A Água das Ilhas Maravilhosas - A Segunda Parte: Sobre As Ilhas Maravilhosas - Capítulo VII As Três Donzelas tiram Birdalone da Prisão da Bruxa

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[109]Birdalone muito agradeceu a Atra pela história dela, e estranho foi para ela ouvir de tais novas coisas e dos feitos do povo; mas o comportamento das bruxas com aquelas três era familiar a ela e ao mundo dela.

Agora elas conversavam alegremente, até que ali surgiram passos à porta e alguém sem bater. Com isso Viridis empalideceu, um tormento de medo atingiu Birdalone e ela rapidamente saiu da cadeira e sentou-se em um banco. Mas quando Atra abriu, era apenas Aurea vinda de seu serviço para ordenar a Atra tomar o lugar dela. Assim ela foi, e novamente houve uma conversa agradável entre Aurea e as outras duas; e sobre certos assuntos, que tinham sido deixado sem contar por Atra, Aurea contou a Birdalone. E principalmente, quando Birdalone perguntou se alguma outra pessoa veio à ilha enquanto elas habitavam ali, ela disse sim; uma vez vieram um cavaleiro com uma senhora, seu amor, fugindo da guerra e em dificuldade, e esses a bruxa dominou com feitiçaria e destruiu-os miseravelmente: e que novamente outro vagueou para cá, e ele também a bruxa destruiu, porque ele não cumpriria a vontade dela e deitaria na cama dela. Além disso, chegou ali à deriva uma jovem donzela, uma náufraga dos ventos e ondas; ela a bruxa manteve como uma escrava e, após um tempo, começou a maltratá-la tão intensamente, que finalmente, quer por vergonha e por cansaço de vida, ela lançou-se à água e afogou-se. Nenhuma dessas [110]pessoas puderam as donzelas ajudar, assim como a fazer-lhes algum bem, embora elas tentassem, e por isso quase chegaram a sofrer elas mesmas.

Agora o dia consumiu-se, em pouco tempo Atra voltou e Viridis precisa servir. Finalmente, o crepúsculo e a noite chegaram. Então disse Atra: ‘Agora nós duas precisamos ir embora para esperar por nossa senhora, como ela está acostumada: e isso agora é para nossa boa sorte, pois, se todas nós três ficarmos com ela, e especialmente, para falar verdadeiramente, se eu ficar com ela, nós bem podemos evitar que ela visite-te aqui; uma vez que talvez ela ainda vagamente deva lembrar que tu estas na prisão dela. Portanto, tu precisas perdoar-me se eu algemo teus punhos novamente. E agora, se tu desejares seguir meu conselho, tu deves tentar dormir um pouco, e seria bem se tu pudesses dormir até que nós venhamos a ti na aurora cinzenta.

Após o que elas deixaram-na lá, e ela aninhou-se no canto uma vez mais. Ali ela verdadeiramente adormeceu, e dormiu até que a chave na fechadura e a abertura da porta despertaram-na, e Atra entrou sorrateiramente de pés mansos na prisão. Ansiosa ela estava, e ofegante; ela ajoelhou-se diante de Birdalone e abriu as algemas das pernas dela, e então colocou-se de pé e fez o mesmo com os ferros nos pulsos dela. Então ela disse: ‘Olha, querida amiga, para as janelas de tua prisão, e contempla o amanhecer começando a raiar no dia de tua libertação e, talvez, da nossa. Mas agora vem imediatamente: e novamente, tu me perdoarás, que nós não te vistamos aqui para tua jornada? Pois de nossos próprios corpos nós precisamos vestir-te e, se por qualquer acaso nosso senhora fosse ver qualquer uma de nós mais ou menos despidas, isso poderia atraí-la para ver o que estava [111]acontecendo, e nós ainda poderíamos ser descobertas, para nossa ruína.

Com isso ela tomou a mão dela, conduziu-a para fora da prisão e fechou a porta atrás dela. Em seguida, escada abaixo elas foram, e porta à fora por uma pequena portinhola ao final da escada. O amanhecer agora passava rapidamente, e Birdalone imediatamente viu as outras duas escondendo-se no recanto da parede próxima. Nenhuma palavra foi falada entre elas, e com pés silentes elas prosseguiram para o pomar, onde os melros e tordos estavam começando suas primeiras canções matutinas e, antes que elas saíssem para a campina, o coro completo deles estava cantando.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 109-111. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/109/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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