A História da Planície Cintilante - Capítulo III Os Guerreiros do Corvo buscam no Mar

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[17]Então as mulheres pensaram neles, e elas conversaram juntas uma palavra ou duas. Em seguida elas separaram-se e foram uma nesse caminho e outra naquele, para reunir os guerreiros do Corvo que estavam longe, ou a caminho, perto da casa, para que eles pudessem seguir Hallblithe para baixo, para a beira mar, e ajudá-lo. Depois de um tempo elas voltaram novamente, [em grupos] de um e dois e três, trazendo com elas os jovens furiosos; e quando houve para mais de uma vintena reunidos no jardim, armados e a cavalo, eles cavalgaram por seus caminhos até o mar, decididos a empurrar uma Dracar dos Corvos sobre as Roldanas para dentro do mar, e seguir os ladrões terríveis das águas e trazer de volta a Hostage, para que eles pudessem acabar com o sofrimento de uma vez, e estabelecer a alegria na Casa do Corvo e na Casa da Rosa uma vez mais. Mas eles tinham com eles três rapazes de quinze invernos ou aproximadamente para levar seus cavalos de volta para casa [18]novamente, quando eles devessem ter subido no Cavalo do Mar.

Assim então eles partiram, e as donzelas mantiveram-se de pé no portão do jardim até que elas perderam a visão deles atrás das colinas de areia, e então voltaram-se tristemente para dentro da casa e sentaram-se lá falando baixo sobre sua dor. E muitas vezes elas tiveram de contar sua história outra vez, enquanto pessoas vinham do campo, uma após a outra, para dentro do salão e paravam. Porém os jovens desceram ao mar, e encontraram o cavalo negro de Hallblithe vagueando aqui e ali entre os arbustos de tamargueiras através da praia; e eles examinaram ali, sobre a areia, e não viram nem Hallblithe nem outro homem. Eles olharam para o mar, e não viram nenhum navio nem vela sobre o mar estéril. Então eles abaixaram-se na areia, separaram sua companhia e foram metade para um caminho, metade para outro: entre as colinas de areia e a rebentação, onde agora a maré estava fluindo; até os promontórios do leste e do oeste, os chifres da baia, obstava-lhes. Então eles reuniram-se novamente próximo das Roldanas, quando o sol estava a uma hora próximo de se por. Ali e então eles colocaram as mãos naquele navio que era chamado de Gaivota, e eles empurraram-no para baixo sobre as Roldanas, para dentro das ondas, e lançaram-se para fora e levantaram a vela, e espalharam os remos e puseram no mar; e um vento fraco estava soprando para o mar dos portões das montanhas atrás deles.

[19]Então eles patrulharam a planície do mar, como o francelho faz com os prados de água, até que a noite caiu sobre eles, e ficou nublado, embora enquanto isso a lua radiante brilhava. Eles não tinham visto nada, nem vela nem navio, nem outra coisa através da planície estéril, salvo pela lavagem das ondas e o planar da ave marinha. Então eles deitaram-se fora dos chifres da baia, e esperaram pelo amanhecer. E quando a manhã chegou, eles abriram caminho novamente, e buscaram no mar. Partiram para os recifes exteriores e examinaram-nos com cuidado. Então eles partiram para mar aberto e viajaram aqui e ali e para cima e para baixo: e isso eles fizeram por oito dias, e durante todo esse tempo eles não viram nenhum navio nem vela, salvo três barcos quaisquer de pescadores próximos do Recife que é chamado de Pedra-da-Gaivota.

Então eles viajaram para casa, para a Baia do Corvo, e puseram seu barco sobre as Roldanas, e assim seguiram seus caminhos tristemente. Foram para a Casa do Corvo. Eles consideraram que, por enquanto, não poderiam fazer mais nada na busca por seu bravo parente e sua bela donzela. E eles estavam muito tristes; pois aqueles dois eram bem-amados por todos os homens. Mas uma vez que eles não podiam corrigir a situação, eles aceitaram em paz, aguardando que a mudança os dias poderia trazer-lhes.


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ORIGINAL:

MORRIS, W. Story of the glittering plain, which has also been called the Land of living men, or the Acre of the undying. Boston: Roberts Brothers, 1892. pp.17-19. Disponível em: https://archive.org/details/story00morrofglitterinrich/page/17/mode/1up


TRADUÇÃO:

EderNB do Blog Eidonet

Licença: CC BY-NC-SA 4.0

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