A Grande Busca dos Imortais, traduzida de Um Manuscrito Não publicado na Biblioteca de uma Universidade Continental
Por James William Barlow
[45]Capítulo IV Da Origem da Vida Racional em Hésperos
Da Origem da Vida Racional em Hésperos – Da Vida Orgânica Cíclica – Da Lei da Evanescência por Lesão Mortal – A História do Caim hesperiano – Da Lei da Evanescência por Balança Metronômica adversa – Como uma Corte de Justiça sentenciou um réu a Punição Eterna; e como o réu escapou.
Agora eu deverei prosseguir para fornecer uma explicação da natureza e origem da vida racional em Hésperos; mas, antes de o fazer, eu tenho de me aventurar a dirigir uma palavra de conselho e exortação ao leitor. Devesse ele infelizmente ser uma daquelas pessoas de mente estreita, quem exaltam os fenômenos normais deste pequeno globo da terra à norma e ao padrão únicos do que deve prevalecer por todo o universo, ele faria melhor em fechar o livro imediatamente. Mas devesse ele ser de mente mais larga e admitir a possibilidade de [46]mais do quê ele tem sonhado em sua filosofia existir no céu, talvez ele possa encontrar no esboço seguinte da história antiga de Hésperos, comunicado a mim por aqueles mesmos que foram testemunhas oculares do que ele relataram, assunto abundante tanto para reflexão proveitosa quanto para entretenimento agradável.
Aqui eu posso acrescentar que, para a conveniência desses leitores de mentes grandes, eu reduzi, em todos os casos, as medidas de tempo e distância, dos termos hesperianos, nos quais elas foram fornecidas a mim, para aqueles que são melhor conhecidas na Europa. Desse modo, quando falar em anos, eu quero dizer o nosso próprio período de 365 dias, e não o hesperiano de 224; e similarmente eu expressei a medida deles de distância em milhas e pés inglesas; esses sendo, talvez, os melhores padrões internacionais.
A inteira superfície de Hésperos contém um pouco mais de cento e oitenta e dois milhões de milhas quadradas. Consequentemente, como terra e água ocorrem em proporções quase iguais, [47]nós temos um montante total de terra de aproximadamente noventa e um milhões. Novamente, isso sendo quase igualmente dividido entre os hemisférios norte e sul, dá quarenta e cinco milhões e meio para cada um. Se nós deduzirmos disso os ocasionais cinco milhões e meio, como uma concessão para cadeias imensamente altas de montanhas, e outros distritos não adequados para suportar a vida, nós deveremos ser deixados com quarenta milhões de milhas quadradas em cada hemisférios disponíveis para esse propósito.
Tal sendo a condição física do planeta, aconteceu que, no ano de 18.270 a.C., exatamente há vinte mil anos, ali subitamente apareceram, uniformemente dispersos sobre quarenta milhões de milhas quadradas no hemisfério norte, exatamente cem milhões de criaturas racionais semelhantes à raça humana. Esse é um fato último que até agora tem confundido toda investigação. A manifestação ocorreu subita e simultaneamente; mas, se isso foi o resultado de uma nova criação ou de uma translação a partir de outras [48]regiões do espaço, está envolto em mistério impenetrável. Por vinte mil anos o Poder Desconhecido que os convocou à existência tem preservado um silêncio rígido e ininterrupto. Tudo o quê é sabido é que, à épica acima, cem milhões de criaturas altamente inteligentes, igualmente divididas entre os dois sexos, macho e fêmea, simultaneamente despertaram para a vida consciente.
Embora dessa maneira estritamente contemporâneos em origem, mesmo assim, eles eram, até onde a aparência sugeria, de idades diferentes. Todos eles pareciam ser adultos, mas os aspectos deles variaram entre aquele de um adulto de vinte e um de sessenta anos de idade.
