A Água das Ilhas Maravilhosas - A Quinta Parte: O Conto do Fim da Busca - Capítulo VI Da Conversa entre Birdalone e Viridis

Capítulo anterior


[285]Quando despertou novamente, ela tinha dormindo a noite toda e era dia pleno, e, por um momento, ela deitou-se ponderando qual era o fardo sobre ela. Dentre em pouco ela o evocou e considerou que seria bom se ela pudesse esquecer-se de tudo novamente. Imediatamente ela se tornou ciente de alguém se movendo aqui e ali na câmara, e ela olhou em volta infelizmente; e oh! Uma mulher, bela e elegante, toda envolta em verde, e era Viridis que tinha chegado ali. Mas, quando ela viu Birdalone se mexendo, ela veio a ela e beijou-a doce e amavelmente, e chorou sobre ela, de maneira que Birdalone de maneira nenhuma pôde conter as próprias lágrimas. Mas quando ela pôde cessar o choro, ela disse a Viridis: ‘Conta-me, tu estás chorando por teu amigo quem está perdido, e quem não deverá mais ser teu amigo, ou por tua amiga a quem tu encontraste?’ Disse Viridis: ‘Verdadeirametne eu chorei abundantemente por Baudoin, e ele é digno disso, pois ele era valente e verdadeiro e amável.’ Disse Birdalone: ‘Isso é verdadeiro; mas eu não intencionei minha questão assim; mas, em vez disso, eu te perguntaria se tu choras porque teu coração necessita rejeitar-me, ou porque tu me encontraste novamente?’ Respondeu Viridis: ‘Seja quem for que possa estar morto, ou seja quem for que vivo, mas, se fosse Hugh, meu adorável, eu ficaria feliz além de medida por te encontrar, minha amiga.’ E novamente ela beijou-a como alguém que estava contente e era gentil. Mas, por causa d novo descanso de alma e da alegria, Birdalone começou imediatamente a chorar outra vez.

Novamente, ela falou:E que opinião têm os [286]outros sobre mim? Pois tu és apenas uma, embora a mais querida, salvo … E eles me puniriam por minha falta e loucura que matou o melhor homem no mundo? Se a punição for menos do que me excluir da companhia deles, eu estaria inclinada a isso.

Viridis riu:Verdadeiramente,ela disse, ‘eles têm muito pelo que te punir! Considerando que foi por teu feito e tua valentia que nós todos nos reunimos novamente e Busca está realizada.’ ‘Não, apenas me conta,’ disse Birdalone, ‘o quê eles dizem de mim, cada um deles?’

Viridis ruborizou; ela disse:Hugh, meu companheiro, disse tudo de bom de ti; embora ninguém dentre os camponeses pode estar mais triste pela perda de seu camarada. Aurea não coloca a perda do homem dela sobre ti; e ela disse: “Quando a fonte de lágrimas estiver seca em mim, eu a verei e confortá-la-ei, como ela a mim.” Atra disse: ela disse bastante pouco, todavia, ela disse: “Assim, está destinado. Talvez eu não tivesse feito melhor, mais pior, do que ela.”

Agora Birdalone ficou vermelha e, em seguida, pálida novamente, e ela disse, mas em uma voz trêmula:E o Escudeiro Negro, Arthur, o que diz ele?Disse Viridis: ‘Ele não disse nada de ti, mas que ele ouviria todo o conto do que te ocorreu no Vale Negro.’ ‘Querida amiga,’ disse Birdalone, ‘eu suplico-te tua bondade e doçura que tu vás a ele imediatamente e traga-o aqui, e então eu contarei tudo a ele; e ele e tu e eu juntos.’

Viridis disse:Há isto para ser dito, que, quando um homem ama uma mulher, ele cobiça-a, para a ter [287]inteiramente toda para ele, e dureza e mal ele cresce pelo tempo que ele duvida daquela a quem ele ama. E eu te contarei que esse homem é ciumento com receio de que tu nunca foste tão pouco amável para matar o cavaleiro estranho cuja cabeça o tirano pendurou em volta de ti. Além disso, eu temo que não haja auxílio quanto a que tu desfarás a felicidade de um de nós, que é Atra; todavia fosse melhor que isso acontecesse mais tarde do que mais cedo. E se o Sir Arthur vir aqui para ti, e receber teu conto com ninguém ao lado exceto eu, parece-me que a pobre Atra sentirá uma aflição amarga por causa disso. Não seria melhor que nós todos nos encontrássemos no solar, e que lá tu contes teu conto para nós? E depois nós deveremos contar o conto da nossa libertação e vinda para cá. E, assim o fazendo, parecerá menos provável o rompimento de nossa amizade.

Disse Birdalone: ‘Será difícil para eu contar meu conto na frente de Atra e na frente dele. Não poderia ser que tu o ouças com atenção aqui e agora, e conta-o para os outros depois?’ ‘Não, não,’ disse Viridis, ‘eu não sou menestrel adequado para receber a palavra a partir da tua boca. Nunca eu deverei ser capaz de a contar de que maneira que eles devam crê-la como se absolutamente eles a tivessem visto. Além disso, quanto tudo estiver contado, então nós deveremos estar mais unidos novamente. Eu suplico-te, e eu suplico-te, doçura, faz tanto por mim quanto a contar teu conto para a nossa companhia. E, se isso for difícil para ti, olhe para isso como meu quinhão na punição que é devida a ti por ter caído naquela adversidade.’

Birdalone sorriu pesarosamente e disse:Assim seja; e possa o quinhão dos outros ser tão leve quanto o teu, [288]irmã. Contudo, verdadeiramente estaria eu mais de bom grado se meu corpo e minha pele devessem pagar a falta. Mas agora, uma vez que eu preciso fazer isso, mas cedo é o melhor, parece-me.

Em uma breve meia hora,disse Viridis,eu trarei o que resta de nossa companhia para o solar para te ouvirem atentamente. Assim, vem tu para lá quando estiveres vestida. E ouve tu! Não sê tão mansa e humilde, e não curves a ti mesma para nós com medo de nosso sofrimento. Pois visto que tu falaste de nós punimos-te, haverá alguém lá que tu podes facilmente punir para teu prazer; verdadeiramente, amiga, eu lamento que assim seja; mas, uma vez que isso não ficará melhor, o que posso eu fazer senão desejar-te feliz e ele também.

Com isso, ele virou-se e saiu da câmara, e Birdalone, deixada consigo mesma, sentia uma alegria secreta na alma dela, que ela não pôde dominar, a despeito do pesar de suas amigas, seja o que for que pudesse ser.


Próximo capítulo


ORIGINAL:

MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 285-288. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/285/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Último Homem - Volume I - Capítulo IV-II

O Último Homem Por Mary Shelley Volume I Capítulo anterior [121] Capítulo IV-II Há um sentimento tal como amor à primei...