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[50]Hallblithe
ponderou sua resposta por um tempo com olhos desanimados e finalmente
disse: “Vós tendes em mente exigir resgate por mim, agora que eu
entrei na armadilha?”
“Não
há necessidade de falar de resgate,”
disse o ancião; “tu
podes sair
desta casa quando tu quiseres, nem qualquer um interferirá contigo
se tu vagueares
ao redor da Ilha, quando eu colocar uma marca em ti e der-te um
símbolo. Nem
tampouco tu serás impedido se tu tiveres uma mente para deixar a
Ilha, se tu puderes descobrir meios para isso. Além
do mais, enquanto tu estiveres na Ilha, nesta casa tu deves
permanecer, comendo e bebendo e descansando conosco.”
“Como
eu posso ir embora daqui?” disse Hallblithe.
O
ancião riu: “Em uma embarcação,”
disse ele. “E
quando,” disse
Hallblithe, “deverei
eu encontrar uma embarcação que deva
carregar-me?” Disse o velho camponês, “Para onde desejas tu ir
meu filho?” Hallblithe ficou em silêncio por um tempo, pensando em
que resposta ele [51]deveria
arranjar;
então ele disse: “Eu iria
à terra da Planície Cintilante.”
“Filho,
uma embarcação não deve estar
carecendo de
ti para aquela viagem,” disse o ancião.
“Tu podes
ir amanhã de manhã. E eu convido-te; permanece aqui esta noite e
tua satisfação não deverá ser imprópria. Contudo,
se tu acreditares em minha palavra, será
bom para ti dizer tão pouco quanto tu puderes para qualquer homem
daqui, e esse pouco tão pouco altivo quanto possível: pois nosso
povo é de temperamento curto e tu sabes
que não há poder contra muitos. Na
verdade não é incomum que eles não falem
uma palavra para ti e, se assim for, tu
não tens necessidade de abrir tua boca para eles. E agora eu te
direi que é bom que tu escolheste ir à
Planície Cintilante. Pois, se tu
estivesse de outro modo inclinado, eu
não sei
como tu obterias um barco para te
carregar, e
as asas ainda não começaram a brotar em teus ombros, embora corvo
tu sejas. Agora eu estou feliz que tu
estás indo em teus caminhos para a Planície Cintilante amanhã;
pois tu serás boa companhia para mim naquele percurso:
e eu considero que tu não serás grosseiro
quando tu estiveres feliz.”
“Que,”
disse Hallblithe, “estás tu dirigindo-te para lá, tu velho?”.
“Sim,”
disse ele, “nem qualquer outro deve estar naquela embarcação
salvos tu e eu, e os marinheiros que [52]nos
transportarão; e eles de qualquer maneira não devem ir à terra lá.
Por que não deveria eu ir, visto que há homens para carregar-me
abordo?”
Disse
Hallblithe, “E quando tu tiver ido à terra lá, que tu farás?”
“Tu
deves compreender, meu filho,” disse o de
longos cabelos grisalhos. “Pode
bem ser que teus desejos devam
ser de utilidade para mim. Mas agora, desde que tudo isso somente
pode vir a ser se eu viver esta noite até o fim, e uma
vez que meu coração já fora aquecido
pelo bom hidromel e por tua companhia, e ao passo que eu estou um
tanto sonolento, e a muito o meio dia é passado, vai em frente para
dentro do salão, e deixe-me dormir, para
que eu possa estar tão sadio quanto minha vontade velha permita-me
amanhã. E quanto a ti; gente, ambos homens e mulheres logo devem
entrar no salão, e eu não considero que quaisquer um deles deva
intrometer-se contigo; mas
se assim for que algum desafia-te;
quaisquer que sejam suas palavras, responde tu a ele ‘A CASA DO
IMORREDOURO,’ e haverá um fim para o conflito. Somente vê tu para
que nenhum aço desembainhado saia de tua bainha. Vai agora, e
se tu desejares, sai pelas portas; porém
estás tu mais seguro dentro das portas e mais próximo de mim.”
Então
Hallblithe retornou ao salão principal. O
sol circulara agora e estava brilhante no salão, através das
janelas do clerestório, de modo que ele
viu claramente tudo o que estava naquele [53]lugar.
