar respectivamente a partir dos seguintes artigos admiráveis: “The Forerunner of the Tank,” por H. H. Manchester, e “The Evolution of the Chain Track Tractor”; ao sir Eustache Tennyson D’Eyncourt, K.C.B., diretor de Construção Naval, ao Almirantado e ao major-general E. D. Swinton, C.B., D.S.O., ambos pioneiros dos tanques e trabalhadores infatigáveis na causa, por muita informação nos capítulos II e IV; ao major H. S. Sayer, C.S.O.2, Gabinete de Guerra,2 pelo capítulo III; major O. A. Forsyth-Major, segundo em comando do Destacamento de Tanques da Palestina, pelos relatos relativos a segunda e terceira batalhas de Gaza, sobre os quais os capítulos XI e XVII estão baseados; major S. H. Foot, D.S.O., G.S.O.2, Gabinete de Guerra,3 meu amigo próximo e assistente destemido, por sugestões de modo geral e particularmente no capítulo XVI. Meus agradecimentos também são devidos a algum benfeitor desconhecido, mas previdente, do Corpo de Tanques pelo capítulo XX; ao tenente-coronel D. W. Bradley, D.S.O, e ao brigadeiro-general E.B. Mathew-Lannowe, C.M.G., D.S.O., G.O.C., Centro de Treinamento do Corpo de Tanques, Wool, por [xiii]informação relativa ao Depósito no capítulo XXI; ao incansavelmente inventivo tenente-coronel L. C. A. de B. Doucet, Unidades de Transporte de Tanques O.C., e então comandante da primeira frota de suprimento que alguma vez “zarpou” sobre a terra, por informação a ser encontrada no capítulo XXII; ao tenente-coronel J. D. M. Molesworth, M.C., A.D.A.S., Corpo de Tanques, quem, a despeito dos escolásticos, refutou o rótulo de Ex nihilo nihil fit, por partes do capítulo XXIV; ao major R. Spencer, M.C., Oficial de Ligação, Corpo de Tanques, cujo charme e intuição infalíveis sempre sucederam em extrair dos nossos bravos Aliados não apenas o glamour de grandes aventuras mas o detalhe de ocorrências verdadeiras, para os eventos descritos nos capítulo XXV e XXXVI; ao major F. E. Hotblack, D.S.O., M.C., G.S.O.2, Gabinete de Guerra,4 meu amigo e companheiro, quem infalivelmente guiaria qualquer um através de arame e buracos de projéteis imune e ileso, para os capítulos XXVIII, XXXI e XXXIV; ao tenente C. B. Arnold, D.S.O., comandante do tanque Whippet Tanque “Caixa Musical,” pela aventura simples e heroica no capítulo XXX; ao major T. L. Leigh Mallory, D.S.O., O.C. 8º Esquadrão, R.A.F., cuja energia resultou não apenas na cimentação de uma camaradagem estrita entre as duas supremas armas mecânicas da época, senão uma cooperação estrita que salvou muitas vidas em batalha, por muito do capítulo XXXII; ao tenente-coronel E. J. Carter, O.C. 17º Batalhão de Carros Blindados de Tanques, quem foi um grande terror para comandantes dos corpos alemães como Paul Jones foi os mercadores de Manchester e quem teve a honra suprema de hastear sobre o Reno a primeira bandeira britânica – as cores do Corpo de Tanques – para o capítulo XXXVIII.

Foi uma grande irmandade, o Corpo de Tanques, e se houve “trastes” nele certamente não houve velhos, pois o comandante do Corpo, o major-general H. J. Elles, C.B., D.S.O., tinha menos de quarenta, e a maioria do seu pessoal e dos comandantes subordinados era mais jovem do que ele mesmo. A juventude é inclinada, corretamente, a ser entusiasmada, e o general Elles frequentemente deve ter tido um tempo difícil regulando esse entusiasmo, [xiv]canalizando-o para frente, contra o inimigo, e para trás, diplomaticamente, na direção dos nossos amigos.