Não é minha intenção descrever o processo longo e complicado através do qual essas criações avulsas, todas ignorantes do quê tinha ocorrido, foram, no longo curso das eras, gradualmente amalgamadas em comunidades e estados. Isso formaria o assunto de um trabalho separado sobre a história antiga de Héspero, para o qual eu possuo [49]material copioso. [Eu temo perdido.] Aqui eu tenho de me confinar a estabelecer mais em detalhe as diferenças extraordinárias, quanto aos costumes e condições de vida, que existem entre os habitantes racionais de Hésperos e aqueles da Terra.
De fato, o primeiro fato que impressionará o leitor como muito extraordinário é este – que, embora haja a mesma distinção de sexos como é encontrada na terra, e embora haja exatamente a mesma atração mútua entre eles, não há coisa tal como reprodução da espécie. Contudo, para equilibrar esse fato estranho não há coisas tais como doença, decadência e morte, pelo menos não de causas naturais. Quando eu disse que as idades aparentes dos recém-criados ou importados hesperianos variavam entre vinte e sessenta anos, eu não quis insinuar, e o leitor não deve inferior que coisa alguma no menor grau assemelhando-se à condição horrível dos Struldbrugs de Luggnagg tenha [50]lugar em Hésperos. Longe disso; a dependência do organismo corporal da idade do indivíduo naquele planeta não tem analogia com a decadência progressiva do miserável Struldbrug; ela segue uma lei mais complicada.
De fato, cada hesperiano, considerado unicamente com referência a esse organismo corporal, leva uma vida periódica. O comprimento desse período não está absolutamente fixo, mas ele pode levar uma média de cem anos, os quais podem ser convenientemente divididos em três seções, as quais podem ser denominadas respectivamente como estacionária, senescente e rejuvenescente. Por exemplo, se nós tomarmos uma pessoa que há pouco alcançou a idade aparente de vinte anos, a sua vida orgânica prosseguirá um pouco como se segue: - Pelos próximos vinte anos ele ou ela não mostra sinais externos e visíveis de mudança; mas, ao final desse período primeiro ou estacionários, traços de juventude desaparecendo começam a manifestaram-se. Esse processo prossegue por quarenta anos, muito da mesma [51]maneira como o caso com a raça humana sobre a Terra; e, ao final desse período, o qual nós chamamos de senescente, a pessoa tem, em forma externa, toda a aparência de um homem ou mulher de sessenta anos de anos.
Em ou por volta dessa época, uma crise na vida ocorre. Essa crise é marcada pelo paciente caindo em um tipo de estupor ou transe, no qual ele usualmente continua por aproximadamente sete dias. Ao despertar desse transe, ele retoma sua vida ordinária, aparentemente sob as mesmas condições que antes. Mas as condições não são as mesmas. Logo se torna evidente que o transe operou alguma mudança misteriosa em seus poderes de vida corporal. À data do seu despertar, a última seção da vida periódica, chamada de rejuvenescente, começa. Mudança tanto na forma externa quanto na atividade corporal ocorre, mas ela ocorre em uma direção reversa, de modo que, ao final de dez anos, o homem de sessenta, em vez de ser promovido à condição de septuagenário, tem toda a aparência de um [52]homem de cinquenta; mais dez anos trazem-no a quarenta, e assim por diante, até que o limite de vinte é alcançado novamente, e o estágio estacionário estabelecesse-se uma vez mais.
Desse modo o ciclo de cem anos é completado – vinte anos estacionários, quarenta anos senescentes, quarenta anos rejuvenescentes. Deveria ser lembrado que esses números apenas são médias; eles variam em casos diferentes dentro dos limites de uns poucos anos, nem eles estão, até para uma e mesma pessoa, bastante rigidamente fixos. Assim o leitor não tem de supor que aqueles que acontecem de estar na mesma idade aparente em uma dada data, preservarão sempre a mesma relação cronológica uns com os outros.
Imediatamente surge a partir da consideração dessa lei cíclica, que aproximadamente metade da população do planeta está (aparentemente) acima, e a outra metade abaixo, da idade de trinta e cinco anos. Ainda assim, nunca deve ser esquecido que esse ciclo de eventos afeta exclusivamente a existência corporal. [53]O poder mental não está de modo nenhum sob o seu controle. Embora seja verdadeiro que, durante o período senescente, tanto o desejo quanto a capacidade para exerção de atividade corporal igualmente declinem, não há nenhum abatimento que seja na energia intelectual, ou a falha mais leve na faculdade de memória.