Ele considerou o salão mais claro
dentro do que fora; especialmente sobre as camas fechadas haviam
muitas histórias esculpidas nos painéis e Hallblithe observou-as de
bom grado. Mas de uma coisa ele
maravilhou-se; que, ao passo que ele estava em uma ilha de fortes
ladrões dos mares, e em sua própria
casa e
habitação principal,
não havia embarcações ou mares retratados naquelas imagens, mas
belos bosques e jardins, com grama florida e árvores com frutas por
toda parte. E havia belas mulheres morando ali, adoráveis jovens, e
guerreiros, e
bestas estranhas e muitas maravilhas, e
o fim da ira e o começo do prazer, e
a coroação do amor. E
em meio a estas coisas estava retratado frequente e novamente um
poderoso rei com uma espada a seu lado e coroa em sua cabeça; e
sempre ele estava sorrindo e alegre, de modo que Hallblithe, quando
olhava para ele, sentia o coração melhor e sorria de volta para a
imagem esculpida.
Então,
enquanto Hallblithe olhava essas coisas, e ponderava sua situação
cuidadosamente, completamente sozinho como ele estava naquele salão
estrangeiro, ele ouviu um barulho destituído de fala e riso e, após
o que, em breve, o tamborilar de pés. Em seguida mulheres entraram
no salão, umas vinte ou mais: algumas jovens, algumas velhas,
algumas belas o suficiente, e algumas de feições duras e
deselegantes; mas todas acima da estatura [54]das
mulheres que ele vira em sua própria terra.
Então
ele ficou de pé no meio do pavimento do salão e aguardou-as.
Elas
viram-no e
a seus
brilhantes apetrechos de guerra, cessaram sua conversação e riso,
cercaram e encararam-lhe. Mas
nenhuma disse qualquer coisa até que uma mulher idosa veio adiante a
partir do
perímetro do
pavimento, e disse: “Quem és tu, de
pé em armas em nosso salão?”
Ele
não sabia o que responder e manteve-se calmo; ela falou novamente:
“Para onde vais tu, que buscas tu?”
Então
respondeu Hallblithe: “A CASA DO IMORREDOURO.”
Ninguém
respondeu. As outras mulheres todas distanciaram-se
dele de uma vez e foram
tratar de
seus negócios aqui e ali através do salão.
Mas a velha senhora tomou-o pela mão,
guio-o acima para o estrado, sentou-o próximo ao assento elevado bem
no centro. Então ela
fez como se fosse retirar seus equipamentos de guerra; e ele
não se oporia a ela, embora considerasse que inimigos pudessem estar
próximos. Visto que
em verdade ele confiou no velho camponês de
que ele não o
trairia e, além disso, considerou que
seria covarde
não aceitar os riscos da hospedagem, de acordo com o costume do
país.
Então
ela pegou
sua armadura, suas armas e [55]levou-as
embora para uma cama fechada próxima daquele lugar
onde se
deitava o velho. Ela
deitou os equipamentos dentro da cama,
todos salvo a lança, a
qual
estendeu acima,
nos pinos de parede. Ela
fez-lhe sinais de que
naquele lugar ele deveria
deitar-se;
mas não falou palavra alguma a ele.
Então, ela
trouxe-lhe água para lavar as mãos em uma bacia de metal e uma
vistosa
toalha junto
e, quando ele lavara-se, ela afastou-se dele, mas não [para] longe.
Enquanto
isso, as
outras mulheres estavam ocupadas ao redor do salão:
algumas varreram o piso e, quando estava
varrido, espalharam por cima juncos e
punhados de tomilhos selvagens; algumas foram à despensa e trouxeram
para fora as mesas e os cavaletes; algumas foram aos cofres e
trouxeram para fora as
ricas tapeçarias, os vistosos
assentos e tapeçarias
para encosto e
organizaram-nos
sobre as paredes; algumas trouxeram para dentro cântaros, chifres e
taças; e algumas seguiram sem seus caminhos e não retornaram por um
tempo, pois elas estavam ocupadas com
respeito à
culinária. Mas qualquer coisa que elas fizessem, nenhuma saudava-o,
ou prestava-lhe mais atenção do que se
ele fosse uma imagem, conforme
ele sentava-se
ali olhando. Nenhuma, salvo a velha mulher que lhe
trouxera a ceia anterior; a saber um grande chifre de hidromel, bolos
e peixe seco.
Então
o salão estava arrumado muito justamente para a festa.
