A Água das Ilhas Maravilhosas - A Quinta Parte: O Conto do Fim da Busca - Capítulo XIV Birdalone deixa o Castelo da Busca

A Água das Ilhas Maravilhosas


Por William Morris


A Quinta Parte: O Conto do Fim da Busca


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[364]Capítulo XIV Birdalone deixa o Castelo da Busca


Portanto, na manhã do dia seguinte, Birdalone disse adeus tanto a Aurea quanto a Atra; mas, quanto a Viridis, ela enviou uma mensagem de que não tinha coração para isso, e contudo, ela enviou uma palavra de conforto, a saber, que ela considerava que um dia elas se encontrariam novamente. Em suas palavras de separação, Aurea em parte elogiou, em parte, repreendeu; dizendo que ela agiu bem e amavel e valentemente, como era o seu costume. ‘Contudo,’ disse ela, ‘quando tudo está dito, tu podias ter suportado essa complicação e dificuldade, a qual, no pior caso, não tinha sido tão ruim quanto a morte entre nós.’ ‘Sim, irmã,’ disse Birdalone, ‘mas não poderia a morte ter vindo da minha estada?’

Enquanto ela falava, Atra entrou com a cabeça um pouco baixa, branda e humilde, suas bochechas vermelhas, suas mãos trêmulas; e ela disse: “Tu levarás minha palavra de adeus e benção, e o beijo de paz entre nós, e levarás para longe a lembrança da nossa gentileza umas com as outras?”

Birdalone colocou-se de pé orgulhosa e direita, e ficou um pouco pálida enquanto ela suportava Atra beijar as bochechas e boca dela, e disse: ‘Agora tu me perdoaste que o destino me arrastou para entre teu amor e tua boa sorte; e eu perdoei-te que eu fui desviada pelo destino para o deserto e o deserto do amor. Adeus.’ Com isso, ela seguiu seu caminho para o portão, e as outras não a seguiram.

Sem espera, o seu Arnold e os quatro homens de armas, e o palafrém e um cavalo de carga [365]levando duas arcas vistosas, nas quais Viridis tinha carregado vestimentas e outras posses para ela; e Arnold veio a ela sorrindo e disse: ‘Minha senhora Viridis deu-me uma bola onde há dinheiro para levar para ti para Greenford e lá entregar para ti quando nós estivermos seguros; e ela ordenou-me para ser obediente em todos os sentidos a ti, senhora, o que não era necessário, considerando que, agora e daqui em diante, eu sou, pela minha própria vontade, teu muito servo para realizar tua vontade, sempre e em todos só os lugares.’

Ela agradeceu-lhe e sorriu para ele amavelmente, de maneira que o coração dele bateu rápido e de alegria e amor a ela; e com isso, ela subiu na cela, e juntos eles cavalgaram em seus caminhos, e Birdalone nunca olhou para trás, até que o Castelo da Busca ficou oculto dos seus olhos pelos promontórios das pequenas colinas.


Aqui termina a Parte Cinco da Água das Ilhas Maravilhosas, a qual é chamada de O Conto do Fim da Busca, e começa a Parte Sexto do dito conto, a qual é chamada de Os Dias de Ausência.


Próximo capítulo


ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 364-365. Disponível em: <https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/364/mode/1up>


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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