Nós do Pessoal do Quartel-general do Corpo de Tanques sabíamos o que queríamos. Compreendendo o poder da máquina que os cérebros da Inglaterra tinham criado, nós nunca hesitamos sobre um “Não” quando sabíamos que centenas, se não milhares, de vidas dependiam de um “Sim.”

Modestamente, olhando de volta para a guerra a partir de uma poltrona confortável em Londres, eu vejo claramente, bastante claramente, que nós estávamos certos. A guerra tinha provado isso, e nossos empreendimentos não foram em vão. Nós estávamos certos, e a juventude geralmente está ceta, pois ela possui elasticidade mental, seus cérebros são plásticos e não polarizados. O atleta mental é o homem jovem: a Grande Guerra, como todas as outras guerras, provou isso repetidas vezes. Nós ouvimos muitos sobre Hindenburg e Ludendorff, mas eles escarneceram do tanque exatamente como Wurmser e Alvinzi escarneceram dos voltiguers esfarrapados do exército da Itália com os quais, em 1796, o Pequeno Cabo estava prestes a surpreender a Europa. Nós também surpreendemos a Europa, nós que perambulamos através do campo de batalha de Soma com olhos turvos e através dos pântanos do Flandres com um caroço em nossas gargantas.

Havia o coronel F. Searle, C.B.E., D.S.O., Engenheiro-chefe do Corpo, um verdadeiro civil com uma jaqueta cáqui bem cortada e botas de domador de leões. Ele não parecia entender o ritual militar, e nós soldados parecíamos nunca sermos capazes de o explicar para ele. Por toda a guerra, a despeito dos seus imensos labores mecânicos, eu verdadeiramente acredito que ele teve apenas um desejo, e esse era erigir uma guilhotina do lado de fora de um certo lugar sagrado. Houve o major G. A. Green, M.C., representante do coronel Searle, o pai de proposições terríveis, o visitante de campos de batalhas, o buscador de buracos de projeteis, o proferidor de palavras profanas. O Corpo deve muito a Green; um firme crente em ver coisas antes de as criticar, ele foi um ativo muito grande.

O “Rei dos Merceeiros,” esse foi o coronel T. J. Uzielli, D.S.O., M.C., D.A. e Q.M.G. do Corpo, profissional, e um administrador das botas à coroa. Suave, contudo sem medo, táctico, todavia verdadeiro, o Corpo deveu muito à habilidade dele. [xv]Eu nunca fui deixado em necessidade, a decisão dele fornecia o que era pedido, a previsão dele reduziu esses pedidos a um mínimo. Habilmente secundado pelo major H. C. Atkin-Berry, D.S.O., M.C., e o major R. W. Dundas, M.C., os ramos “A” e “Q” do Pessoal do Corpo de Tanques formaram o fundamento da eficiência do Corpo.

Do lado “G” estava eu mesmo. Sob mim vêm o major G. le Q. Martel, D.S.O., M.C., bastante R.E. e ainda mais tanques, o homem quem “chapinhava” amigo ou inimigo. Um dia, em março de 1918, eu estava em Fricourt, então nada saudável demais. Martel desceu a estrada: “Para onde você está indo?” Eu bradei. “Para Montauban,” ele respondeu. “Eu ouvi que está cheio de Boche,” eu respondi. “Bem, eu irei e verei,” disse Martel e ele saiu na direção leste. Havia o major F. E. Hotblack, D.S.O., M.C., amante de beleza e batalha, uma mistura de Abelardo com o marechal Ney. Estivesse Ninon de l’Enclos viva, ele estaria no ombro dela; como ela é pó, ele, em vez disso, coleciona “troddels5 de alemães mortos – um caráter um pouco notável. Como treinamento G.S.O.2, o major H. Boyd-Rochfort, D.S.O., M.C., de West Meath, o entusiasmo dele por tanques quase destruiu um corpo famoso; todavia, Boyd apenas sorriu, e o sorriso deles sempre me lembrava um pouco do uísque de Peter Kelly, houvesse um aperto de mãos ou uma luta nele. Os dois G.S.O.s3 eram o hon. capitão E. Charteris e o capitão I. M. Stewart, M. C. Charteris era o “Arbiter Elegantiarum” do nosso quartel-general. Ele mantinha os registros do Corpo, como já afirmado, e, sem esses, escassamente teria sido possível escrever esta história. Ele era o nosso maître d’hôtel; ele dava-nos bacon com nozes de praia e mel para café da manhã, mantinha seu olho do tempo aberto para um homem de um braço só, elaborava menus que rivalizavam aqueles de Trimalchio e dava brilho para todos nós através da ondulação da sua inteligência. Por último, Ian Stewart das Terras Altas de Argyll e de Sutherland. Em kilts, não se tinha sabido de nenhuma garota entre Hekla e Erebus que tinha resistido a ele; mas os esforços dele, enquanto no Corpo de Tanques, não mentiram em conquistar corações, senão em perpetuamente preocuparem meu eu desafortunado para se tornar parte do seu próprio suicídio – pois nada o manteira longe do campo de batalha.