Hallblithe sentou-se ali enquanto o sol abateu-se,
a casa escurecia
e, finalmente [56]escura,
eles acenderam as velas para cima e para baixo no salão. Mas
um pouco depois delas
terem sido acessas,
um grande chifre foi arejado próximo do lado de fora e
depois disso veio o barulho de armas perto da porta; homens
excessivamente altos
entraram, vinte e cinco, andaram a
passos largos dois por dois até o pé do estrado e ficaram de pé
ali em uma fileira. E Hallblithe considerou os apetrechos de guerra
deles muito
bons; eles estavam
inteiramente
vestidos em
cota de malha encerrada
por anéis, tinham elmos de aço em suas cabeças com coroas de ouro
trabalhadas ao redor deles, carregavam lanças em suas mãos e
escudos brancos pendiam em suas costas. Agora
vieram as mulheres a eles e desarmaram-nos;
sob as armaduras deles as vestes eram negras, mas eles
tinham argolas
dourados em seus braços e colares dourados ao redor de seus
pescoços. Assim, eles subiram ao estrado e tomaram seus lugares nos
altos assentos; não prestando a Hallblithe uma
atenção
maior do que se ele fosse uma imagem de
madeira. Não obstante aquele homem sentou-se próximo àquele
que era o chefe de todos e sentou-se bem no centro dos altos
assentos; e
trouxe sua
espada embainhada em sua mão e deitou-a
na mesa diante dele, e era o único homem
dentre aqueles chefes que tinha uma arma.
Mas,
quando eles
sentaram-se, houve novamente um barulho fora; e
lá entrou
um tropel de homens armados e desarmados
que tomaram seus lugares nos longos bancos para cima e para baixo no
salão. [57]Com
esses também entraram
mulheres, a maioria das quais se
sentou no
meio dos homens, mas alguns as ocuparam
com serviço. Todos
estes
homens eram de grande estatura, mas nenhum tão grande quanto os
chefes nos altos assentos.
Agora
da cozinha entraram as mulheres trazendo a carne, da
qual não pouca era carne de peixe, e tudo era do melhor. Hallblithe
foi devidamente servido como os outros, mas ainda ninguém falou com
ele ou mesmo olhou para ele; embora entre si eles falassem em vozes
grandes e rudes, de modo que as vigas do salão badalaram novamente.
Quando
eles comeram suas porções, as mulheres
encheram numa
rodada todos os copos e chifres
para eles e esses recipientes eram ambos
grandes e vistosos.
Mas, antes que eles
começassem a beber, ergueu-se o chefe que se sentava o mais distante
do meio dos altos assentos a direita e bradou uma saúde: “O
TESOURO DO MAR!” Então todos eles levantaram-se e berraram,
mulheres assim como homens, e esvaziaram seus chifres e copos
àquela saúde. Em seguida
pôs-se de pé o homem que ficava o mais
distante a esquerda e bradou, “Bebamos uma saúde ao
Rei que Não Morre!” E novamente todos os homens ergueram-se e
bradaram
antes que bebessem. Outras saúdes eles beberam, conforme o “Barco
Frio,” a “Vela Desgastada pelo Vento,” a “Cinza Agitada” e
a “Praia Sulcada.” E o vinho e o hidromel fluíram como rios
naquele salão de Homens Selvagens. Quanto a [58]Hallblithe,
ele bebeu o que desejava,
mas não se colocou de pê, nem ergueu seu copo a seus lábios quando
uma saúde foi bebida; pois ele não sabia se estes homens eram
seus amigos ou seus inimigos, e ele considerou que
seria de pouco espírito
beber às saúdes deles, a fim de que ele não estivesse bebendo
morte e confusão a seu próprio povo.
Mas,
quando os homens beberam por um tempo,
novamente um chifre soprou na
extremidade
baixa
do salão. Imediatamente
pessoas
surgiram
das tábuas verticais, levaram embora as mesas e cavaletes, limparam
o piso e puseram-se de pé contra a parede. Então
o grande chefe ao lado de Hallblithe
levantou-se e bradou: “Agora
que homem dance com donzela, e que sejamos felizes! Música, toque!”
Então flutuaram
os arcos de rabeca e vibraram as harpas. Os
camponeses e as rainhas puseram-se adiante no pavimento e todas as
mulheres estavam envoltas em vestes negras, embora bordadas com laços
e grinaldas de flores. Por algum tempo eles dançaram e então,
subitamente, a música parou e todos eles retornaram a seus lugares.