Portanto, essa é a segunda diferença essencial entre as condições de vida hesperiana e terrestre. A primeira sendo o fato da não reprodução, a segunda pode ser chamada de a lei do organismo cíclico. Uma terceira ainda resta para a nossa investigação.
Essa terceira diferença essencial foi conhecida, durante o período da história antiga de Héspero, como a lei da evanescência. Mas, antes de prosseguir para a explicar, eu tenho de pressupor que, desde o começo da história moderna, tem sido afirmado que a significância real dessa lei foi inteiramente mal concebida no período inicial. Embora os fatos, até eles onde então tenham sido [54]observados, foram suficientemente explicados por ela, as observações tinham estado muito longe de completas.
É claro, o leitor já notou, como uma consequência óbvia do fato da não reprodução, que todos os habitantes racionais agora existentes de Hésperos são contemporâneos à manifestação súbita de vida racional sobre a superfície dele. Seja o que for que as aparências parecem indicar, nenhuma deles está sob vinte mil anos de idade. Mesmo a garota amável que tomou notas da minha conversação não estava um dia sob ele, embora, naquele momento, eu deveria ter considerado muito difícil acreditar no fato. Eu já mencionei que não há coisas tais como morte a partir de doença ou outra causa necessária ou natural. Ainda outras causas podem existir, e a essas uma porção da população original pode ter caído vítima, de modo que os hesperianos presentes apenas podem ser os sobreviventes da criação original. Também esses, um dia ou outro, de modo similar, podem [55]desaparecer, e, desse modo, a vida racional pode ser, por fim, obliterada da face do planeta. De fato, por eras, essa foi a crença predominante. Como a crença foi considerada estar baseada em uma visão errônea dos fatos atuais aparecerá quando nós chegarmos à história da maravilhosa descoberta que marca o começo da história moderna.
Mas, quanto à crença mesma na probabilidade de extinção da vida no planeta, a sua origem pode ser facilmente explicada. Logo após a súbita criação, ou manifestação, dos hesperianos, as pessoas em distritos contíguos começaram a fraternizar umas com as outras. Gradualmente, pequenas comunidades começaram a ser formadas; linguagens rudes foram inventadas; propriedade privada começou a ser adquirida; as vantagens da cooperação e divisão do labor foram sombriamente discernidas. Mas, lado a lado com essas marcas de progresso, muitos sintomas desencorajadores apareceram. Talvez companheiros inseparáveis da civilização avançante, [56]esses foram simplesmente a inveja, o ódio, os ciúmes e todos os tipos de malícia, resultando frequentemente demais em disputas enérgicas, golpes e machucados.
Em uma dessas disputas primitivas, um dos combatentes, quem tinha se armado com um porrete excepcionalmente pesado, conseguiu atingir o seu antagonista com um golpe terrível sobre a têmpora. O resultado foi igualmente terrível. Em vez de cair no chão, atordoado pela força do golpe, como tinha sido o resultado usual sob circunstâncias similares em muitos encontros prévios, o homem quem o tinha recebido simplesmente desapareceu – instantaneamente desapareceu. Nenhum traço dele foi deixado, e o Caim hesperiano permaneceu encarando a vacância que o seu irmão desaparecido tinha preenchido, ofegando de surpresa e consternação diante do trabalho que ele tinha alcançado.
Conforme os anos passavam, muitos casos similares ocorreram. Ocasionalmente essa evanescência ocorria como o resultado de um acidente; a cooperação de um vizinho, embora algo [57]comum, não era um antecedente indispensável. Por exemplo, se um homem caísse de um precipício de várias centenas de metros de altura – e muitos desses deviam ser encontrados entre as montanhas – a evanescência ao alcançar a base era inevitável.