[xvi]Os três primeiros brigadeiros do Corpo eram todos homens notáveis. O general-brigadeiro C. D’A. B. S. Baker-Carr, C.M.G., D.S.O., comandando a 1ª Brigada de Tanques, começou a guerra como um motorista cavalheiro, um companheiro muito alegre, o Murat do Corpo, sempre pronto para uma batalha ou um jogo. Eu lembro dele em Monteneseourt, durante a batalha de Arras 1917, lutando com o telefone; em Ypres, lutando com a lama; em Cambrai, lutando com um confortável, vago, rotundo, pequeno homem; mas sempre alegre e preparado para encontrar você com um sorriso e uma taça de conhaque antigo. Comandando a 2ª Brigada de Tanques estava o brigadeiro-general A. Courage, D.S.O., M.C. Ele possuía apenas metade de uma mandíbula, tendo perdido o resto em Ypres; contudo, em conferências, ele era um anfitrião em si mesmo, e quepow-wow” ele deve ter sido antes que a bala de Boche tivesse atingido-o não deve nem ser encontrado nas obras do grande Munchausen. Nenhum detalhe escapava do olho dele, nenhum problema era grande demais, e nenhuma fadiga suficiente para sugerir uma pausa. Os sucessos de Hamel e Moreuil, em 1918, foram devidos à energia dele, e, sobre esses sucessos, a batalha de Amiens foi fundamentada. O último dos brigadeiros originais foi o brigadeiro-general J. Hardress-Lloyd, D.S.O., comandando a 3ª Brigada de Tanques. Ele começou a guerra como um clandestino. Isso resultou em que ninguém nunca descobriu qual era o seu classificação substitutiva; gradualmente, um mito quanto à origem dele foi cultivado por inumeráveis escriturários “A,” tanto na França quanto na Inglaterra; esses viveram e vicejaram sobre esse mistério, o qual, sem dúvida, em uma data distante, será elucidado por algum futuro Lemprière. Hardress-Lloyd foi uma das principais causas da batalha de Cambrai. Eu acredito que ele apresentou a ideia ao general Sir Julian Byng, desde agosto de 1917. Hardress-Lloyd era um homem de grandes ideias e sempre mantinha uma boa mesa e um bom estábulo – de fato, um beau sabreur. Eu deixarei Hardress assim.

Acima devem ser buscados os fundamentos reais da eficiência do Corpo sob o seu galante comandante H. J. Elles, C.B., D.S.O., quem o dotou com moral elevada, aquele fino esprit de corps e desenvolto esprit de cocarde, os quais o impeliu de um sucesso para outro. Com esses fundamentos, [xvii]nenhum historiador futuro é provável de estar tão intimamente familiarizado quanto eu – e agora, à história.6

Esta história é propositalmente acrítica, porque qualquer crítica que poderia ter sido incluída é tão similar àquela dirigida contra os introdutores da locomotiva e do carro a motor que seria apenas uma repetição, suficientemente tediosa para o leitor, fosse ela repetida aqui.