Em seguida, o chefe no alto assento levantou-se, tomou um chifre de
seu lado e bafejou um grande sopro que
preencheu o salão. Então
ele exclamou: “Sejamos felizes! Que os campeões venham a frente!”
Os
homens gritaram alegremente depois disso. Imediatamente afluíram ao
salão a partir dos biombos três [59]homens
altos, envoltos em armaduras negras, com espadas desembainhadas em
suas mãos e puseram-se de pé no meio do pavimento do salão, mais
ou menos de um lado, e chocaram suas espadas em seus escudos e
exclamaram: “Vinde adiante vós Campeões do Corvo!”
Nessa
ocasião Hallblithe saltou de seu
assento e pôs sua mão em seu lado esquerdo, mas nenhuma
espada estava lá.
Assim ele
sentou-se novamente, lembrando-se do aviso do Ancião, e ninguém
prestou-lhe atenção.
Em
seguida ali entraram
no salão lenta e pesarosamente três
homens de armas,
vestidos e armados como os guerreiros de
seu povo, com a imagem do Corvo em seus elmos e escudos. Então
Hallblithe conteve-se, pois, além do
que isto parecesse
provavelmente ser uma batalha justa de três contra três, ele
duvidava de alguma armadilha, e determinou-se a olhar como espectador
e aguardar.
Então
os campeões começaram
a assentar
golpes que não eram brincadeira de
criança, embora Hallblithe duvidasse
se os gumes
cortassem,
e isso apenas
um pouco antes que os
Campeões do Corvo caíssem
um depois do outro diante dos Homens Selvagens, e
pessoas puxarem-nos
pelos calcanhares para dentro da despensa. Então surgiu um grande
riso e zombaria, e excessivamente indignado estava Hallblithe;
todavia ele reprimiu-se porque lembrava de tudo que tinha para fazer.
Mas os três Campeões do Mar andaram a passos largos ao redor do
salão, jogando suas espadas [60]e
pegando-as conforme elas caiam, enquanto os chifres sopravam atrás
deles.
Depois
de um tempo o salão silenciou, o chefe levantou-se e exclamou:
“Trazei agora alguns feixes da colheita que obtemos, nós rapazes
do remo e da flecha!” Em seguida houve um rebuliço nas portas dos
biombos, pessoas pressionaram para frente para ver, e, oh, ali vinham
a frente uma série de mulheres, lideradas por dois camponeses
armados. As mulheres eram vinte em
número, elas estavam descalças, os cabelos delas pendurados
frouxos, seus vestidos estavam sem cinto e estavam encadeadas juntas
pulso a pulso; ainda tinham elas seu ouro no braço e no pescoço.
Houve silêncio no salão quando elas ficaram de pé no centro do
pavimento.
Então
de fato Hallblithe não pôde conter a si mesmo; ele saltou de seu
assento para o tabuleiro, e sobre ele, correu através do salão,
chegou àquelas mulheres e olhou-as na face uma a uma, enquanto
nenhum homem falava no salão. Mas Hostage não estava entre elas; ou
melhor, verdadeiramente nenhuma delas lembrava as filhas de seu povo,
embora fossem graciosas e belas. De modo que novamente Hallblithe
duvidou de que isto não fosse nada mais que um jogo de festa de
salão feito para enfurecê-lo; considerando que havia apenas pouco
pesar nas faces daquelas donzelas, e mais de uma delas sorriu
licenciosamente em sua face enquanto ele olhava-as.
[61]Então
ele virou-se e retornou a seu assento, não dizendo nenhuma palavra.
Detrás dele surgiu muita zombaria e escarnecimento; mas isso o
enfureceu pouco agora, pois ele lembrou-se do conselho do ancião e
de como ele procedera de acordo com seu comando, de modo que ele
considerou que o ganho era seu. Assim brotou a conversa no salão
entre homem e homem, pessoas bebiam ao redor e estavam felizes; até
que o chefe levantou-se novamente, acertou a mesa com o lado chato de
sua espada e bradou em voz alta e raivosa, de modo que todos puderam
ouvir: “Agora, que haja música e a poesia dos menestréis até que
nós formos em direção da cama.”
