[75]ASSIM deslizou Birdalone através do lago e saiu da Casa do Cativeiro; bem poderia ser que ela estivesse apenas flutuando para a morte; nua como estava, sem fogo, sem comida, e sem ajuda, à mercê de mera feitiçaria. Contudo, ela lembrou-se da palavra da mãe do bosque, que elas deveriam encontrar-se novamente e, desse modo, conduziu o coração. Ela ficou feliz de que manteve sua vontade e livrou-se da astúcia da bruxa e da escravidão. Muito ela pensou na mãe do bosque e amou-a, assim como perguntava-se se ela ainda procurou por [ela] e viu seu bem-estar pela queima do cabelo da trança dela. Com isso ela procurou pela trança do cabelo de Habundia e beijou-o.
Durante todo o dia o Bote de Expedição acelerou, e ela não viu terra ou nada sobre o que contar. Eram somente as ondas, o céu e as aves familiares do lago, como o galeirão, o pato-real, a garça e, de vez em quando, uma veloz pomba do bosque prosseguindo em seus caminhos de costa a costa. Dois gerifaltes ela também viu, uma águia-pescadora, e um grande águia-marinha em sua incumbência no alto.
Birdalone despertou em sua solidão antes que o dia fosse consumido, e a noite um pouco gasta; então ela adormeceu de cansaço; mas assim foi que, antes do anoitecer, ela imaginou que uma nuvem azul estendia-se diante dela na linha do horizonte, a qual não se movia.
[76]Ela dormiu do princípio ao fim da curta noite, e foi despertada pelo bote colidindo contra alguma coisa e, quando os olhos dela abriram-se, viu que chegara à terra e que o sol há pouco subira. Ela colocou-se de pé e, pelo primeiro minuto, perguntou-se onde estava, contemplou sua nudez e não sabia o que isso significava. Em seguida, ela soltou o cabelo e sacudiu sua abundância inteiramente a seu redor e, depois disso, voltou seus olhos para esta nova terra e viu que era bela e vistosa. A grama florida descia até a água mesma, e primeiro havia uma bela pradaria salpicada com grandes árvores antigas; daí se erguiam encostas de vinhedos, e pomares e jardins; olhando para baixo disso tudo, ficava uma grande Casa Branca, esculpida e gloriosa. Uma pequena brisa de vento despertara com o nascer do sol, e trouxe a doçura do jardim abaixo até ela; e cálido ficou, depois da frieza da vasta água. Nenhuma outra terra ela pôde ver quando ela olhou na direção do lago a partir dali.
Ela pisou em terra firme, e permaneceu de pé com a doce grama até os tornozelos. Olhou de um lado para o outro por um tempo, e não viu forma de homem em movimento. Ela ainda estava cansada e ignorou, ao permanecer por tanto tempo em meio às duras vigas do bote, então deitou-se sobre a grama, e sua maciez confortou-a; logo ela adormeceu novamente.
ORIGINAL:
MORRIS, W. The Water of the Wondrous Isles. New York, London, and Bombay: Longman, Green and Co, 1897. pp. 75-76. Disponível em: https://archive.org/details/waterofwondrousi00morrrich/page/75/mode/1up
TRADUÇÃO:
EderNB do Blog Eidonet
Licença: CC BY-NC-SA 4.0
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