O Livro Amarelo das Fadas - Dedicatória, Prefácio & Conteúdos

O Livro Amarelo das Fadas


Editado por Andrew Lang


[vii]Dedicatória

para

JOAN, TODDLES e TINY


Livros Amarelo, Vermelho e Verde e Azul,

Todos verdadeiros, ou exatamente tão bons quanto verdadeiros,

E aqui está o Livro Amarelo para vocês!


Difícil é o caminho de A a Z,

E complicado para uma cabeça cacheada,

Contudo, leva a livros – Verde, Azul e Vermelho


Pois toda criança deveria entender

Que as letras foram planejadas desde o começo

Para nos guiar a Terra das Fadas


Assim, trabalhem no seu alfabeto,

Pois, através desse conhecimento, vocês deverão chegar

A terras onde Fadas podem ser encontradas


E caminhando por onde esse caminho passa,

Vocês também, por fim, podem encontrar, quem sabe?

O Jardim da Rosa Cantante.


[ix]Prefácio


O editor considera que crianças prontamente o perdoarão pela publicação de outro livro de fadas. Nós tivemos o Azul, o Vermelho, o Verde e aqui está o Amarelo. Se crianças estão satisfeitas, e elas são tão gentis para dizerem que elas estão satisfeitas, o editor não se importa muito com o que outras pessoas podem dizer. Agora, há um cavalheiro quem parece pensar que não é muito correto imprimir tanto contos de fada, com figuras, e publicá-los em capas vermelhas e azuis. Ele se chama sr. G. Laurence Gomme e é presidente de um grupo instruído chamado de Sociedade de Folclore. Uma vez por ano ele discursa para os seus súditos, um dos quais é o Editor, e o sr. Joseph Jacobs (quem tem publicado muitos contos de fadas deliciosos com lindas figuras) é outro.1 Portanto, imagine o desânimo do sr. Jacobs e do Editor, quando eles ouviram o presidente deles dizer que ele não considera muito bom eles publicarem livros de fadas, acima de tudo, livros vermelhos, verdes e azuis de fadas! Eles disseram que não viram nenhum mal nisso e estavam prontos a ‘colocarem a si mesmo em sua região’ e serem julgado por um júri de crianças. E, de fato, eles ainda não veem nenhum mal no que eles têm feito; não, como o padre William no poema, eles estão prontos ‘para fazer isso de novo e de novo.’

[x]Onde está o mal? A verdade é que a Sociedade de Folclore – formada pelos mais inteligentes, instruídos e belos homens e mulheres do país – é inclinada ao estudo da história e geografia da Terra das Fadas. Isso está contido em contos muito antigos, tais como as pessoas do interior, e os selvagens, contam:


Pequeno sioux e pequeno corvo,

Pequeno esquimó gélido.’


Essas pessoas são consideradas saberem muito sobre a terra das fadas e os seus habitantes. Mas, no Livro Amarelo das Fadas, e no resto, há muitos contos de pessoas que não são nem selvagens nem rústicas, tais como madame D’Aulnoy e do senhor Hans Christian Andersen. A Sociedade de Folclore, ou o seu presidente diz que os contos deles não são tão verdadeiros quanto o resto, e não deveriam ser publicados com o resto. Mas nós dizemos que todas as histórias que são prazerosas de ler são verdadeiras o suficientes para nós; assim aqui estão elas, com figuras do sr. Ford, e nós não considerados que nem as figuras nem as histórias são prováveis de enganarem as crianças.