Com
isso começou de pronto o burburinho de
vozes; dali emergiram três homens com
grandes harpas e um quarto homem com eles, que era o menestrel. Os
harpistas atingiram suas harpas de modo que o teto badalou com elas e
o barulho, embora fosse alto, era harmonioso e, quando eles tocaram
deste modo por algum tempo, o menestrel levantou sua a voz e cantou:
A
terra jaz negra
Com
a falta do inverno,
O
vento sopra frio
Curva
campo e prega;
Todo
o povo está dentro de casa,
E
somente tecendo eles ganham.
[62]Onde
de dedo a dedo
A
lançadeira voa rápido,
E
os olhos do cantor
Contemplam
com prazer o elenco,
Conforme
ele canta a história
De
um verão perdido
E
os feixes de cevada grisalhos
Maduros
sob o sol.
Então
as donzelas seguram
O
levemente suspenso pente do tear,
E
as lançadeiras aguardam
Pelo
lado da teia azul,
Enquanto
de mãos dadas
Com
os camponeses elas permanecem.
Mas
antes à medida,
As
violas entoam,
E
os anciões ainda entesouram
O
último copo,
Ali
permanecem eles ouvindo
O
impacto da elevação,
E
mesmo noite está escurecendo
Mais
sob a deriva.
Lá
salvos no salão
Eles
abençoam a parede,
E
o teto sobre a cabeça,
De
valente lugar;
E
as mãos eles louvam
Dos
dias antigos.
[63]Então
através do rugido da tempestade
As
violas irrompem,
E
eles não pensaram em hostilidade,
Mas
lançaram fora a dúvida,
E,
homem diante de donzela,
Os
pés deles pisaram no chão,
E
seus corações sem carga
De
tudo que eles carregaram.
Mas
que ventos são supergelados
Para
o coração do bravo?
Que
mares são superfortes
Para
o não condenado a morrer?
Negra
noite e vento pavoroso,
Mas
o porto nós encontramos.
Então
em terra firme no meio da agitação
Da
onda que lava rocha!
Nuvens
como cães de caça à lua preocupam,
Mas
luz ilude a relva;
Oh
o longo vale diante de nós!
As
luzes ao final,
Embora
a noite escureça sobre nos,
Ordenam
para onde ir.
Quem
bate à porta
Através
do chão que pune o pé?
Que
convidados são esses
Do
outro lado dos mares?
Tomem
escudo e espada
Como
suas palavras de boas vindas.
[64]Oh,
oh, a dança acabou!
Oh,
centro do salão
As
lâminas do alqueive sangraram!
Oh,
sangue na parede!
Quem
vive, quem morre?
Oh
homens do mar,
Pela
paz o povo clama:
Nossos
mestres sois vós.
Agora
o vale jaz cinza
Ao
nascer do dia;
E
belos pés passam
Sobre
a grama gasta pelo vento;
E
eles voltam-se para encarar
O
teto dos velhos dias.
Vinde
pisai vós sobre o piso de carvalho
Do
salão do mar!
Que
seus corações ainda sejam inteiros;
Tão
justos quanto sois vós,
Que
reis estão esperando
Não
casados para ganhar
As
notícias de nossa cavalgada
Dos
corcéis do oceano.
Muita
gritaria e risada surgiram ao fim da canção; homens brotaram e
brandiram suas espadas acima de seus copos, enquanto Hallblithe
sentou-se fazendo carranca diante do divertimento deles. Por fim
levantou-se o chefe e bradou ruidosamente pelo copo de boa noite; o
copo deu a volta e todos os homens beberam. [65]Em
seguida o chifre soprou por cama; os chefes foram aos aposentos
deles, os outros foram aos caramanchões exteriores ou deitaram-se
sobre o pavilhão do salão e, em pouco, tempo ninguém estava de pé
no salão. Então Hallblithe levantou-se, e foi à cama fechada
apontada para ele, e deitou-se e dormiu sem sonhos até a manhã.
Próximo capítulo
ORIGINAL:
MORRIS,
W. Story
of the glittering plain, which has also been called the Land of
living men, or the Acre of the undying.
Boston: Roberts Brothers, 1892.
pp.50-65.
Disponível em:
https://archive.org/details/story00morrofglitterinrich/page/50/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB
do Blog
Eidonet
Licença:
CC
BY-NC-SA 4.0