A opinião humana é conservadora por instinto, e o que para a humanidade é mais heterodoxo é aquilo que é mais novo: isso é um truísmo na guerra como é em política ou religião. Levaram 1000 anos para a pólvora transformar a guerra. Em 1590, um certo sir John Smythe escreveu em um livro instruído: “Certos discursos relativos às formas e aos efeitos dos diversos tipos de armas, e outras questões militares muito importantes, grandemente equivocados por diversos dos nossos homens de guerra nesses dias; e principalmente, do mosquete, do mosquete leve e do arco longo; como também da grande suficiência, excelência e dos efeitos maravilhosos dos arqueiros,” no qual ele exalta uma arma obsoleta e desacredita uma mais moderna – o arcabuz. “Para os reacionários da sua época, George Stephenson com sua locomotiva era o vilão original da peça; ele era recebido com abuso e perseguição desenfreados. A maior parte do tempo de Stephenson era despendido combatendo tolos.”7 No começo do século presente, quase todo cavalheiro inglês do interior jurava que nada alguma vez o induziria a trocar sua carruagem por um carro a motor – contudo, a locomotiva e o carro a motor triunfaram, e triunfaram tão completamente que tudo que os seus inventores reivindicavam para eles parece hoje como crítica hostil contra as suas realizações.

Assim com o tanque, ele não veio apenas para ficar, mas para revolucionar, e para começar, entusiástico como sou, eu não duvido por um minuto de que meus sonhos mais selvagens sobre o seu futuro não apenas serão realizados mas superados, e que, a partir de suas tentativas desajeitadas na Grande Guerra, surgirá uma direção completamente nova na arte mesma da guerra.

[xviii]Que o tanque teve, e ainda tem, muitos duvidadores, muitos críticos abertos, é suficientemente verdadeiro; mas não há menosprezo nisso, antes é um comprimento, pois as massas da humanidade são míopes, e tivessem eles aceito-o com aclamação, quão difícil teria sido para ele até surgir, quanto menos permanecer e crescer.

A crítica dirigida contra essa grande invenção militar foi a pedra sobre qual o seu progresso foi aguçado. Sem crítica nós ainda poderíamos ter Big Willie, mas os entusiastas determinaram-se que não apenas iriam quebrar essa crítica através da máquina mesma, mas que nós tornaríamos a nossa própria máquina ridícula através de máquinas de um tipo melhor, e é o ridículo que mata. Assim nós prosseguimos, e conforme tipo seguiu tipo, vitória seguiu vitória. Então nossos críticos acrescentavam e viravam-se; não era o tanque o que eles objetavam, mas eram as nossas opiniões relativas a ele; elas eram afirmações exageradas; porque, nós logo deveríamos estar alegando os poderes dele para ferver o chá matutino deles e depilá-los enquanto eles ainda na cama. Por que não? Se tais atos são requeridos, um tanque pode ser construído para os realizar, porque o tanque possui poder e energia, e a energia é a força motriz de todas as coisas.

É apenas este ponto que os críticos deixaram passar: as mentes deles sendo controladas pelas convenções do dia. Eles não conseguiram ver que, se o cavalo de potência de um homem é x, a circunferência das atividades dele é um círculo com x como seu raio. Eles não conseguiram ver que, se o cavalo de potência de uma máquina é 100x, sua circunferência será vastamente maior do que aquela do homem; nem conseguiram ver, enquanto no homem x é constante, contanto que o homem seja regularmente suprido com bife, pão e cerveja, em uma máquina x pode ser aumentado quase indefinidamente, e que se um círculo com n como a sua circunferência não englobará o problema, provavelmente tudo que é necessário é acrescentar mais x’s ao seu raio. De fato, a ciência da mecânica é a simplicidade em si mesma quando comparada com aquela da psicologia, e, como na guerra a mecânica cresce, assim a psicologia, em comparação, diminuirá, até que, talvez, nós possamos ver em exércitos uma mudança tão completa quanto de armas de mão para armas automáticas como nós temos [xix]visto em nossas oficinas de ferramentas de mão para ferramentas automáticas, e a economia será proporcional.

