[184]Agora os dias passavam-se rapidamente, e os três campeões fizeram o que podiam para o conforto de Birdalone. Pois eles e a casa deles mostraram os brasões a ela, e eles inclinavam-se juntos cortesmente; e os sargentos apresentavam-se e atiravam de arco diante dela, até que ela mesma, a convite deles, tomou o arco em mão e disparou mais reto e quase tão dificilmente como o melhor homem ali, pelo que eles maravilharam-se, e muito a elogiaram.
Então os jovens correram descalços diante dela pelo prêmio de um cinto e faca, e verdadeiramente ela bem tinha conhecimento de que, fosse ela correr contra eles com as saias amarradas, ela conquistaria o prêmio; mas ela não tinha o coração nisso, pois, em meio a todos eles, e às novas amizades dela, ela envergonhara-se e não podia mais se divertir como donzela do bosque.
Todavia, duas vezes os Campeões foram mais adiante no campo com ela, para a mostrar algum artesanato em madeira; contudo, eles não estavam muito livres para ir longe, por causa dos maus vizinhos dos quais o capelão contara a ela na primeira noite da chegada dela.
E em todos esses passatempos, seja o que for que eles fossem, Birdalone, portava-se bem e alegremente, e afastava dela a tristeza da separação, e o perigo para as queridas amigas dela, que agora tanto se aproximava à mão.
[185]O capelão acima mencionado, quem se chamava Leonard, ela encontrava-se com ele não raramente; e ele sempre era dócil e humilde diante dela. Além disso, sempre era a tristeza facilmente vista no semblante dele, e preocupação ao mesmo tempo. Ela não sabia como o ajudar, salvo sendo cortês e gentil com ele quando eles encontravam-se; mas não mais podia ele convocar semblante alegre em resposta à gentileza dela.
Com Sir Aymeris, o castelão de cabelo grisalho, ela também se reunia frequente e suficientemente, e não podia abster-se de algumas felizes zombarias com ele relativas a seu primeiro encontro, e como ela fora um fardo e um terror para ele. Essas zombarias ela fazia com ele porque ela via-o não lhe desejar mal ser zombado de uma maneira amigável; embora, verdadeiramente, em meio ao riso, ele olhasse para ela um pouco pesarosamente. E sempre, até que ele partisse dela, ele preparava a ocasião para beijar as mãos dela; e ela tolerava-o sorrindo, e era jovial com ele; visto que ela via que ele era de boa vontade com ela. De tal maneira, então, consumiram-se as horas e os dias.
ORIGINAL:
MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 184-185. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/184/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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