Aristopia: Uma História-Romance do Novo Mundo - Conteúdos & Prefácio

Aristopia: Uma História-Romance do Novo Mundo


Por Castello N. Holford


Conteúdos1


Introduction p.3

Chapter 1 p.11

Chapter 2 p.21

Chapter 3 p.27

Chapter 4 p.33

Chapter 5 p.46

Chapter 6 p.56

Chapter 7 p.66

Chapter 8 p. 73

Chapter 9 p. 82

Chapter 10 p. 93

Chapter 11 p. 103

Chapter 12 p. 118

Chapter 13 p. 127

Chapter 14 p. 136

Chapter 15 p. 145

Chapter 16 p. 159

Chapter 17 p. 166

Chapter 18 p. 182

Chapter 19 p. 189

Chapter 20 p. 199

Chapter 21 p. 209

Chapter 22 p. 215

Chapter 23 p. 218

Chapter 24 p. 226

Conclusion p. 233


[3]Introdução


Livros oferecendo-nos uma história do futuro – um futuro brilhante com a aurora milenar do otimista, ou escuro com a noite assombrada por duendes maléficos do pessimista – livros em francês, com um futuro francês e fantástico, e livros em inglês, com um futuro anglo-saxão e prosaico – estão muito em voga. Mas livros oferecendo-nos uma história do passado, de como ele poderia ter sido se a corrente de eventos tivesse mudado em um ponto crítico, através de algum homem com virtude e poder mental suficientes, combinados com o poder que alguma circunstância material afortunada poderia ter dado a ele, eu não conheço nenhum.

Ai de mim pelo mundo, que os criadores da história, quem tiveram os maiores poderes combinados com as maiores oportunidades, têm sido homens cujos objetivos egoístas têm feito os esforços máximos recuarem em ruína nas próprias cabeças deles!

De fato, Washington teve grandes virtudes, uma grande oportunidade e bons talentos; mas nem foi a oportunidade dele a maior que [4]a história proveu, nem foi o seu poder mental tão vasto, nem a sua visão de futuro tão de longo alcance e clarividente quanto aquela de muitos que viveram antes dele e desde então, nem foi a sua devoção ao bem estar da humanidade tão ardente e absorvedora.

Os “Pais da Constituição” foram muito elogiados por sua sabedoria e previsão, e com justiça; mas houve homens com oportunidades como as deles que foram capazes de olhar muito a frente no futuro, e que estiveram muito mais à frente de sua época. Houve males que os líderes da Revolução deviam ter previsto e provavelmente não o fizeram, e outros que eles podem ter previsto, mas não tiveram poder para evitar.

O poder deles era limitado, e os materiais que eles tiveram para trabalhar, foram refratários. Males antigos estiveram tão profundamente incrustados nos costumes, preconceitos e pensamentos dos homens quando o nosso governo estava formando-se, que a influência de um Washington, um Jefferson e um Adams teria lutado em vão para os erradicar. Então também houve males dos quais eles podiam ter ideia. Eles não poderiam ter previsto a aplicação do poder a vapor ao transporte e à manufatura, [5]tornando uns poucos homens de tanta riqueza quanto os lordes das grandes estradas, como foram os barões ladrões da Idade Média, com seus castelos em cada passagem de montanha e em cada vau de rio, tomando pedágio arruinante de cada viajante; e os proprietários de vastas “fábricas” de maquinário como lordes absolutos dos trabalhadores que auxiliam as máquinas e do número maior quem são substituídos pelas máquinas, como sempre o barão feudal era o lorde dos servos e vilões nas suas propriedades territoriais. Mesmo se eles tivessem previsto esses males, é difícil ver como eles poderiam tê-los evitados; eles chegaram tarde demais; o poder deles era pequeno demais.

E a partir desses males surgiu que esta grande república do novo mundo, há muito a esperança do pobre e oprimido do velho mundo, está rapidamente se tornando socialmente como a Europa, e ameaça tornar-se ainda pior do que a Europa. Agora, quando as recompensas da natureza, as quais há pouco tempo pareciam inesgotáveis, foram todas apropriadas, esta terra favorecida apresenta os contrastes mais violentos da riqueza, com o seu poder sem piedade, com a pobreza, com a sua fraqueza abjeta. O deserdado começou a sentir o seu destino: sua cegueira e desesperança, mas lutas fortes e desesperadas contra esse destino já [6]começaram em greves devastadoras e levantes sangrentos; e a cada nova irrupção, a onda de fogo e sangue espalha-se mais ampla e eleva-se mais alta.

