A Floresta além do Mundo - Capítulo VII Walter chega ao Fragmento na Parede de Pedra

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[42]Enquanto assim iam em conversa, eles ouviram os caçadores soprando seus chifres todos juntos, no que o velho ergueu-se e disse:Eu considero pelo sopro que a caça estará terminada e acabada e que eles estão soprando para seus companheiros que foram comer dispersos ao redor da floresta. Agora são aproximadamente cinco horas após o meio dia, teus homens retornarão com a veação deles e serão os mais prazerosos dos alimentos que eles capturaram. Portanto, eu apressar-me-ei antes e aprontarei fogo, água e outras coisas para a cozinha. Virás tu comigo, jovem mestre, ou aguardarás teus homens aqui?

Walter disse ligeiramente: ‘Eu descansarei e aguardá-los-ei aqui; uma vez que eu não posso falhar em vê-los daqui enquanto eles seguem em seus caminhos para tua [43]casa. E pode bem ser que eu esteja a mão para comandá-los, advertir e pôr alguma ordem entre eles; pois camaradas rudes eles sãoalguns delese agora todos acalorados com a caça e alegria da terra verde.’ Assim ele falou, como se nada estivesse acontecendo, salvo ceia e cama; mas interiormente esperança e medo estavam contendendo nele. Novamente o coração dele batia tão forte que ele considerava que o camponês podia ouvi-lo claramente. Mas o velho tomou-o somente de acordo com sua aparência, assentiu com a cabeça e foi-se embora quietamente na direção da casa dele.

Quando ele fora-se por um tempo, Walter ergueu-se com cuidado. Ele tinha consigo uma bolsa na qual havia algum queijo e peixe duro, um pequeno cantil de vinho; um arco curto ele tinha consigo e uma aljava de flechas. Ele trazia à cintura uma espada boa e forte e uma faca de madeira além disso. Ele examinou todo este equipamento, que não era nada inapropriado e então, rapidamente, desceu o monte. Quando ele havia descido, descobriu que o monte ocultou-o de homens saindo da floresta; se ele fosse diretamente [de onde estava] para aquele fragmento da parede rochosa onde estava a passagem que levava ao sul.

[44]Agora não é que ele tenha virado naquela direção, e fosse sabiamente; com receio de que o camponês devesse fazer um volta para trás, e vê-lo; ou para que algum retardatário de seu próprio povo não pudesse descobrir-lhe.

Para dizer a verdade, ele considerou que eles farejaram-no [e que] estariam dispostos a permitir-lhe na jornada dele. Ele notara a orientação do penhasco perto do fragmento e, considerando que ele pode ver as cabeças deles por toda parte exceto das profundezas do matagal, ele não parecia como alguém que iria se perder.

Ele não tinha aberto muito caminho até ele ouviu os chifres soprando todos juntos novamente em um lugar e, olhando naquela direção através de galhos frondosos (pois ele estava agora em meio a um matagal), viu seus homens agrupando-se no monte. Assim sendo, ele não teve dúvida de que eles estavam soprando perto dele. Mas, estando bem encoberto, ele não prestou atenção a isso e, deitando-se por um tempo, viu-os descer do monte e irem todos eles na direção da casa do camponêsainda soprando enquanto iammas não comendo a refeição dispersa. Portanto era claro que eles não estavam incomodados por ele.

Então ele seguiu em seu caminho para o fragmento. Não há nada a dizer de sua jornada até que ele chegou diante dele, com o fim do dia claro, [45]e entrou nele imediatamente. Era de fato uma brecha ou fenda completa na parede rochosa, e não havia nenhuma colina ou inclinação levando a ela. Nada salvo uma desordem de pedras diante dela, que era algo inquietante de se caminhar, mas não necessitava de nada salvo trabalho para superá-lo e, quando ele superou isso, e estava na própria passagem mesma, ele não achou ruim de ir. Primeiramente, em verdade, era pouco pior do que uma estrada irregular entre dois grandes declives pedregosos, embora um pequeno fio de água corresse abaixo pelo meio dela. Então, embora fosse tão próximo do anoitecer, ainda Walter pressionou, sim, e muito depois da noite mesma ter chegado. Pois a lua subiu grande e brilhante depois do anoitecer. Mas, finalmente, ele chegara tão longe, e estava tão esgotado, que ele considerou isso como sem valor, e somente sabedoria dar descanso a si mesmo. Assim, deitou-se sobre um bocado de relvado verde em meio às pedras, quando ele comera um bocado retirado de sua mochila e bebera da água do córrego. Ali enquanto ele jazia, se ele tivesse alguma dúvida do perigo, sua fadiga logo fez efeito completo sobre ele, pois logo ele estava dormindo tão profundamente como qualquer homem em Langton na Várzea.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. The wood beyond the world. London: Lawrence and bullen, 1895. pp.42-45. Disponível em: https://archive.org/details/woodbeyondworld00morriala/page/42/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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