A Água das Ilhas Maravilhosas - A Quarta Parte: Dos Dias de Permanência - Capítulo I Da Tristeza de Birdalone; e de Leonard, o Capelão

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[194]Agora Birdalone voltou a si mesma, e nisso havia apenas pouca alegria nela, e ela ainda se deitou imóvel no chão por um tempo, pois ela detestava a hora que estava por chegar. Então, a vida agitou-se nela e, considerando que ela não gostaria que as mulheres dela devessem encontrá-la ali, ela colocou-se de pé, e vestiu-se um pouco mais decentemente. Todavia, ela arrumou-se em suas vestes negras; e determinou em sua mente que ela não usaria nada exceto preto sem adornos enquanto seus amigos estivessem longe.

Agora ela moveu-se para a câmara, onde as mulheres dela estavam reunidas, e observou-as trabalhando por um tempo, mas nada falou. Em seguida, ela saiu para o jardim fechado e andou para cima e para baixo na aleia de cerca viva, deixando as lágrimas caírem como elas caiam. Nessa altura, ela novamente retornou para dentro do castelo, foi para fora dos portões, caminhou através de um prado por um tempo e bem poderia ter ido mais longe do que a sabedoria desejaria. Mas o castelão observava-a a partir de uma janela e saiu apressado até ela. Com muitas preces por perdão, ele novamente a trouxe de volta, balbuciando para ela durante o caminho; mas nenhuma palavra ele pôde obter dela. Quando ele entrou no salão com ela, e, [195]segundo seu costume, ajoelhou-se para beijar as mãos dela, ela retirou-as para longe dele, rabugenta, e ficou pesarosa por isso subsequentemente.

Longamente ela sentou-se no salão, escassamente se movendo, até que viu alguém entrando a partir do biombo e, oh, era Leonard, o capelão. Ele veio na direção dela e mostrou-lha seu semblante triste. A piedade dele atingiu-a e, com isso, ela lembrou-se de como eles saíram juntos através dos portões pela primeira vez. Diante desse pensamente, as lágrimas dela irromperam novamente, mas ela fez-lhe um sinal com a mão para ele sentar-se ao lado dela, e assim ele fê-lo. Quando ela teve licença para seu choro, ela olhou para ele gentilmente, e ele imediatamente começou a falar, fazendo como se ele não tivesse notado as lágrimas e tristeza dela. Mas ela respondeu-o pouco, pois ela tinha vergonha de iniciar a conversa sobre os Campeões e sua Busca, e a partida deles. Contudo, ela não podia trazer a língua a fazer qualquer outro discurso. Mas logo ele tomou a palavra e perguntou-lha; por quanto tempo ela considerava que eles permaneceriam longe, e ela respondeu, sorrindo para ele em agradecimento e tendo contado os dias nos dedos dela: ‘Se tudo ocorrer melhor do que bem, eles podem estar de volta no intervalo de dez dias.’ Disse o capelão: ‘Há períodos mais longos de espera na vida da maioria dos homens.’ ‘Sim,’ ela disse, ‘mas essa é a demora na melhor das situações; pode ser muito mais longa; pois como nós podemos contar que acasos podem ocorrer?’

Sim,’ disse Leonard, ‘então nós devemos considerá-la de vinte dias, ou trinta? Verdadeiramente, isso pode ser longo para ti; embora haja alguns que precisam suportar a esperança adiada por uma medida mais longa. Mas pode [196]findar-se mais longo do que até de trinta dias, teu tempo de espera.

Ela não respondeu, e ele disse: Sempre que o tempo pender pesado na mão contigo, se tu tiveres vontade de viajar para fora do castelo, eu sempre deverei estar à mão para te guiar. De fato, eu tenho conhecimento de que o castelão será relutante em te deixar sair; mas ele é velho e rigoroso. Todavia, além disso, ele tem conhecimento, como todos nós temos, de que agora há pouco ou nenhum perigo fossemos nós viajar umas cinco milhas ou mais, considerando que agora nós estamos tão bem em paz pelos últimos cinco dias com todos, salvo o Cavaleiro Vermelho, e dele nós sabemos que se foi para outra terra com tantos de seu povo como a não ser necessário para a proteção da propriedade dele.

Eu agradeço-te,’ disse Birdalone, ‘mas é provável que seja minha vontade não viajar para fora dos portões até que os Campeões retornem ao lar. Eu até fiquei feliz agora quando o castelão trouxe-me novamente. Para falar a verdade, medo do perigo há pouco entrara em meu coração quando ele voltava comigo.’

O sacerdote pareceu um pouco magoado com a resposta dela. Ele falou um pouco mais e logo se colocou de pé, fez uma reverência e saiu.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 194-196. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/194/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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