Antes da Grande Guerra eu era um crente em recrutamento e na Nação em Armas; eu fui um soldado de 1870. Minha estada na Corpo de Tanques dissipou essas ideias. Hoje eu sou um crente em máquinas de guerra, quer dizer, em um exército mecânico que requer poucos homens e máquinas poderosas. Igualmente, eu sou um descrente no que um conhecido venerável, velho em ideias em vez de em anos, disse para mim na tarde de 11 de novembro de 1918. Essas são as palavras dele, e eu repito-as como ele as exclamou: “Graças a Deus nós agora podemos voltar à ação de soldado real!”


J. F. C. F.


Hotel Langham, Londres, W. I.

20 de novembro de 1919.


[xxi]Conteúdos

Chapter I. The Origins of the Tank. 1
Chapter II. The Invention of the Landship. 18
Chapter III. Mechanical Characteristics of Tanks. 35
Chapter IV. The Mark I Tank and its Tactics. 49
Chapter V. The Battles of the Somme and Ancre. 54
Chapter VI. The Growth of the Tank Corps Organisation. 60
Chapter VII. Tank “Esprit de Corps”. 68
Chapter VIII. Tank Tactics. 73
Chapter IX. The Battle of Arras. 81
Chapter X. Tank Battle Records. 90
Chapter XI. The Second Battle of Gaza. 98
Chapter XII. Staff Work and Battle Preparation. 103
Chapter XIII. The Battle of Messines. 108
Chapter XIV. A Tactical Appreciation. 13
Chapter XV. The Third Battle of Ypres. 117
Chapter XVI. Tank Mechanical Engineering. 125
Chapter XVII. The Third Battle of Gaza. 130
Chapter XVIII. Origins of the Battle of Cambrai. 135
Chapter XIX. The Battle of Cambrai. 140
Chapter XX. An Infantry Appreciation of Tanks. 154
Chapter XXI. The Tank Corps Training Centre. 159
Chapter XXII. The Tank Supply Companies. 166
Chapter XXIII. The Second Battle of the Somme. 172
Chapter XXIV. Tank Signalling Organisation. 178
Chapter XXV. The French Tank Corps. 184
Chapter XXVI. Preparations for the Great Offensive. 199
Chapter XXVII. The Battles of Hamel and Moreuil. 204
Chapter XXVIII. German Tank Operations. 212
Chapter XXIX. The Battle of Amiens. 217
Chapter XXX. The Fight of a Whippet Tank. 230
Chapter XXXI. German Appreciation of British Tanks. 236
Chapter XXXII. Aeroplane Co-Operation With Tanks. 242
Chapter XXXIII. The Battle of Bapaume and the Second Battle of Arras. 250
Chapter XXXIV. German Anti-Tank Tactics. 260
Chapter XXXV. The Battles of Epehy and Cambrai – St. Quentin. 266
Chapter XXXVI. The U.S.A. Tank Corps. 277
Chapter XXXVII. The Battles of The Selle And Maubeuge. 283
Chapter XXXVIII. The 17th Tank Armoured Car Battalion. 289
Chapter XXXIX. A Retrospect of What Tanks have Accomplished. 297
Chapter XL. A Forecast of What Tanks may do. 308



ORIGINAL:

FULLER, J. F. C. Tanks in the Great War 1914-1918. New York: E. P. Dutton and Company, 1920. p. ix-xxii. Disponível em: <https://archive.org/details/cu31924027835168/page/n12/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1[xii]Anteriormente um oficial engenheiro do Corpo de Tanques na França.

2Ibid.

3Anteriormente, um major-brigadeiro, 2ª Brigada de Tanques, na França.

4[xiii]Anteriormente, G.S.O.2, Quartel-general de Inteligência, Corpo de Tanques.

5[xv]Borlas de baionetas alemãs.

6[xvii]Certos capítulos dessa história originalmente apareceram em uma série privadamente circulada de artigos intitulada de Weekly Tank Notes.

7How do make Railways Pay for the War, p. 6. Por Roy Horniman.

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