Nós repreendemos as nações da Europa com seus milhões de homens armados, mas aqueles milhões são recrutados para repelir a invasão de inimigos estrangeiros. Na nossa terra, dificilmente é um segredo que milhões de milícias estão reunindo-se e treinando para o propósito principal de supressão de insurreições contra a plutocracia pelas “classes inferiores” – a classe laboral dos nossos próprios cidadãos. Em cada grande cidade americana estão erguendo-se os castelos da plutocracia na forma de grande arsenais para as milícias.

Mas por que, alguém pode perguntar, nós deveríamos nos voltar de um futuro tão sombrio e ameaçador, para olhar em vão para um passado que poderia ter sido, mas que, ai de mim!, nunca foi? Bem, eu nunca pude concordar muito com a filosofia do frequentemente citado par de versos de Whittier:


De todas as palavras tristes de língua ou pena

As mais tristes são estas: Poderia ter sido.”


O grito desesperado de uma alma perdida, por Dante:


Nessum maggior dolore

Che ricordarse del tempo felice

Nella miseria.”


[7](Não há pesar maior do que a memória de dias felizes na miséria; ou, como o herói de “Locksley Hill” de Tennyson parafraseia-o, “uma sofrida coroa de sofrimento é a lembrança de coisas mais felizes.”) Nem tanto. É um alívio e um consolo, um prazer, embora um pesaroso, na miséria que é, contemplar aquilo que foi ou poderia ter sido. Então também, olhar para trás, para a separação dos caminhos que nos levou da felicidade para a miséria, pode ensinar-nos a olhar para frente, para a separação dos caminhos que pode nos levar da miséria para a felicidade. O estudo das oportunidades que nós perdemos pode ensinar-nos a compreender as oportunidades que devem vir.

Portanto, tenhamos o prazer que pudermos descobrindo um homem de grande sabedoria, previsão e gênio, com uma devoção altruísta ao bem-estar da humanidade, colocado com poder imenso na separação dos caminhos no curso dos eventos humanos, aproveitando a oportunidade para virar a marcha da humanidade aturdida e lutando para o caminho levando para cima e para longe dos pântanos perigosos dos ignes fatui ilusórios de erros antigos, e sob os quais jazem os atoleiros escuros de males antigos. Dessa maneira, contemplar o passado que poderia ter [8]sido pode, em alguma medida, ensinar-nos a discernir no futuro a oportunidade, para aproveitar o que – se não houver nenhum homem com sabedoria, poder e virtude suficientes – aí pode ser encontrado uma combinação de homens cuja sabedoria, poder e virtude combinados pode ser suficiente para virar para fora da noite da destruição da civilização que alguns profetas veem perto a frente e para o dia mais brilhante previsto pelos profetas do Milênio.

Eu não posso permitir-me, como alguns grandes contadores de história têm feito, ignorar as possibilidades, para não mencionar as probabilidades. Mas, alguns podem dizer, a sua história da massa de ouro é uma impossibilidade completa. Nem tanto. Que uma tal massa de ouro nunca tenha sido encontrada é verdadeiro; que ela não existe e não pode ser descoberta por nenhum meio, não se segue. Se a teoria é verdadeiro de que a superfície da Terra uma vez foi derretida e líquida, o ouro, pelo seu peso imenso, deve ter afundado debaixo dos elementos mais leves, tão longe que, quando a crosta da Terra tornou-se sólida, ele poderia ter vindo à superfície apenas através de uma erupção a partir de uma grande profundeza. Que a quantidade de ouro no globo inteiro é tão pequena, em comparação com o resto dos materiais, como parece a partir da [9]quantidade encontrada na superfície, não é de modo algum provável. Uma erupção a partir de uma profundidade tão grande quanto a expelir umas poucas centenas de pés cúbicos de ouro em uma única massa de modo nenhum seria uma maravilha; e umas poucas centenas de metros cúbicos de ouro, embora de um valor quase incalculável, seria de montante insignificante comparados com a massa de materiais mais leves expelidos em qualquer erupção vulcânica.

A região na qual esta narrativa localiza a mina contém numerosos diques de quartzo nos quais algum ouro foi encontrado.

O mundo tem tido muitos homens com virtudes maiores, previsão ainda mais clara e devoção ainda maior ao bem da humanidade do que foram atribuídas a Ralph Morton. Que a oportunidade de um novo continente sobre o qual uma nova civilização poderia se construída existiu há trezentos anos é uma questão de história. Portanto, dados o homem, os meios e a oportunidade, o resultado natural seria como se segue:


ORIGINAL:

HOLFORD, C. N. Aristopia: A Romance-History of the New World. Boston: Arena Publishing Company, Copley Square, 1895. p.3-9. Disponível em: <https://archive.org/details/aristopiaromance00holf/page/3/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1 Nota do tradutor: Não incluso no original.

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