Finalmente, através do processo de comparação de um vasto número de instâncias nas quais esse estranho fenômeno tinha sido observado, o quê foi chamado de a lei da evanescência foi estabelecido, a saber, que existe uma certa classe de injúrias corporais que resulta na dissolução e desaparecimento instantâneos do recipiente. E aqui eu considerei minha educação médica de grande serviço ao possibilitar-me entender a natureza dessa lei; pois, a partir dos relatos que eu recebi dos vários casos de evanescência, tornou-se bastante claro para mim que em quase todo caso da ocorrência do fenômeno, o que seria chamado em seres humanos de uma lesão mortal é antecedente variável; que, de fato, a decomposição do corpo, a qual, [58]na Terra, ocorre lentamente, é instantaneamente efetuada em Hésperos.
Tendo referido à minha educação médica, eu posso, apenas de passagem, chamar a atenção do leitor para uma dificuldade que essa educação trouxe muito forçosamente diante de minha mente. Como poderia haver qualquer ciência de anatomia em Hésperos? Nenhum corpo poderia ser adquirido para dissecação. Um braço ou perna amputados podem ser anatomizados, mas um exame da estrutura de qualquer um dos órgãos vitais é simplesmente impossível. Exatamente como, em tempos medievais, estudantes de medicina na Terra eram obrigados a recorrerem à dissecação de mamíferos inferiores, assim é agora com os hesperianos; e, nos dois casos, o resultado alcançado pode ser útil como fundamento para hipóteses mais ou menos engenhosas, mas são bastante insuficientes como um fundamento para qualquer ciência digna do nome.
Mas o relato acima da evanescência como o resultado de uma lesão mortal em todos os casos, não está [59]em conformidade absoluta com os fatos da experiência. Tais lesões são inquestionavelmente, na vasta maioria das instâncias, as causas reais dos fenômenos. Ainda assim, ocasionalmente, embora comparativamente raro, ocorrem casos nos quais parece ser irredutível a qualquer regra semelhante, e esses, por muitas eras, foram considerados como anomalias inexplicáveis. Contudo, a lei que governa tais casos misteriosos de evanescência foi finalmente encontrada, como eu agora deverei prosseguir para explicar.
Essa descoberta importante foi realmente o resultado da invenção de um instrumento muito ingênuo, através do qual os graus de dor e sofrimento, por um lado, e de alegria e satisfação, por outros, suportados ou desfrutados por qualquer dado indivíduo, durante qualquer período determinado de tempo, podem ser precisamente mensurados, o seu montante agregado computado e a balança de cada lado atingida. A máquina é construída um pouco sobre o princípio do termômetro do dr. Fahrenheit, mas os detalhes da construção, e do [60]modo de fixação da unidade sobre a qual os cálculos dependem não foi comunicado a mim; de fato, o hesperiano quem me forneceu um relato geral dele muito francamente me assegurou – e eu não encontro dificuldade em acreditar nele – que entender o seu modo de ação jaz muito além do alcance das faculdades meramente humanas. Por mais que isso possa ser, não é fácil ver como, sem alguma invenção semelhante, a segunda lei da evanescência poderia ter sido descoberta; mas, através da aplicação desse instrumento a um grande número de casos, a lei em questão foi finalmente estabelecida sobre uma base indutiva suficientemente ampla.
Essa segunda lei da evanescência pode ser formulada, em uma forma popular, como se segue:- A evanescência ocorre sempre que a quantidade total de sofrimento suportado por alguém excede, por um certo montante físico, a quantidade total de felicidade que ele tem desfrutado. Esse montante fixo, quando estimado pelo metrônomo-alegria-e-sofrimento acima [61]descrito, é exatamente dez milhões de unidades da sua escala. Quando essa balança negativa é alcançada, a segunda lei da evanescência age espontaneamente, e, desse modo, o sofredor é liberto de toda miséria adicional.
Sob as existentes condições de vida em Hésperos, seria difícil exagerar a importância dessa lei. Por exemplo, apenas por ela não há nada para impedir uma corte de justiça de sentenciar um prisioneiro a punição eterna. E, como uma questão de fato, um dos primeiros casos notados de evanescência anômala foi o resultado de exatamente uma sentença similar.
