[68]AGORA abril fora-se, e maio chegou com o espinheiro a florescer, e lá Birdalone ainda estava crescendo em amabilidade. E atualmente a bruxa deixou igual toda a zombaria com ela, e falava com ela somente pouco, salvo quando ela necessitava. Mas para Birdalone, parecia que ela observava-a excessivamente de perto.
Birdalone ia frequentemente ao bosque, e aprendia ainda mais de conhecimento: mas do assunto da Partida, como ela devia ser concluída, sobre [isso] elas não mais falavam e grande era o amor entre elas.
Finalmente, quando maio consumira-se próximo a junho, veio Birdalone ao Carvalho do Encontro, e lá encontrou a mãe do bosque e, quando elas tinham falado por um tempo, mas sempre dos dentes para fora, falou Habundia: ‘Embora talvez tu sejas agora a mais sabia de nós duas, contudo, tenho eu sabedoria para saber que esta é a hora de nossa separação, e que amanhã tu tentarás a aventura do Bote de expedição; não é assim?’ ‘Sim, mãe,’ disse Birdalone. ‘Eu dou-te adeus agora: pesarosa estou eu por isso!’ Disse Habundia: ‘E tu te entregarás às mãos da bruxa, tu irás? Como tu disseste naquele outro dia?’ disse Birdalone: ‘Não é sabedoria, mãe querida, se eu lanço-me à minha boa sorte?’ ‘Infelizmente,’ disse a mãe, ‘pode ser assim quando tudo estiver dito. Mas oh meu triste coração! E como eu temo por ti!’
[69]‘Minha mãe, minha mãe!’ disse Birdalone, ‘Que eu devia tornar os dias penosos para ti! E tu que tornaste meus dias tão felizes! Mas agora, tu não podes dizer de tua sabedoria de que modo nós devemos encontramo-nos novamente?’
A mulher do bosque sentou-se, deixou a cabeça cair sobre seus joelhos, e ficou silente por um bom tempo. Em seguida, ela ergueu-se e pôs-se de pé diante de Birdalone, e disse: ‘Sim, nós devemos encontramo-nos novamente, de qualquer forma que possa ser. Partamos com essa doce palavra no ar entre nós. Contudo, primeiro tu deves dar-me uma trança do teu cabelo, como eu fiz contigo quando primeiros nos encontramos; pois, por meio dela, posso eu saber amanhã como tu sucedeu.’
Assim mesmo fez Birdalone, e esse foi o fim de sua conversa, salvo algumas palavras quebradas de lamentação enquanto elas diziam adeus. E com isso, por aquela vez, elas separaram-se.
ORIGINAL:
MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 68-69. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/68/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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