Quanto a se realmente existem ou não fadas, essa é uma questão difícil. O professor Huxley considera que não há nenhuma. O Editor mesmo nunca viu uma, mas ele conhece várias pessoas quem as viram – nas Terras Altas – e ouviram a música delas. Se alguma vez você estiver em Nether Lochaber, vá para a Fairy Hill, e você mesmo pode ouvir a música, como pessoas adultas fizeram, mas você tem de ir em um bom dia. Novamente, se realmente não há fadas, por que as pessoas por todo o mundo acreditam nelas? Os antigos gregos acreditavam, assim o faziam os antigos egípcios, e os hindus e os índios vermelhos, e é provável, se não há fadas, que tantas pessoas diferentes teriam visto e ouvido-as? O rev. sr. Baring-Gould viu várias fadas quando ele era um garoto e estava viajando na terra dos Trovadores. Por essas razões, o [xi]Editor pensa que certamente há fadas, mas elas não causam mal a ninguém; e, na Inglaterra, elas foram expulsas assustadas pela fumaça e por professores. Quando aos gigantes, eles morreram, mas anões reais são comuns nas florestas da África. Provavelmente muitas boas histórias não perfeitamente verdadeiras foram contadas sobre fadas, mas essas histórias também foram contadas sobre Napoleão, Clavershouse, Júlio César e Joana D’Arc, todos quem certamente existiram. Portanto, uma criança sábia lembrar-se-á que, se ela crescer e tornar-se um membro da Sociedade do Folclore, todos os contos neste livro não foram oferecidos a ele como absolutamente verdadeiros, mas foram impressos meramente para o seu entretenimento. Os fatos exatos ele pode aprender depois, ou pode deixá-los sozinhos.

Há histórias russas, alemães, francesas, islandesas, dos índios vermelhos, e outras aqui. Elas foram traduzidas pela senhorita Cheape, senhorita Alma, e a senhorita Thyra Alleyne, senhorita Sellar, senhor Craigie (ele fez os contos islandeses), a senhorita Blackley, a senhora Dent e a senhora Land, mas as histórias dos índios vermelhos são copiadas das versões inglesas publicadas pelo Bureau Smithsoniano de Etnologia, na América. O sr. Ford fez as figuras, e é esperado que as crianças não considerarão o livro menos agradável do que aqueles que já foram submetidos à consideração delas. O Editor não pode dizer ‘adeus’ sem as aconselhar, enquanto elas seguem seus estudos, a lerem The Rose and the Ring, do falecido sr. Thackeray, com figuras pelo autor. Ele considera esse livro bastante indispensável na biblioteca de todo criança, e deveria ser insistido que os pais o comprassem na primeira oportunidade, visto que sem ele nenhuma educação está completa.


A. LANG


[xiii]Conteúdos


The Cat and the Mouse in Partnership 1

The Six Swans 4

The Dragon of the North 9

Story of the Emperor’s New Clothes 21

The Golden Crab 26

The Iron Stove 32

The Dragon and his Grandmother 38

The Donkey Cabbage 42

The Little Green Frog 50

The Seven-headed Serpent 60

The Grateful Beasts 64

The Giants and the Herd-boy 75

The Invisible Prince 78

The Crow 92

How Six Men travelled through the Wide World 95

The Wizard King 100

The Nixy 108

The Glass Mountain 114

Alphege, or the Green Monkey 119

Fairer-than-a-Fairy 126

The Three Brothers 134

The Boy and the Wolves, or the Broken Promise 138

The Glass Axe 141

The Dead Wife 149

In the Land of Souls 152

The White Duck 155

The Witch and her Servants 161

The Magic Ring 178

The Flower Queen’s Daughter 192

The Flying Ship 198

The Snow-daughter and the Fire-son 206

The Story of King Frost 209

The Death of the Sun-hero 213

The Witch 216

The Hazel-nut Child 222

The Story of Big Klaus and Little Klaus 225

Prince Ring 237

The Swineherd 249

How to tell a True Princess 254

The Blue Mountains 256

The Tinder-box 265

The Witch in the Stone Boat 274

Thumbelina 279

The Nightingale 291

Hermod and Hadvor 301

The Steadfast Tin-soldier 308

Blockhead-Hans 313

A Story about a Darning-needle 319


ORIGINAL:

LANG, A. (editor) The Yellow Fairy Book. London: Longmans, Green and Co.; and New York: 15 East 16th Street, 1894. p. vii-xiii. Disponível em: <https://archive.org/details/yellowfairybook00langiala/page/n10/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0


1[ix]Você pode comprá-los do sr. Nutt, no Strand.

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