O caso ocorreu aproximadamente três mil anos depois da criação. À época, estados, governos e cortes de justiça estavam completamente estabelecidos. Em uma das ilhas maiores, não muito longe do continente norte, um cidadão um pouco turbulento, em uma disputa iniciada por ele mesmo, “evanesceu” um dos vizinhos dele, um homem que aconteceu de ser excessivamente popular na comunidade [62]onde ele habitava. Por esse meio, a indignação pública foi excitada a uma intensidade terrível. Casos de evanescência violenta, ou, como nós deveríamos chamá-los, assassinato, eram frequentes nos períodos primitivos; mas, à época dessa ofensa, eles estavam começando a sere considerados com muito desfavor. Devido à ausência de reprodução, era bastante evidente que, a menos que essa prática fosse descontinuada, a despopulação do planeta era inevitável; e, na medida que a questão “A vida é digna de se viver?” ainda não tinha sido respondida no negativo, foi resolvido que toda a força da sociedade deveria ser feita valer contra todos os evanescedores violentos.
Esse estado de opinião pública, combinado com a grande afabilidade da vítima, induziram os juízes a sentenciarem o criminoso a uma sentença que eles devem ter acreditado que equivalia a punição eterna, a saber, servidão penal pela vida. Àquela época, a vida era considerada ser interminável, exceto através de violência; e, à medida que o condenado na prisão estava [63]seguro contra tudo do tipo, a sentença não podia comportar nenhuma outra interpretação. Contudo, ao fim de aproximadamente três anos e meio, o prisioneiro, sem nenhuma razão legal aparente, subitamente evanesceu. Esse evento confundiu grandemente a comunidade onde ele ocorreu; mas, após a descoberta da segunda lei, não há nenhum mistério adicional sobre isso. A miséria absoluta do homem diante do prospecto terrível diante dele da vida eterna em cela foi bastante suficiente, sem ele passar por nenhuma outra forma de sofrimento físico, de operar a sua libertação. A balança negativa de dez milhões de unidades foi alcançada nos três anos e meio, no que ele partiu para a invisibilidade sob a operação natural da lei.
É óbvio que óbvio que o tempo que é requerido para formar o número fixo de unidades metronômicas dependerá muito do grau da intensidade do sofrimento passado. Ocorreram instâncias onde uns poucos dias de tortura corporal excessivamente aguda foram suficientes [64]para elevar o índice ao ponto requerido. Por outro lado, um homem que esteja sofrendo de ennui crônico pode durar por um meio século; a balança contra ele elevando-se por graus muito lentos. Também deveria ser lembrado que, quando um homem quem tenha desfrutado de uma vida feliz cai em adversidade, ele certamente terá muito mais sofrimento a suportar, antes que ele possa ter esperança de libertação por essa lei beneficente; pois a balança do lado positivo (para a alegria), a qual estará alta, tem de ser reduzida exatamente a zero antes que o somatório negativo comece.
A partir dos fatos acima afirmados, o leitor terá percebido que as condições de vida racional entre os hesperianos diferem daquelas experienciadas na Terra em vários pontos essenciais. O mais importante desses são os três seguintes: - A ausência de qualquer reprodução da espécie; a libertação da morte individual, até onde ela é o resultado de causas naturais e necessárias; e a transformação e o [65]enfraquecimento cíclicos dos poderes do organismo corporal. A evanescência, embora a sua real natureza fosse desconhecida, evidentemente, para os antigos hesperianos, teve a mesma significação que a morte tem para nós; a única diferença sendo que, com eles, a dissolução do corpo era um ato instantâneo, em vez de ser efetuado, exceto quando acelerado por fogo, através do meio de um processo lento e abominável de decadência.
ORIGINAL:
BARLOW, J. W. The Immortals' Great Quest, translated from An Unpublished Manuscript in the Library of a Continental University. London: Smith, Elder & Co.,15, Waterloo Place, 1909. p. 45-65. Disponível em: <https://archive.org/details/immortalsgreatqu00barl/page/45/mode/1up>
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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