[59]QUANDO era manhã, Birdalone levantou-se, e ansiava pesarosa por ir ao bosque e ver Habundia novamente, mas não se atrevia, com medo de que a bruxa-esposa devesse voltar novamente mais cedo do que podia ser considerado. Assim ela permaneceu quieta e ocupou-se com o que devia perto da casa. Durante todo aquele dia a bruxa não retornou, nem no próximo; mas depois disso, no dia seguinte, quando Birdalone levantou-se, ela encontrou o aspecto costumeiro de sua senhor no lugar costumeiro. Quando ela viu a donzela, cumprimentou-a, e estava um pouco feliz com ela. Birdalone teria pedido a ela sua permissão para ir ao bosque, mas ela confiava pouco em seu humor suave desabituado; o qual, contudo, durou por tanto tempo que, no terceiro dia, ela mesma ordenou a Birdalone ir pegar o deleite dela no bosque e trazer de volta com ela o que de veação ela pudesse.
Sem demora, Birdalone foi, tão contente quanto podia estar. Ela encontrou sua amiga no Carvalho do Encontro, contou a ela como tudo sucedeu e Habundia disse: ‘Aqui, então, tu aprendeste como velejar através do lado. Mas, tu aprendeste o suficiente para tentar a aventura e não falhar?’ ‘Assim mesmo eu considero,’ disse Birdalone; ‘mas isto eu diria, que me parece melhor que eu siga a bruxa até o bote ao menos uma vez mais; pois dessa primeira vez estava escuro. Além disso, não deveria ficar mais segura do encanto se eu o ouvisse ser dito mais frequentemente, com medo de que não sejam sempre as mesmas palavras? [60]Que dizes tu?’ Ela disse: ‘Tu estás certa nisso, e, uma vez que a aventura não pode ser tentada até que o próximo junho esteja à mão, há tempo suficiente para dispensar. E agora, por esta hora, nós não precisamos falar mais sobre isso. Somente, minha querida, eu suplico-te, sê cautelosa e, acima de tudo, não sofras que a bruxa-esposa ponha o olho ou a mão sobre o anel. Verdadeiramente, meu coração dói intensamente por teu perigo; pois aí a imagem de ti permanece como de minha filha em vez de minha amiga. Sim, agora tu ris, mas gentilmente, de modo que o som de teu riso é como uma música doce. Mas sabe, embora tu sejas somente uma jovem donzela, e eu em tudo sábia assim como semelhante a ti de aspecto, contudo, eu habitei muitos e muitos anos sobre a terra, e muita sabedoria aprendi. Não me acreditas?’
‘Sim, sim,’ disse Birdalone, ‘com todo meu coração.’ Então ele baixou a cabeça por um tempo e manteve silêncio, depois disso, olhou e falou: ‘Eu te perguntaria sobre uma coisa e almejo algo de ti, como se tu fosses verdadeiramente minha mãe; concedê-lo-ás a mim?’ ‘Sim, certamente, criança,’ disse Habundia. Disse Birdalone: ‘É isto então, que tu me ensinarás sobre tua sabedoria.’ Habundia sorriu inteiramente amável para ela, e disse: ‘Isso de todas as coisas eu teria mandado tu perguntar; e neste dia e agora devemos nós começarmos a abrir o livro da terra diante de ti. Pois aí está minha herança e meu domínio. Senta perto de mim, criança, e ouve com atenção!’
Então a donzela sentou-se ao lado de sua imagem sob o carvalho, e começou a aprender sua lição. Verdadeiramente, esquecida está a sabedoria, embora o conto de sua aprendizagem permaneça, por essa razão nada nós podemos contar disso.
[61]Quando terminou, Birdalone beijou sua mãe do bosque e disse: ‘Este é agora o melhor dia de minha vida, este e o dia quando eu primeiro te vi. Agora eu virei para cá muitas vezes antes do dia da minha partida.’ ‘Sim, mas, doce criança,’ disse Habundia, ‘tem cuidado com a bruxa e a crueldade dela; eu temo que ela ainda deva ser cruel para ti.’ ‘Então eu serei cautelosa,’ disse Birdalone, ‘mas eu me arriscarei a algum pequeno perigo de sofrimento somente se tu proibir-me, mãe. E eu suplico-te, por teu amor, para não me proibir. E isso eu suplico-te mais, pois, depois de um desses tempos de crueldade, então, na maioria das vezes, ela intromete-se menos comigo por um tempo, portanto, eu deverei estar mais livre para vir para cá.’ Habundia beijou-a e abraçou-a, e disse: ‘Valente tu és para uma jovem donzela, minha criança, eu não te refrearia mais do que um pai refrearia seu jovem filho dos acesso da estacada. Mas eu suplico-te para não esquecer de meu amor, e de minha tristeza por tua mágoa.’
Com isso elas separaram-se, e estava aproximando-se a noite. Birdalone buscou capturar, e trouxe para casa veação para a dama, quem ainda estava alegre com ela, e falou naquela noite, conforme ela olhava-a: ‘Eu não posso dizer como, mas tu pareces mudada para mim, e pareces mais para tua feminilidade do que ontem mesmo. Eu quero dizer [sobre] a face de ti, pois estiveste tu despida, magra o suficiente eu deveria distinguir-te, sem dúvida. Mas agora, olha para isto, eu imploro-te, sê igualmente hábil e obediente, de modo que eu possa ser tão amável contigo quanto eu seria, e mais amável do que até agora eu tenho sido.’
ORIGINAL:
MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 59-61. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/59/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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