As Minas do Rei Salomão
Por H. Rider Haggard
[7]Dedicatória
Este relato fiel, mas despretensioso,
De uma aventura notável
É, por isso, respeitosamente dedicado
Pelo narrador,
ALLAN QUATERMAIN,
A todos os garotos grandes e pequenos
Quem o leem
[8]Nota do Autor
O autor aventura-se a aproveitar esta oportunidade para agradecer aos leitores pela recepção gentil que eles têm concedido às edições sucessivas deste conto durante os doze anos passados. Ele espera que, em sua presente forma, ele cairá nas mãos de um público ainda mais amplo e que possa nós anos por vir continuar a propiciar entretenimento àqueles que ainda são bastante jovens de coração para amar uma história de tesouro, guerra e aventura selvagem.
Ditchingham,
11 de março de 1898.
Post Scriptum
Agora, em 1905, eu apenas posso acrescentar quão alegre estou que meu romance deva continuar a agradar a tantos leitores. A imaginação tem sido verificada pelo fato; as Minas do Rei Salomão com as quais eu sonhei têm sido descobertas, e estão colocando para fora o seu ouro uma vez mais, e, de acordo com os últimos relatos, também seus diamantes; os Kukuanas ou melhor, os Matabele, foram domados pelas balas do homem branco, mas ainda parece haver muitos quem encontram prazer nessas páginas simples. Que eles possam continuar a fazê-lo, mesmo à terceira ou quarta geração, ou talvez ainda mais longamente, eu estou certo, seria a esperança do velho e falecido amigo, Allan Quaterman.
H. Rider Haggard.
Ditchingham,
15 de julho de 1905
[9]Introdução
Agora que este livro está impresso, e prestes a ser entregue ao mundo, uma sensação das suas deficiências, tanto em estilo quanto em conteúdo, pesa intensamente sobre mim. Com respeito ao último, eu apenas posso dizer que ele não pretende ser um relato completo de que nós fizemos e vimos. Há muitas coisas conectadas com a nossa jornada a Kukuanalândia nas quais eu deveria ter gostado de me demorar extensamente, às quais, como estão, escassamente foram aludidas. Em meio a essas estão as lendas curiosas que eu coletei sobre a cota de malha que nós salvou da destruição na grande batalha de Loo, e também sobre os “Silenciosos” ou Colossos na boca da caverna de estalactite. Novamente, se tivesse cedido aos meus impulsos, eu deveria ter desejado ter entrado nas diferenças, algumas das quais são muito sugestivas para minha mente, entre os dialetos zulu e kukuana. Também umas poucas páginas poderiam ter sido lucrativamente despendidas para a consideração da flora e fauna indígenas de Kukuanalândia.1 Então aí resta o assunto mais interessante – que, como está, - foi tocado apenas acidentalmente – do sistema magnífico de organização militar em força naquele país, o qual, em minha opinião, é muito superior àquele inaugurado por Chaka em Zululândia, visto que ele permite mobilização ainda mais rápida e não necessita do emprego do sistema pernicioso de celibato forçado. Por último, eu escassamente falei [10]dos costumes domésticos e de família dos kukuanas, muitos dos quais são excessivamente exóticos, ou da proficiência deles na arte de fundição e caldeação de metais. Essa ciência eles levam à perfeição considerável, da qual um bom exemplo pode ser visto nas suas “tollas,” ou facas pesadas de arremesso, as costas dessas armas sendo feitas de ferro martelado, e as pontas de lindo aço caldeadas com grande habilidade sobre as estruturas de ferro. A questão de fato é, eu pensei com Sir Henry Curtis e o capitão Good, que o melhor plano seria contar minha história de uma maneira simples, direta, e deixar essas questões para serem lidadas subsequentemente de qualquer maneira que, por fim, possa parecer ser desejável. Entremente, é claro, eu deverei ficar deleitado em entregar toda informação em meu poder a qualquer um interessado em tais coisas.
E agora apenas resta para eu oferecer apologias pela minha maneira brusco de escrever. Em desculpa disso, eu apenas posso dizer que estou mais acostumado a manejar um rifle do que uma pena, e não posso fazer nenhuma pretensão aos grandes voos e floreios literários que eu vejo em romances – pois, algumas vezes, eu gosto de ler um romance. Eu suponho que eles – os voos e floreios – são desejáveis, e eu arrependo-me de não ser capaz de os suprir; mas, ao mesmo tempo, eu não posso deixar de pensar que coisas simples são sempre as mais impressionantes, e que os livros são mais fáceis de entender quando eles são escritos em linguagem simples, embora, talvez, eu não tenha direito de estabelecer uma opinião em uma tal questão. “Uma lança afiada,” diz o ditado kukuana, “não necessita de polimento”; e, sobre o mesmo princípio, eu aventuro-me a ter esperança de que uma história verdadeira, por mais estranha que ela possa ser, não requer ser enfeitada em palavras finas.
Alan Quartermain.
[11]Conteúdos
1. I Meet Sir Henry Curtis 13
2. The Legend of Solomon's Mines 24
3. Umbopa Enters Our Service 36
4. An Elephant Hunt 50
5. Our March into the Desert 61
6. Water! Water! 77
7. Solomon's Road 90
8. We Enter Kukuanaland 109
9. Twala the King 120
10. The Witch-Hunt 136
11. We Give a Sign 152
12. Before the Battle 168
13. The Attack 181
14. The Last Stand of the Greys 192
15. Good Falls Sick 212
16. The Place of Death 225
17. Solomon's Treasure Chamber 238
18. We Abandon Hope 251
19. Ignosi's Farewell 263
20. Found 274
ORIGINAL:
HAGGARD, H. R. King Solomon’s Mines. London, Paris, New York, Toronto & Melbourne: Cassell and Company, Ltd. 1907. p. 7-11. Disponível: <https://archive.org/details/kingsolomonsmine00hagguoft/page/n4/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
1[9]Eu descobri oito variações de antílope, com as quais eu anteriormente estava totalmente não familiarizado, e muitas novas espécies de plantas, pela maior parte da tribo bulbosa.
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